Quinta-feira, 20.01.11

Um Presidente que é também um homem de letras

Ficamos orgulhosos/as sempre que Manuel Alegre é reconhecido dentro e fora de Portugal pela sua obra literária que há muito acompanha muitos de nós.

 

Mais orgulhosos/as vamos ficar quando cada um/a de nós, fora do nosso País, for relacionado/a com a obra de Manuel Alegre: «Ah, vens de Portugal, da terra de Manuel Alegre! É absolutamente fantástico teres um Presidente que é também um homem de Letras. Os checos tiveram um Presidente que era um homem do Teatro.»

 

 

 

E mais orgulhosos/as ainda ficaremos quando em vários cantos do Mundo forem cantadas, de cor, estrofes de Portugal:

 

Senhora das tempestades e dos mistérios originais
quando tu chegas a terra treme do lado esquerdo
trazes o terramoto a assombração as conjunções fatais
e as vozes negras da noite Senhora do meu espanto e do meu medo.

Senhora das marés vivas e das praias batidas pelo vento
há uma lua do avesso quando chegas
crepúsculos carregados de presságios e o lamento
dos que morrem nos naufrágios Senhora das vozes negras.

Senhora do vento norte com teu manto de sal e espuma
nasce uma estrela cadente de chegares
e há um poema escrito em página nenhuma
quando caminhas sobre as águas Senhora dos sete mares.

Conjugação de fogo e luz e no entanto eclipse
trazes a linha magnética da minha vida Senhora da minha morte
teu nome escreve-se na areia e é uma palavra que só Deus disse
quando tu chegas começa a música Senhora do vento norte.

Escreverei para ti o poema mais triste
Senhora dos cabelos de alga onde se escondem as divindades
quando me tocas há um país que não existe
e um anjo poisa-me nos ombros Senhora das Tempestades.

Senhora do sol do sul com que me cegas
a terra toda treme nos meus músculos
consonância dissonância Senhoras das vozes negras
coroada de todos os crepúsculos.

Senhora da vida que passa e do sentido trágico
do rio das vogais Senhora da litúrgia
sibilação das consoantes com seu absurdo mágico
de que não fica senão a breve música.

Senhora do poema e da oculta fórmula da escrita
alquimia de sons Senhora do vento norte
que trazes a palavra nunca dita
Senhora da minha vida Senhora da minha morte.

Senhora dos pés de cabra e dos parágrafos proibidos
que te disfarças de metáfora e de soprar marítimo
Senhora que me dóis em todos os sentidos
como um ritmo só ritmo como um ritmo.

Batem as sílabas da noite na oclusão das coronárias
Senhora da circulação que mata e ressuscita
trazes o mar a chuva as procelárias
batem as sílabas da noite e és tu a voz que dita.

Batem os sons os signos os sinais
trazes a festa e a despedida Senhora dos instantes
fica o sentido trágico do rio das vogais
o mágico passar das consoantes.

Senhora nua deitada sobre o branco
com tua rosa-dos-ventos e teu cruzeiro do sul
nascem faunos com tridentes no teu flanco
Senhora de branco deitada no azul.

Senhora das águas transbordantes no cais de súbito vazio
Senhora dos navegantes com teu astrolábio e tua errância
teu rosto de sereia à proa de um navio
tudo em ti é partida tudo em ti é distância.

Senhora da hora solitária do entardecer
ninguém sabe se chegas como graça ou como estigma
onde tu moras começa o acontecer
tudo em ti é surpresa Senhora do grande enigma.

Tudo em ti é perder Senhora quantas vezes
Setembro te levou para as metrópoles excessivas
batem as sílabas do tempo no rolar dos meses
tudo em ti é retorno Senhora das marés vivas.

Senhora do vento com teu cavalo cor de acaso
tua ternura e teu chicote sobre a tristeza e a agonia
galopas no meu sangue com teu cateter chamado Pégaso
e vais de vaso em vaso Senhora da arritmia.

Tudo em ti é magia e tensão extrema
Senhora dos teoremas e dos relâmpagos marinhos
batem as sílabas da noite no coração do poema
Senhora das tempestades e dos líquidos caminhos.

Tudo em ti é milagre Senhora da energia
quando tu chegas a terra treme e dançam as divindades
batem as sílabas da noite e tudo é uma alquimia
ao som do nome que só Deus sabe Senhora das tempestades.

