Brancos e nulos «não», abstenção «nunca»!

 

Já foi dito e redito, mas talvez seja o momento adequado para recordar que na Constituição se afirma expressamente que, em eleições presidenciais, os votos em branco não são considerados «validamente expressos» (Artº 126, 1), afirmação que vem confirmada no Artº 10 de Lei Eleitoral para o Presidente da República, actualizada em 2006.

 

Isto significa, concretamente, que «os votos em branco e nulos são excluídos do apuramento final dos resultados, chegando-se aos 100 por cento apenas com os votos expressos em cada um dos candidatos».

 

Assim sendo, e assumindo-se a possibilidade de um dos candidatos ser eleito à primeira volta (sejamos realistas…), não é necessário senão um exercício aritmético simples, que não faz mal nem aos que têm horror à Matemática, para se perceber que quanto menor for o número de votos «validamente expressos» daqueles que nunca votariam no referido candidato (ou seja, que não se abstêm, nem votam nulo ou branco), menor será também o que é necessário, por parte dos seus fieis seguidores, para chegarem a 50% mais um.

 

Concretizando e trocando por miúdos: se, «à esquerda», muitos se abstiverem ou votarem branco ou nulo na primeira volta (apesar do leque de candidatos disponível…), maior risco haverá de Cavaco, sem concorrência à direita, ser eleito em 23 de Janeiro. Portanto…

Joana Lopes às 22:37 | link do post | comentar