Plágio anunciado...

Aproveitando um texto de Rui Rocha no Delito de Opinião, retiro um excerto e coloco um video apenas para que palavras alheias e imagens soltas, por si só, "digam de sua justiça":

 

What we can't do is use this tragedy as one more occasion to turn on one another. As we discuss these issues, let each of us do so with a good dose of humility. Rather than pointing fingers or assigning blame, let us use this occasion to expand our moral imaginations, to listen to each other more carefully, to sharpen our instincts for empathy, and remind ourselves of all the ways our hopes and dreams are bound together.

Face a exemplos como este, percebe-se bem que a tão debatida questão da escassa importância dos poderes presidenciais na Constituição portuguesa é mais uma desculpa do que uma limitação. A verdadeira questão está na capacidade de interpretar, em momentos decisivos, o interesse último da comunidade e de apontar caminhos que não se deixem acorrentar pelos interesses tácticos. E isso está mais no poder da atitude do que no texto. Obama não falou do alto dos seus poderes. Falou ao nível das pessoas comuns e dos seus valores. Por isso foi ouvido. Da mesma maneira que teria sido ignorado se tivesse invocado apenas o seu poder formal. Perante isto diria que:

a) é um erro desvalorizar a eleição e a função do Presidente da República. O candidato que for eleito tem, como ninguém, o poder de influenciar a história colectiva com um gesto, com um discurso ou com um exemplo. Ou de a condicionar irremediavelmente através dos seus actos, palavras e omissões;

b) não podemos prescindir de escolher, mesmo que tenhamos mais dúvidas do que certezas sobre a qualidade de todos e cada um dos candidatos.

Tal como Isiah Berlin afirmou, '(...) reconhecer a validade relativa das próprias convicções, mas ainda assim defendê-las resolutamente, é o que distingue o homem civilizado do bárbaro. Pedir mais do que isso talvez seja uma necessidade metafísica profunda e incurável, mas permitir que isso determine a nossa prática é sintoma de uma imaturidade moral e política igualmente profunda, e mais perigosa'. - Rui Rocha - Delito de Opinião

 

E agora comparemos a "oferta no mercado nacional":

 

 

 

 

Paulo Ferreira às 09:21 | link do post | comentar