O candidato da crise permanente

Ao contrário do que diz Cavaco, Portugal tem sido um bom aluno. Condicionados por um pacto de estabilidade asfixiante e sem a rebeldia necessária para fazer frente aos mercados financeiros, parece que não nos resta outra coisa senão implementar as medidas de austeridade ditadas pela Comissão Europeia e pelo FMI, e esperar fazer boa figura perante os mercados financeiros.

Pois é, mas como lembra a Mariana Mortágua no Adeus Lenine, esta receita só trouxe a desgraça a quem a seguiu. A máxima de Cavaco é, portanto, a de João Pinto, ex-jogador do FCP: quando à beira do precipício, há que dar um passo em frente.

Ricardo Sequeiros Coelho às 20:09 | link do post | comentar