Sexta-feira, 21.01.11

Cá estaremos!

...

(Gui Castro Felga)

Joana Lopes às 21:25 | link do post | comentar

Da soberba

"Nenhum dos adversários do chefe de Estado faz a mais pálida ideia sobre o que verdadeiramente é a função presidencial". É com esta frase peculiar que Carlos Blanco de Morais, membro da Comissão Política de Cavaco Silva, encabeça o artigo do Público da semana passada. Por momentos parece que estamos perante uma tentativa de golpe de Estado, na qual cinco irreverentes candidatos ameaçam ilegitimamente um ser soberano. Fica bem Carlos Blanco na Comissão de Honra de Aníbal. Apenas se estranha que este docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa aparente não ter a noção de que num acto eleitoral apenas existem candidatos.

Nuno Serra às 21:17 | link do post | comentar

Manuel Alegre, porque falta cumprir Portugal

Estamos a breves horas das eleições presidenciais mais importantes da III República Constitucional. Mais importantes, pessoalmente, dado que enquanto jovem nunca vivi uma crise social e económico-financeira como a actual. Crise essa com origem numa crise financeira internacional sem memória desde 1929. O modelo desregulado do capitalismo falhou e não soubemos dar as devidas respostas com um reforço dos apoios sociais e da regulação do poder político, quer a um nível nacional quer a nível europeu.


Apesar da desilução com a política partidária, resolvi voltar a dar a minha contribuição para uma causa política. O candidato Manuel Alegre, não é o candidato do PS, do BE ou do PCTP/MRPP, mas é um candidato que, transversalmente, serve os interesses das classes que mais sofreram com a esta crise. Nenhum outro candidato, me faria voltar, a curto prazo, a lutar por uma causa política como Manuel Alegre. Manuel Alegre condensa em si seriedade ética, humanismo, progressismo, uma visão cosmopolita da sociedade e, sobretudo, valores de independência sem ser ideologicamente subserviente, factor fundamental para um país desenvolvido mas assente numa forte base social.


Domingo, independentemente do resultado estarei convicto e de consciência tranquila quanto à minha opção. Espero que os portugueses não voltem a adiar o futuro deste país, confiando em quem já teve hipóteses demais e as esgotou.

 

Voto Manuel Alegre, porque falta cumprir Portugal...

 

Foto: voyagesphotosmanu.com

Cláudio Carvalho às 20:55 | link do post | comentar

Nota oficiosa da Comissão Nacional de Eleições - Voto em branco

UM ESCLARECIMENTO MUITO IMPORTANTE.

 

«Tem circulado de forma generalizada na Internet e através de correio electrónico uma mensagem de apelo ao voto em branco.

 

Esta mensagem induz os cidadãos em erro, na medida em que afirma que se for obtida uma percentagem maioritária de votos em branco a eleição do Presidente da República, do próximo dia 23 de Janeiro de 2011, será anulada.

 

Por essa razão, um número significativo de cidadãos tem vindo a solicitar à Comissão Nacional de Eleições esclarecimentos sobre a veracidade da informação divulgada.

 

No sentido de promover o esclarecimento objectivo dos cidadãos a este respeito, a Comissão Nacional de Eleições vem informar o seguinte:

 

- Os votos em branco e os votos nulos não têm influência no apuramento dos resultados;

 

- Será sempre eleito, à primeira ou segunda volta, o candidato que tiver mais de metade dos votos expressos, qualquer que seja o número de votos brancos ou nulos

 

(Daqui)

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Joana Lopes às 20:54 | link do post | comentar

"É Pior a Emenda que o Soneto" ou "A Vingança Serve-se Fria"?... Olhem que não...

