Não ao voto branco!

A questão está a tornar-se séria. Já aqui se escreveu sobre isto mas nunca é demais e vale a pena fazê-lo até ao limite, porque circula com insistência correio fraudulento quanto à validade do voto branco nestas eleições, até entre gente com capacidade para o saber, e é preciso desmontá-lo. Em 2006 – e talvez essa mensagem não tivesse sido passada - se os votos brancos fossem considerados validamente expressos, Cavaco teria sido obrigado a uma segunda volta, como se pode ver no quadro. Acontece que os brancos não contaram, como não contaram os nulos, e desses votos aproveitou Cavaco que evitou uma segunda volta:

  Votos Brancos e Nulos 2006

 

Que fique bem claro que o eleitor que não quiser votar em nenhum dos candidatos na primeira volta, mas preferir contribuir para uma segunda, não pode votar em branco porque está dessa forma a anular o voto, e não o deve anular porque é o mesmo que abster-se.

 

“Artigo 10º

Critério da eleição

  1. Será eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco. (…)"

 

E devido à fraude em circulação, a CNE teve necessidade de esclarer agora o seguinte:

- Os votos em branco e os votos nulos não têm influência no apuramento dos

resultados;

- Será sempre eleito, à primeira ou segunda volta, o candidato que tiver mais

de metade dos votos expressos, qualquer que seja o número de votos brancos

ou nulos.

 

 

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João Grazina às 10:28 | link do post | comentar