A minha principal razão para votar Alegre

 

 

Há dois anos atrás, aquando do Chernobyl financeiro, parecia que todos tinham subitamente descoberto que a “globalização” tinha descarrilado e que tudo tinha de ser repensado. Lembram-se? Era o “Keynesianismo volta que estás perdoado”, com o Estado-bombeiro chamado a torto e a direito, sobretudo por quem tinha querido tornar o Estado mínimo.

 

Depois foi o que se viu. Salvos os bancos, apresentam-nos a factura, aproveitando a oportunidade para realizar velhos projectos inconfessados: substituir o direito à saúde, à educação e à vida na velhice, por sistemas a que “todos têm acesso”, mas uns (os que podem pagar) muito mais do que outros; substituir o direito ao trabalho pela “flexibilidade” que obriga a aceitar qualquer migalha em troca de muito trabalho e nenhuma segurança.

 

Para que alguma coisa tivesse mudado eram precisas outras políticas e… outros políticos. É muito difícil mudar velhos hábitos de pensamento e ainda mais romper com interesses (até o Dr. Mário Soares o dizia).

 

Continuam a ser necessárias outras políticas e outros políticos. Comecemos por mudar de Presidente da República, elegendo alguém comprometido com o fundamental: a salvaguarda dos direitos humanos – políticos, económicos e sociais!

José Castro Caldas às 13:41 | link do post | comentar