Quando os emigrantes vão a votos...

Para quem anda nisto há tantos anos... sim nisto, nesta vida de “catequização cidadã”, por toda a França, com muitos apóstolos, gente de boa vontade e desinteressada, a explicar a quem quer ouvir, qual é o interesse de exercer o “dever” de cidadão, de participar na vida cívica da cidade onde vive e do país que o viu nascer e onde ainda tem muitos interesses.

Para quem esteve na origem de tantos milhares de panfletos e de manuais, de estudos e reuniões, há notícias que são quase paralisantes.

O que nos tem motivado durante uma vida inteira é o facto de saber que muitos dos nossos compatriotas, emigraram por serem vítimas de carências de todos os géneros; financeiro, cultural e principalmente de liberdade, o que lhes impedia o acesso a um tipo de vida normal e  participadora. Ora quando se lê no Público, num inquérito feito dia a dia (com simples valor informativo, claro) que em Portugal o interesse pelas eleições é MUITO para 7,2% da população, ALGUM para 28% e NENHUM para 64,8, ficamos a pensar, que o melhor era termos começado por lá!

Durante esse tempo o que é que vai acontecendo? Apesar de todas as dificuldades só em Paris, o número de inscritos no Consulado Geral para votar, aumentou de 8% em 2010.

Há indicações que no resto da França também houve aumentos significativos. Isto par nós é uma notícia balsâmica.

Então não querem lá ver? Se Em Portugal ninguém liga nenhuma às eleições e no estrangeiro toda a gente se põe a votar, qualquer dia o terço do País que mora no estrangeiro é que vai decidir o que se passa lá na terra.

Tal está a moenga!

Aurelio Pinto às 16:25 | link do post | comentar