 

Manuel Alegre - Senhora das Tempestades

Vera Santana às 18:00 | link do post | comentar

O interesse nacional

Edite Estrela faz um apelo directo ao voto: "Sei que ainda há muitos indecisos na esquerda e que ainda há socialistas hesitantes. A uns e a outros eu digo que parem, pensem e decidam bem". Este é o momento de colocarmos os interesses nacionais acima dos pessoais". Depois acrescentou que "é preciso decidir com o coração e com a razão".

 

No discurso na Trindade, hoje, em Lisboa, Edite Estrela enumerou as razões para apoiar Manuel Alegre. "Portugal precisa de um Presidente de esquerda e solidário com o governo" e que "não fomente crises políticas artificiais". Uma referência às declarações de Cavaco Silva que na primeira semana de campanha eleitoral falou da possibilidade de haver uma "crise política" e ontem, acabou por dizer que "tinha pouco apetite para utilizar a bomba atómica", ou seja a dissolução da Assembleia da República.

Vera Santana às 15:51 | link do post | comentar

Cavaco Silva não soube estar à altura do cargo presidencial

Há cinco anos, Cavaco Silva apresentou-se como o candidato mais preparado para conduzir o País como Presidente da República (PR). Os argumentos então apresentados eram simples e correspondiam ao seu currículo: tinha mais experiência governativa (11 anos de poder no Governo, 10 como Primeiro-Ministro e 1 como Ministro das Finanças) e era o mais bem preparado em matérias económicas, decorrente da sua formação académica. Face aos demais candidatos, Cavaco Silva era o ideal para a Chefia de Estado.

 

Cumprido o mandato, que corresponde a um dos períodos mais complexos dos nossos tempos, com uma crise financeira e económica mundial sem precedentes na História, com que ficámos da tal mais-valia do candidato, depois PR, Cavaco Silva? Nada!

 

Não é por acaso que os seus argumentos de 2006 não são empregues agora, pois Cavaco Silva sabe que falhou todas as promessas. Se tivesse correspondido à importância do cargo que desempenhou, nos últimos cinco anos o PR tinha sido, e deve ser, o primeiro a bater-se pelo País, mas não o fez. A crise chegou, instalou-se, está a provocar os seus danos, e do Palácio de Belém, o homem tão experiente e creditado em economia e finanças não mexeu uma única palha. Limitou-se a mandar, de vez em quando, mensagens e recados, como se fosse mais um comentador ou analista.

 

Por outro lado, este mandato de Cavaco Silva fica marcado por episódios nada abonatórios. A começar na célebre declaração do Verão de 2008, em que obrigou o País a parar em Agosto, por causa de uma questão constitucional relativa aos Açores. Quando, por muito relevante que fosse a matéria, o PR deve ter noção do que trata e lida com o País, pois para a maioria dos portugueses esta questão constitucional não tem nenhum relevo. E os episódios agravaram-se, com a estória, muito grave, de que o Governo andava a escutar o Palácio de Belém, quando se percebeu que foi uma coisa montada por uns assessores de Cavaco. Encontrou-se o artífice da conspiração, mas nada foi feito. A novela do BPN, seus dirigentes, por sinal membros da Comissão de Honra da candidatura, e ligações a Cavaco Silva, com casas e negócios à mistura, nem vale a pena referir, por que a poda é conhecida destes dias. E, não menos lamentável, foi a passividade de Cavaco Silva, quando em Praga, Portugal era alvo de chacota do Presidente checo. Entre outros e nada abonatórios exemplos, da demissão do PR das suas responsabilidades.

 

O mais curioso desta campanha é que Cavaco disse há dias, e muito bem, qual a função do Presidente: "apontar caminhos estratégicos, grandes linhas de orientação (…) essa é a função", precisamente aquilo que Cavaco Silva não fez em cinco anos.

 

Os próximos anos requerem um Presidente que possa corresponder aos anseios e aspirações dos portugueses, e Cavaco Silva, pelo mandato que completou, deu provas de não ser a pessoa indicada.

 

Pela minha parte, prefiro um País Alegre, que não se resigna nem conforma, e deseja o melhor para todos.

 

(artigo publicado no Jornal de Odivelas, em 20/01/2011)

Carlos Manuel Castro às 11:38 | link do post | comentar

Com Manuel Alegre

 

 

Vera Santana às 10:37 | link do post | comentar

A folha dos candidatos

Em certo sentido, ainda bem que o período eleitoral é em si mesmo escrutinador do perfil de cada candidato. É normal que se pretenda saber mais do que a lei obriga ou é simplesmente depositado no Tribunal Constitucional, porque os cargos em disputa são de uma enorme responsabilidade perante a nação e a ética do candidato deve ser um exemplo.

