Em nome de Portugal.

 

No próximo dia 23 de janeiro, dia das Eleições presidenciais que vão deixar o nosso país numa grande expectativa, vou percorrer e ignorar os 300 e poucos quilómetros idiotas que me separam do Consulado de Estrasburgo, área consular onde estou recenseada, e também da urna de votos que será entregue à minha Alegre decisão. Sem sombra de uma dúvida, o povo português é destinado a viajar, até para votar no futuro Presidente da República portuguesa!

 

Neste momento, gostava de ser o Prévert para preencher páginas e páginas como somente ele sabia. Enumerava, enumerava e enumerava, passeando no verso de cima para baixo, com tantas palavras ansiosas de conhecer a Liberdade, até acabar por encontrá-la! Prévert disse ter nascido para nomear a Liberdade como Manuel Alegre nasceu para entregá-la a Portugal e ao seu povo.

 

Porém, o seu passado de oponente à ditadura salazarista não é um poema gravado no papel. A vida sacrificada pela Liberdade de todos os portugueses, pela possibilidade de democracia sempre, não é obra dos sonhos. A tortura do exílio que ele tornou poema universal é uma forma de patriotismo reinventado. Autor do Preâmbulo da nossa Constituição, que ainda inspira Portugal como outros países sequestrados no processo de criação de futuro comum, uma prova incontestável do ser Portugal. O compromisso de Deputado e de Vice-Presidente da Assembleia da República, mais uma prova do fazer Portugal. Somente isso evocado, confunde Manuel Alegre com o seu país. Ambos têm que trabalhar para outro Abril. Em nome de Portugal!

 

Um homem ético, já histórico e que deve continuar a fazer a história de Portugal, connosco, Portugueses do dentro como do fora. Porque tem outra visão de Portugal, mais aberta e capaz de resistir a uma nova ditadura: a dos mercados financeiros. Capaz de dar um sentido aos sacrifícios dos Portugueses sem se desviar jamais do caminho e do objetivo primeiro da justiça social. Com ele, o Serviço Nacional de Saúde nunca será um parêntese na vida do cidadão português, a escola pública nunca será um lugar de “guarda”, os demais direitos sociais uma gracinha que tocam alguns sortudos. Para ele, os jovens com esperança de emprego à altura das suas habilitações e aspirações, é um combate sincero. As vidas perdidas para que isso tudo seja uma realidade, hoje ainda por consolidar, um leitmotiv quotidiano.

 

É o Homem que plantou espadas e transformou destinos ao longo da vida, conhecido e reconhecido pelo Mundo inteiro como Poeta, Político, Homem de Estado e Homem de Futuro. Candidata-se por valores massacrados hoje em dia: o poder político democrático confiscado cada vez mais pelo poder económico e pelos grandes interesses. O meu voto pertence ao melhor defensor da democracia e das instituições que servem esta democracia, contra os grandes interesses. Este homem é Manuel Alegre!

 

Manuel Alegre será o Presidente da República que melhor encarna Portugal. Manuel Alegre é Portugal!

 

Para mim e para os que represento, o dia 23 de janeiro vai ser outro dia inesperado, grande, grave, histórico, único, alegre. Espero, um dia Manuel Alegre!

 

 

Nathalie de Oliveira

in Lusojornal du 19 janvier 2011.

Natali Oliveira às 11:44 | link do post | comentar