Ninguém nos cala

Ciclone

"(...) o que importa são as ideias, a participação, o espírito cívico e desinteressado na busca de novas políticas para o país e para a democracia. Sem sectarismo nem dogmatismo, no respeito pela pluralidade que é timbre de quem se reclama do socialismo democrático. Seguindo a lição do grande António Sérgio a OPS! tem procurado “abrir as largas avenidas da discussão”, num tempo dominado pela moda, pelo politicamente correcto e pela ditadura do imediato e do mediático."

Manuel Alegre

Editorial do nº 4 da OPS

Para os que insistem que falta pensamento há sempre a resposta através da realidade e da realização que muitos tentam esconder e abafar e outros mandam calar, esquecendo-se que haverá sempre quem não se deixe submeter e combata a cumplicidade do silêncio, a que se chama "bons alunos", leia-se, "alunos bem comportados", por baixarem a cabeça e mandarem destruir sectores produtivos como a agricultura, as pescas e outros meios geradores de riqueza e de emprego nacionais, subordinando uma Nação à dependência dos interesses externos em troca do lugar de "bem comportado" num qualquer quadro de honra.

 

Haverá sempre gente que usará a sua voz, o seu saber, a sua determinação e coragem para combater a ideia de medo com que se quer condicionar a palavra e o pensamento.

 

Haverá sempre alguém que gritará soluções e se recusará ao fatalismo do bom comportamento, do pobrezinho, do pequenino, do poucochinho, do venerando e agradecido.

 

E porque haverá sempre homens como Manuel Alegre que acreditam que não é nos silêncios e na subordinação que o "mundo pula e avança”, que aqui damos prova de vida e reafirmamos que não queremos mais do mesmo.

Luis Novaes Tito às 16:50 | link do post | comentar