Costuma dizer-se que "as sondagens são o que são"... de qualquer modo, o que me preocupa é a tendência portuguesa para, por um lado, tentar penalizar o que considera causas do seu descontentamento e, por outro lado, a ainda deficitária interiorização da ética republicana que grassa na sociedade portuguesa. O que quero dizer com isto? Simplesmente que os portugueses, numa tentativa de penalização do governo e, consequentemente, do PS, podem projectar na votação no seu principal opositor a manifestação do seu "castigo"... o raciocínio é demasiado simplista e transporta em si próprio alguma perversidade que só os mais ingénuos podem descurar, para gáudio dos que fruirão desta decisão. Porque, na verdade, o exercício desta forma de acção significa que, para efeitos de provocação de um desagrado imediato ao partido do governo, os portugueses preferem não equacionar o futuro, recusando pensar nas consequências dos seus actos! De facto, se houvesse hábitos reflexivos na opinião pública, a hipótese de um cenário em que se altere a conjuntura parlamentar por via de eleições legislativas, seria colocada e a consciência de que as alternativas económicas à actual governação não são, nesse mesmo cenário, do interesse público, os cidadãos iriam perceber que votar Cavaco Silva é contribuir para legitimar um caminho que será muito mais penoso para Portugal do que o que actualmente trilhamos. Por outro lado, por razões que se prendem com a cultura democrática relativamente incipiente nas populações menos alfabetizadas, menos informadas e menos politizadas, a representação social do Presidente da República é ainda o que resta do que, entre nós, legitima o "apadrinhamento social" e a "lógica do favor" em prejuízo da "cultura do mérito" - razão pela qual a mudança presidencial se processa, no nosso país e ainda que num regime democrático, por desistência do cargo, seja por limite de mandatos ou por vontade própria... como se a essa figura coubesse uma "intocabilidade"entendida de forma ainda próxima de concepções religiosas medievais em que o poder se associava ao "sagrado"! Ganha aqui sentido a expressão "nem para si próprios sabem ser" porque esta forma de pensar aproxima a sociedade daquilo que as pessoas mais temem: o empobrecimento e o autoritarismo!... e, como sabemos, apesar de se dizer que "a vingança serve-se fria", a verdade é que a vingança nunca é a melhor forma de resolvermos os problemas! 

Ana Paula Fitas às 20:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Voto a favor!

 

Voto a favor:

 

- da Democracia e da Liberdade

- da Constituição da República que consagra:

  • Um Serviço Nacional de Saúde gratuito e Universal
  • Uma Escola Pública para todos
  • O direito de não ser despedido sem justa causa

- de um estado ao serviço dos cidadãos

- de uma economia ao serviço das pessoas e não das pessoas ao serviço dos "mercados"

- de uma sociedade sem medo

- de um país soberano e livre

- de um país de pé e não "de cócoras"

- de uma Europa dos cidadãos

- de uma Europa social

 

Voto a favor:

 

- de um Presidente ao serviço dos portugueses e não de interesses políticos ou económicos

- de um Presidente que seja um promotor da participação de todos na vida política

- de um Presidente que diga o que tem a dizer

- de um Presidente que fale

- de um Presidente que consagre vontades

- de um Presidente independente

- de um Presidente que, dentro do que lhe é permitido pela Constituição, congregue esforços para resolver os problemas

- de um Presidente que dê Esperança

- de um Presidente que não ameace

- de um Presidente que não crie crises artificiais

 

Voto a favor:

 

- da língua portuguesa

- do encontro dos que falam português

- do encontro dos que pensam português

- do encontro da história e da cultura portuguesa

 

Voto a favor:

 

- de Portugal e dos portugueses

 

Voto a favor:

 

- de um homem coerente

- de um homem que cumpre

- de um homem independente

 

Voto a favor:

 

- de um Presidente poeta

- da poesia na vida

- da poesia na sociedade

 

Nem sempre estive de acordo com Manuel Alegre. Mas Manuel Alegre sempre cumpriu o que prometeu. Estivesse eu de acordo ou não. Isso é coerência, isso é palavra.

 

Voto a favor! Voto a favor de Manuel Alegre!

Paula Cabeçadas às 20:05 | link do post | comentar

Alegro

Manuel Alegre

 

Se vocês quiserem, este blog continuará por mais três semanas.

 

No boletim de voto seleccionem Manuel Alegre.

Nem os juros subirão, nem nós cobraremos a vossa vista.

 

E seremos todos muito mais felizes.

Luis Novaes Tito às 20:00 | link do post | comentar

Noite eleitoral

...

O Alegro Pianissimo foi convidado a participar na emissão especial do Parlamento Global, ligado à SIC Notícias, onde estará presente através de parte dos seus bloggers, a partir das 16:00 de Domingo.

As encomendas de Cavaco Silva

Hoje Cavaco Silva declarou à Rádio Renascença que alguns jornalistas tinham recebido encomendas para abordar nos seus órgãos de informação as negociatas em que ele se tinha metido. Já se sabe que o termo negociata é meu.

