Votar Alegre, contra a mercantilização do ensino e da saúde

Manuel Alegre é o único candidato que oferece garantias de defesa perante uma mercantilização da saúde e do ensino, iniciada sob tutela dos governos de Cavaco Silva.

 

É o único que oferece garantias de defesa do Estado Social, não só, pelo o seu posicionamento ideológico firme, como pelas suas afirmações e, essencialmente, pelo seu combate histórico na luta pela democraticidade económico-social e pela soberania do país contra os interesses internacionalistas capitalistas. Manuel Alegre e os seus apoiantes têm defendido uma lógica de engenharia social diferente da actual, assente na desconstrução do institucionalismo do modelo social europeu e constitucionalista da III República. Alternativamente, Cavaco Silva defende uma lógica de mercado, mostrando-se preocupado em combater o défice a todo o custo, nem que isso signifique o alienar pelo o Estado dos vectores de bem-estar e promotor de mobilidade social como a saúde e a educação públicas.

 

São concepções ideológicas diferentes que têm pautado as longas vidas político-partidárias dos dois maiores candidatos e os portugueses terão que optar e optar sabendo que a sua decisão implicará consequências gravíssimas e, dificilmente, reversíveis e bastará olhar para a República da Irlanda e para os Estados Unidos para perceber que estão a traçar o "caminho inverso" ao de Portugal e ao de outros países europeus, como Grécia, Espanha e Reino Unido.

 

A defesa da lógica individualista metodológica que conduzirá, à partida, ao voto no candidato conservador, está no cerne dos problemas de especulação financeira que nos afectou económico-financeiramente baseada na lógica de mercado e Manuel Alegre poderá ser o único travão, pela via dos poderes conferidos constitucionalmente ao Presidente da República para mantermos o pouco que nos resta de Abril: um Estado interventivo, regulador, solidário e soberano.

Cláudio Carvalho às 22:23 | link do post | comentar