Votar, para quê?

Sentido do voto.

No próximo dia 23 de Janeiro, todos os Portugueses, do dentro e do fora, recenseados e com vontade de mais responsabilidade cívica e política devem votar.  Porque é outro momento crucial da história da democracia portuguesa. É outro momento histórico para as Comunidades portuguesas de afirmarem orgulhosa e definitivamente o seu lugar nos processos de decisão do seu país. Um dos seus países.

 

Estas eleições são, obviamente, um momento culminante da vida democrática, por mais que se diga que o voto não resolve nada e se actue em conformidade. O voto exerce uma influência incontestável sobre as elites políticas, pois, porque o voto determina quem podem ou não dar futuro ao seu país. Também como o resultado das eleições afecta directamente todos os cidadãos, ao contrário de outras formas de participação política. E, apesar do alheamento real da prática política das Comunidades, que se traduz em abstenção elevada, este voto é ainda a modalidade de participação política que mobiliza o maior número de cidadãos nas nossas democracias.

 

Isso dito. Votar, Para quê? Para decidirmos. Para sermos novos arquitectas da ligação entre Portugal e nós, com mais de nós. Para inventarmos futuro em comum. Para dizer tudo o que fica ainda para dizer a Portugal sobre nós e o nosso ser português e o nosso ver Portugal. Para inspirá-lo. Tem, desde já, e terá outro sentido e consequência quanto maior e melhor participação nossa. 

 

A democracia portuguesa precisa de nós todos, cá e lá.

É importante reafirmar que a democracia é um processo de decisão como um processo de continuidade transpessoal, irredutível a qualquer vínculo do processo político a determinadas pessoas. Mais, a democracia é um processo dinâmico inerente a uma sociedade aberta e activa, oferecendo aos cidadãos a possibilidade de desenvolvimento máximo e de liberdade de participação crítica no processo político em condições de igualdade, económica, política e social.

Neste sentido, a democracia continua a precisar de todos nós, dos nossos sonhos, das nossas ideias, das nossas iniciativas, da nossa liberdade, da nossa palavra, do nosso sentimento de partilha e fraternidade e, sobretudo, da alegria cívica redescoberta nos desafios e combates do século XXI. Juntos. Eis aqui um convite oficial para coproduzir mais democracia e conquistar os espaços desertos que nos separam. Manuel Alegre sempre disse a sua vontade de realizar tais ambições, junto do seu povo. Com o Manuel Alegre, será possível!

 

Acredito que, no seio das Comunidades, estamos a viver um momento de desperto em termos de participação cívica e política. Nem só porque a estatística apresanta milhares de luso-eleitos activos espalhados pelos quatro continentes mas também porque a primeira geração da emigração tem dado provas de interesse pela matéria pública, em prol "da chose publique". Acredito que esta tendência seja confirmada na eleição do nosso futuro Presidente da República.

 

Votar! Votar! Votar! Com entusiasmo e entrega ao futuro. Para ir mais longe com Portugal. Porque são vocês, fora de Portugal, também quem mais ordenam!

Nathalie de Oliveira.

Natali Oliveira às 22:06 | link do post | comentar