 

É preciso ter desplante para vir apoucar os jornalistas por receberem encomendas para incomodarem S. Exª e ter-se esquecido da encomenda que o seu assessor para a imprensa Fernando Lima fez a um tal jornalista do Público para fazer umas averiguações sobre certos senhores que frequentavam a sua comitiva, quando da sua deslocação à Madeira há alguns anos. Parece que já se está a esquecer da encomenda que fez a José Manuel Fernandes para que este lançasse no Público a atoarda de que ele, Cavaco Silva, andava a ser escutado pelo Governo, isto numa altura em que o PSD, chefiado por Manuela Ferreira Leite, falava da "asfixia democrática".

 

Grande encomenda me saiu este Cavaco Silva, ficar-lhe-ia bem conhecer este ditado popular “quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho”.

Jorge Nascimento Fernandes às 19:24 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Por causa do Alegro!

Com frequência os amigos receberam via e-mail ou Facebook, convites para virem aqui ao Alegro, mas havia um que desde muito longa data não dava feedback, ainda assim, os convites saíam, como não havia devolução da entrega da mensagem e sabendo que estava vivo, insistia. A resposta à minha dúvida veio na boa surpresa que tive ao descer a Rua do Carmo. De bandeira na mão, empunhada com uma grande rosa vermelha, lá seguia mister David participando com grande força naquela festa rua abaixo:

 

- Então... David, também por aqui? Que bom vê-lo!

- Claro... Não podia deixar de ser! Você não me mandou aqueles convites? Estou aqui por causa do Alegro!

- ( ! )

 

Só não lhe perguntei a razão para me deixar tanto tempo no escuro, julgando aquele endereço desactivado.

 

- David, vou enviar-lhe o link do post que estou a escrever, onde tem a honra de ser protagonista. Será um mistério se não me devolver a razão da falta de retorno ao meu correio, mas agradeço a atenção que pelos vistos lhe tem dado.

 

Chegamos onde menos esperávamos. O resultado final só pode dar certo

João Grazina às 18:57 | link do post | comentar

Quando a Esquerda acerta o passo

 

 

"Ninguém, no seu perfeito juízo, acredita que Alegre representará um partido em Belém. Mas todos sabem que que representará um olhar sobre o papel do Estado na sociedade. Com o extremismo ideológico e económico que tomou conta da direita portuguesa a caminho do poder, é tudo o que pode restar para moderar o que aí vem." - Daniel Oliveira

 

 

Todos os dias nos perguntamos: o que é ser de esquerda? Seja qual for a resposta,  acabamos por reconhecer que ela começa por ser um ponto de partida, não de chegada. Há qualquer coisa que une os povos de esquerda, por mais ressentimentos que a luta pelo poder político tenha criado ao longo destes trinta e seis anos de democracia: o não aceitarmos, como construção social comum, como ideia de sociedade, uma comunidade onde seja natural a situação da exploração das pessoas por outras pessoas.

 

A partir daí desenrolam-se todos os programas que nos fazem criar um espaço de divergência fenomenal, tribos plurais. Divergimos no modo, na medida e na porporcionalidade com que estabelecemos essa rota para uma viagem rumo a uma sociedade que não compactue com uma vivência social onde uns possam explorar o seu semelhante.  Mas aquele ponto de partida, todo um programa, reacende-se quando nos deparamos com uma situação que nos obrigue a reconhecer o acessório do fundamental.

 

Por isso é tão decisivo que à esquerda se criem as condições para uma 2ª Volta das Eleições Presidenciais. O que aí vem, como diz o Daniel, é mesmo muito mau. E não precisamos de ter visto o Inside Jobs para o compovar. É uma ocasião chave para tornar uma crise numa oportunidade. Saber optar por um Estado Social que em vez de esgotar os seus maiores recursos em interesses privados e particulares daqueles que ideologicamente o combatem, e que se dedicam a aumentar as hordas de excluídos, se entrega, de alma e coração, na tarefa conseguir que a riqueza produzida sirva para reforço da coesão e da solidariedade social.

 

O primeiro passo para isso já dia 23 de Janeiro.

