Defeito ou feitio, "memória curta" ou falta de vergonha?

1. Parte I - Declaração de Cavaco Silva hoje:

 

"Nesta campanha nunca caluniei ninguém, nunca ataquei ninguém."

 

2. Parte II - Declaração solene à imprensa do seu porta-voz, Alexandre Relvas, na sede nacional da candidatura, sem direito a perguntas, no passado dia 5 de Janeiro (ver aqui a notícia completa):

 

O porta-voz acusou Alegre de protagonizar "ataques desonestos e cobardes à honra pessoal" de Cavaco Silva, ataques no seu dizer "inaceitáveis". "Quem faz uma campanha suja viola o mais elementar dever de decência democrática" (sublinhados nossos).

 

3. Parte III - Três interrogações, sem mais comentários:

 

Uma declaração formal à imprensa do porta-voz da candidatura não tem o prévio acordo do candidato e não exprime a sua posição? Então, já teria demitido Miguel Relvas.

 

Ou trata-se do expediente sonso já usado por Cavaco Silva noutras ocasiões, para atirar a pedra escondendo a mão, como no conhecido e mal explicado caso das "escutas" em Belém?

 

Afinal, isto é um caso de "memória curta" ou falta de vergonha,  defeito ou feitio?

Henrique Sousa às 23:47 | link do post | comentar