Confrontação de passados.

aqui se escreveu sobre o passado longínquo de Alegre e Cavaco e se deixou bem demonstrado onde é que vamos encontrar a solidez, a coerência, a coragem e uma verdadeira paixão pela Liberdade. Como dizia Pessoa: “…não sente a liberdade quem nunca viveu constrangido” e Cavaco foi à semelhança de muitos portugueses, um situacionista que nunca se questionou, porque também nunca sentiu essa necessidade, e se isto é menos grave no cidadão que tinha que tratar da sua vidinha, adquire, como diz André Freire, outra relevância em alguém que é institucionalmente o nosso maior representante. E essa questão da recusa da não atribuição de uma pensão a Salgueiro Maia “Por serviços relevantes …”, e o escândalo do tratamento diferenciado aos dois ex-Pides, ainda hoje nos interroga. Como foi possível? Que critérios na cabeça de Cavaco, o motivaram? E como foi possível termos uma Esquerda tão incapaz de algum tipo de reacção que não nos deixasse hoje este nó?

 

Esse passado, é um espelho que diz bem da enorme diferença que os separa, porque á falta de melhor, como credenciais, Cavaco vai-nos remetendo para páginas (!...), ou dizendo apenas que temos que nascer duas vezes – e eu a julgar que era honesto: só ainda nasci uma – o resto, aprendeu mal como se viu, depois do 25 de Abril, através da confrontação basbaque do que foi a sua vidinha em matéria de liberdades, com os exemplos de homens como Manuel Alegre.

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João Grazina às 15:58 | link do post | comentar