Joaquim Paulo Nogueira às 18:01 | link do post | comentar

Hora da verdade

 

 

"É hoje indisfarçável que se têm vindo a avolumar entre nós as preocupações acerca do funcionamento do sistema de justiça. Não se trata apenas de preocupações centradas na morosidade dos processos judiciais, mas também de sintomas de degradação da credibilidade e prestígio das instituições."

 

 

Cavaco Silva, discurso de tomada de posse, 9 de Março de 2006

 

 

Daniel Martins às 17:47 | link do post | comentar

Conselhos de (antepen)última hora

...

 

Quem pensava votar em Cavaco no Domingo está dispensado de o fazer, já que todas as sondagens lhe dão a vitória logo à primeira volta.

 

Aos outros, vale a pena recordar que, nas vésperas das eleições de 2006, as mesmas sondagens lhe davam percentagens mais elevadas do que aquelas que prevêem este ano e que só não existiu segunda volta por uma curta margem de 30.000 votos. Para bom entendedor…

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Joana Lopes às 16:17 | link do post | comentar

Se Cavaco ganhasse à primeira volta, as taxas de juro iriam continuar a subir

 

 

O mercado da divída soberana já fez as contas em relação às próximas presidenciais: se Portugal não der sinais profundos de mudança, a divída pública continuará a disparar. Os analistas das principais agências de rating baseiam-se no facto de que, para os investidores estrangeiros,  Cavaco está totalmente identificado com o quadro recessivo dos últimos anos.

 

No dia 23 temos por isso a oportunidade de, pela primeira vez, não reeleger um candidato que seja um presidente em exercício. Porque é que isso é importante? A principal razão é a de que Cavaco e Silva foi um péssimo Presidente da República. Há que reconhecer que, em certa medida, o silêncio parece adequar-se à pose de Estado. Mas uma certa contenção discursiva não basta. Seria muito fácil fabricar um estadista se apenas precisássemos de pedir-lhe que se calasse. É preciso também saber usar a palavra para intervir, saber romper o silêncio. Ora Cavaco Silva, que usou e abusou do silêncio, ao ponto de muita gente começar a perguntar-se se ele tinha alguma coisa para dizer, quase sempre que falou foi um factor de instabilidade e até, de ridiculo. Os vídeos de Cavaco, desde a ordenha à ideia sobre as mulheres, fazem êxito no You Tube. E depois, o que é fundamental, nunca falou daquilo que toda a gente gostava de o ouvir falar, mostrando desprezo pelo eleitorado. Os silêncios de Cavaco, não assumindo nem reconhecendo as suas responsabilidades no clima que permitiu uma promiscuidade entre política e crime económico, são muito caros. Excessivamente caros.

 

Circunstancialmente, as boas razões para não reeleger Cavaco Silva, são também, quase todas elas, boas razões para votar em Manuel Alegre.

 

Joaquim Paulo Nogueira às 15:25 | link do post | comentar

Cavaquismo e SLNismo

 

Neste último dia de campanha, uma coisa parece certa relativamente a Cavaco Silva: foi igual a si mesmo em todo este processo. No fundo, apresentou na perfeição algumas das características mais claramente associadas ao estilo cavaquista de se estar na política. A primeira delas foi o sempre preocupante facto de Cavaco não se considerar um político. Ou seja, a figura política da nação que mais cargos de relevo e durante mais tempo ocupou na democracia portuguesa não pertence à classe política. Continua a considerar-se um “humilde professor”, um técnico especializado que coloca despretensiosamente os seus serviços ao dispor do Estado e do povo português. Enfim, a oeste nada de novo.

 

A segunda característica de destaque que não surpreendeu foi o seu difícil relacionamento com o confronto político e com o questionamento da comunicação social. Mais uma vez, optou pela figura reservada que prefere o silêncio ao confronto de ideias, prefere o caminho do tabu e da vitimização pessoal ao esclarecimento. A terceira característica igualmente preocupante que se destacou foi a ideia de que se pode prescindir da democracia se causas de força maior se impuserem. Foi o que o actual Presidente da República fez ao invocar o contexto de crise e os custos dos actos eleitorais para que uma 2ª volta não aconteça. No fundo, considerou deste modo que até na democracia se pode poupar, ideia que assenta na perfeição no tal estilo cavaquista.

