A emergência da mudança

 

Não é difícil de perceber a importância das próximas Eleições Presidenciais e o porquê da necessidade de lutar, pela palavra, contra o regime de opacidade democrática vigente cimentado por um dos políticos profissionais há mais tempo no activo. Mais que nunca, o povo português e os jovens, particularmente, têm o dever cívico de responder à crise económico-financeira e, sobretudo, de valores com o seu voto que será preponderante para efectivar a mudança, que se exige, no paradigma político.


Manuel Alegre apresenta-se como a única solução personificadora de valores ideológicos progressistas e humanistas, fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade justa e fraterna, em oposição, ao integralismo tecnocrata do candidato conservador. Manuel Alegre inspira confiança aos jovens, será promotor de maior estabilidade institucional sem ser subserviente aos poderes governativos e da alta finança, reestabelecerá um clima de transparência, é escrupuloso sem ser moralmente pretensioso e, acima de tudo, trata as decisões políticas como decisões com impacto real na vida das pessoas e não apenas como efeitos estatísticos ou como meros "danos colaterais". São visões diametralmente opostas e os portugueses terão que optar, convictamente, nas eleições presidenciais mais importantes dos últimos 20 anos.

Votar em branco, nulo ou simplesmente abster-se terá efeitos equitativamente nulos do ponto de vista de expressão de descontentamento ou não identificação e só beneficiará o statu quo presidencial. Pior que isso, terá o significado político de pura e dura regressão democrática, deixando que outros decidam pelo cidadão comum alheado, voluntária ou involuntariamente, da actualidade política.

Votar no candidato conservador é desistir de Portugal, dar a Pátria como financeira e, sobretudo, eticamente  falida, como que se não houvesse alternativa ao modo de fazer política dos últimos 30 anos. Nunca antes, os jovens se sentiram com tão pouca esperança, verificando-se uma neo-diáspora para o qual o maior responsável político é, indubitavelmente, o candidato conservador. Hoje, mais que nunca, lutemos... juntos!

 

(Foto: http://urbanascidadespoa.blogspot.com/2010/09/portugal-literatura-e-poesia.html)

Cláudio Carvalho às 10:31 | link do post | comentar