Por um Portugal Justo e Solidário

A eleição do próximo dia 23 de Janeiro estava a ser encarada, até há bem pouco tempo, como algo sem grande relevância para o País. Havia um sentimento tácito de que Cavaco Silva estava reeleito. A ida às urnas seria, apenas, uma formalização da reeleição.

 

Ora, a importância desta eleição começou a ganhar destaque em Dezembro, quando se centrou o assunto e se percebeu que esta é a eleição do Presidente da República, ou seja, não é uma escolha menor, nem irrelevante para Portugal. Pelo contrário. Esta é uma opção decisiva para o nosso futuro.

 

Os sempre fundamentais debates entre candidatos, inicialmente desprezados por Cavaco Silva, e depois aceites dada a reprovação pública face à sua postura de desdém, ajudaram a perceber melhor que Cavaco Silva não é um candidato incontestável nem merecedor da vitória. Não só pelo mandato que teve em Belém, e foram muitos e maus os casos em que o Presidente da República não esteve ao lado do País e dos portugueses quando devia, mas também, e sobretudo, pela falta de visão e ideia de Portugal, enquanto candidato.

 

Manuel Alegre tem dito, e bem, que não há vencedores antecipados e que o País precisa de esperança. A esperança e mobilização que o actual Presidente da República e candidato não deu e não garante.

 

Este é um combate que merece, deve e precisa ser travado, não contra ninguém, mas por Portugal, que se quer mais Justo e Solidário. E dos candidatos em disputa, só Manuel Alegre dá essa garantia aos portugueses.

Carlos Manuel Castro às 16:17 | link do post | comentar