 

Mas esta campanha eleitoral tornou clara para a generalidade da população uma característica do Cavaquismo até agora algo mitigada: o SLNismo. Com tantos factos por esclarecer, com tantas proximidades e ingenuidades muito mal explicadas por parte do actual presidente, muitas dúvidas ficaram no ar. O país ficou a perceber que o honestíssimo, incorruptível e ultra-sério Cavaco Silva afinal parece ter uma série de coisas a esconder. Não que qualquer responsabilidade criminal lhe possa ser atribuída por tais proximidades, mas sim inevitáveis responsabilidades políticas por estar tão perigosamente próximo das caras que estão na origem do maior rombo nas finanças públicas de que há memória.

 

O Cavaquismo já tinha muitas facetas. Mas parecem restar poucas dúvidas que o SLNismo foi a maior revelação desta campanha. Importa assim acreditar que, entre todas as outras dimensões, esta falta de transparência, estas relações duvidosas, estas promiscuidades que tanto lesam o erário público, não sejam esquecidas quando os portugueses votarem no próximo Domingo. Se tal esquecimento suceder, se se fingir que nada se passou, tal não será certamente um sinal de saúde democrática.

 

Artigo publicado hoje no Esquerda.net

(Imagem: Mais um packard em rodagem)

 

João Ricardo Vasconcelos às 14:27 | link do post | comentar

O Escrutínio "escrutinadamente escrutinado"....

Se, de facto, Cavaco conseguiu um lucro de 140% com ações que nem sequer estavam cotadas na bolsa, pode ser o homem certo para ocupar o mais alto cargo do País. Basta que gira o orçamento de Portugal como soube gerir o seu. Por azar, Oliveira e Costa está preso, o que impede o País de comprar a uma sociedade gerida por si ações a um euro e vendê-las a 2,4. No espaço de dois anos, seríamos a Noruega da Península Ibérica.

 

 

Paulo Ferreira às 14:00 | link do post | comentar

No Domingo

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Joana Lopes às 13:58 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Boa-Nova da Trindade

  

 

Momento curioso da campanha. O cortejo estaca, ordenada e compenetradamente, por breves instantes para que os repórteres de imagem e os fotógrafos recolham as suas imagens. É preciso dar a notícia.

 

 

Joaquim Paulo Nogueira às 13:22 | link do post | comentar

As taxas de juro

Se calhar... Era mesmo isto que ele queria.

Paula Cabeçadas às 13:12 | link do post | comentar

Da racionalidade política à esquerda

Racionalidade política, precisa-se, à esquerda, como bússola de navegação por entre a espuma dos dias, as ideias feitas e as correntes de opinião formatadas. Agora, para não desistir de votar. Depois, para olhar o futuro.

 

O excelente artigo de Daniel Oliveira no Expresso de hoje - "O Que Nos Espera" - é um lúcido exercício dessa racionalidade política à esquerda, tão necessária agora como depois das presidenciais. Citamos dois extractos:

 

"Ainda Manuel Alegre não tinha apresentado a sua candidatura e já o spin para consumo mediático estava feito: o seu problema é ser apoiado pelo PS e pelo BE. Um pormenor sobre as primeiras voltas das presidenciais; Eanes foi apoiado por PS, PPPD e CDS na primeira candidatura e por PS e PCP na segunda; Zenha por PRD e PCP; Soares por PS e PSD na recandidatura; Sampaio por PS, PCP (em todos os casos sempre com desistência do candidato comunista) e partidos que hoje estão no Bloco quando concorreu contra Cavaco. Os candidatos de direita foram quase sempre apoiados por PSD e CDS. O problema de Alegre só é problema porque alguém decidiu que o que quase sempre aconteceu agora é estranho. Mais: há cinco anos o escândalo era a esquerda não se entender no apoio a um candidato. Agora, curiosamente, é o oposto.

 

..................................................................

 

As críticas que fez ao Governo são outro argumento usado contra Alegre. Curiosamente, a sua proximidade ao PS também. Às vezes pelas mesmas pessoas. Mas esta independência de Alegre, que consegue irritar todos os lados, é a melhor garantia que pode dar para o cargo a que se candidata.  Ninguém, no seu perfeito juízo, acredita que Alegre representará um partido em Belém. Mas todos sabem que que representará um olhar sobre o papel do Estado na sociedade. Com o extremismo ideológico e económico que tomou conta da direita portuguesa a caminho do poder, é tudo o que pode restar para moderar o que aí vem. Se os eleitores de esquerda não o perceberem e ficarem em casa terão cinco longos anos para o confirmar." (sublinhado nosso)

Henrique Sousa às 13:00 | link do post | comentar

Yo no credo en brujas pero que las hay, las hay! (parte IV)

O que fede de forma mais pestilenta normalmente acaba sempre por chamar de forma arrepiante e enojada a atenção das pessoas, mais tarde ou mais cedo.O mesmo Presidente que almentou conspirações palacianas com assessores e jornalistas para inventar capas de jornal, o mesmo Presidente que interferiu directamente com negócios da PT, o mesmo Presidente que escolhe que sindicalistas recebe, os de primeira categoria certamente como os da Magistratura, e os de segunda, que não lhe convém ouvir, o mesmo Presidente que de manhã ameaça usar bombas atómicas como aquela que ele "desejou e incentivou" para Santana Lopes mas à tarde acha que talvez não...esse mesmo Presidente, agora, vê-se e deseja-se para tapar o sol com a peneira de confusões, trafulhices e "trambicagem" talvez até com fuga ao fisco, no que toca ao BPN-SLN-Coelha sem Fantasia alguma!

É demais....Aníbal Cavaco Silva não será jamais o mesmo aos olhos dos portugueses, Aníbal Cavaco Silva não tem autoridade moral nem ética para impor ou propor o que quer que seja a ninguém nem que nascesse mil vezes!

 

 

Paulo Ferreira às 12:55 | link do post | comentar

Morfeu [ XV ]

Morfeu

Imagem: António Sérgio Pessoa

Diálogos: Luís Novaes Tito

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Alegro às 12:45 | link do post | comentar

À PROCURA DA MANHA PERDIDA !

 

 A manha do candidato Cavaco está a deteriorar-se. Estará assustado? Estará a perder qualidades? Estará a perder o norte?

De facto, ao executar uma manobra eleiçoeira algo trivial, numa postura de papão, tão ao gosto da direita conservadora, dizendo que, se houver segunda volta nas eleições presidenciais do próxima domingo, os especuladores internacionais, que têm vindo a cercar e a sugar Portugal, se acirrarão ainda mais contra nós, ele estava subliminarmente a proclamar-se como o homem de confiança no nosso país da quadrilha financeira internacional.

Não nos deu nenhuma novidade, mas confessou o que tão cuidadosamente vinha disfarçando: Cavaco sente-se como alguém em quem os especuladores internacionais têm confiança, como alguém que tentará garantir uma caçada tranquila a esses predadores encartados, no país de que quer ser Presidente.

Assim, muito provavelmente, se os portugueses o deixassem, tal como o então primeiro-ministro Durão Barroso foi aos Açores servir umas bicas a Bush e a Blair, quando estes deram o empurrão final à eclosão do desastre iraquiano, Cavaco viria a servir com gosto alguns cafés aos funcionários que o FMI enviaria para Portugal, se os mais profundos desejos da direita portuguesa se viessem a realizar.

Rui Namorado às 11:58 | link do post | comentar

Voto ALEGRE

Fez ontem cinco anos que escrevi o que publico no último parágrafo.

 

Divergi mais do que convergi com a leitura de Manuel Alegre ao longo dos últimos cinco anos. Mas sei bem o que está em causa dentro de dois dias. E dos que estão em disputa temos de escolher um, por isso:

 

Independentemente do que penso desta eleição presidencial, vou cumprir com o meu dever cívico, que, antes de dever, é um direito que me assiste, como cidadão.
Por isso, domingo, naturalmente, voto Manuel Alegre.

Carlos Manuel Castro às 11:39 | link do post | comentar

Foi você que falou em baixeza política?

"Nós não podemos prolongar esta campanha por mais três semanas. Os custos seriam muito elevados para o país e seriam sentidos pelas empresas, pelas famílias, pelos trabalhadores, desde logo, pela via da contenção do crédito e pela subida das taxas de juro."

 

Senhor candidato Aníbal Cavaco Silva: havendo segunda volta e não se abatendo sobre o país a calamidade com que tenta desesperadamente intimidar os eleitores (que toma por parvos), retracta-se deste vil disparate ou entulha uma vez mais o seu silêncio com uma fatia de bolo-rei?

Nuno Serra às 11:27 | link do post | comentar

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