 

Confrange por isso, em relação a Cavaco, ter como argumento de defesa, não uma resposta mas uma pergunta: “… mas porque razão aparecem agora com estas estórias?” como faz Guilherme Silva, o paladino do Alberto João no continente, como se o facto de só aparecerem agora fosse despenalização automática. É harakiri numa pergunta naif. Em relação aos casos que Cavaco tem que explicar aos portugueses, muito ou quase tudo se fica a dever ao período eleitoral, se Guilherme sabia, nós desconhecíamos totalmente a existência daquelas questões, sabíamos apenas de uma casinha Mariani. Fazer crer que o património e a sua aquisição não devem ser esclarecidos tendo no caminho os homens que trafulharam no BPN/SLN, só mesmo num país onde a ética não é para ser levada a sério.

 

Ao contrário, foi triste verificar os esforços para descobrir alguma coisa onde pegar em Alegre. As diferenças são abissais. Nesta matéria, Alegre elevou-se a um patamar que Cavaco nunca alcançará porque a história pode ser reescrita, mas nunca alterada. Até nisto, Manuel Alegre é um exemplo e será a garantia que os portugueses melhor têm de que será um melhor Presidente da República.

João Grazina às 09:18 | link do post | comentar

A caminho da 2ª volta

Alegra-te

Alegro às 01:58 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.01.11

Imaginemos então

Cavaco pede para imaginarmos o que seria se tivessemos ainda uma segunda volta, mais duas semanas de campanha eleitoral. E eu faço-lhe a vontade. Comecei a imaginar. Vi-o a ficar nervoso, nunca mais podendo cumprir a promessa de ir ler a revista Visão. Mais duas semanas sem ler o raio da Revista, dizia ele para a Maria, que o consolava, lembrando-lhe o tempo em que ele não lia jornais.  Vi a concentração de votos em Manuel Alegre.Vi as sondagens, as verdadeiras, aqueles prognósticos que têm de esperar pelo fim do jogo, a mostrarem ao actual inquilino de Belém o caminho de regresso à urbanização da Coelha. Pelo caminho ainda vi o candidato madeirense, à beira da estrada, com a sua pontaria e humor proverbiais, saudando a caravana com um distico onde se lia: " Nem sempre é bom matar duas Coelhas como uma só cajadada."  Vi tanta coisa. E gostei. Gostei mesmo do que vi. Eu que sou toda pela arte, pela cultura, pela imaginação ao poder, ainda não me tinha lembrado desta.

Obrigado, Aníbal Cavaco Silva.

Joaquim Paulo Nogueira às 20:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Eis as razões porque voto convictamente em Manuel Alegre

Abordo a escrita deste texto com um sorriso, pois ao dizer bem do candidato que apoio incondicionalmente e no qual convido cada cidadão a votar, parece-me que vou ter de passar pelo mesmo caminho dialéctico que utilizaram aqueles que defendem outros candidatos.

Acontece porém que considero ter a tarefa simplificada pela evidência dos factos.

 

O meu candidato não é economista, por isso não poderá agir com o excesso de confiança perante os problemas que não faltarão de surgir. Também nunca foi Ministro das Finanças, por isso não se lhe podem apontar erros de gestão. Nunca foi Primeiro Ministro, por isso não tem a responsabilidade de dez anos de um governo aonde foram nascendo algumas das fases preparatórias da fragilidade actual de Portugal. Ainda não foi Presidente da República, por isso não necessita de andar agora a dizer que fez mil coisas, que deu outros tantos conselhos, que é homem de experiência e que por isso vai salvar a Pátria. 

 

É um facto que neste momento de crise mundial, Portugal sendo um país mais fraco, acabou por sofrer mais do que muitos outros, tanto mais que durante tantos anos regados copiosamente com dinheiros da Europa pouco se fez para preparar o futuro. A agricultura, o turismo, a indústria, o ensino, a formação profissional etc. foram evoluindo timidamente, não falando noutros problemas tais como a justiça, os negócios mais ou menos lícitos, a corrupção e tantos mais. Há muitos anos que Portugal vive mal, e as reformas iniciadas pelo actual Governo, embora na sua maioria corajosas e eficazes, têm grande dificuldade em dar frutos.

 

Ao votar em Manuel Alegre, tenho consciência que, sendo ele eleito, não poderá apagar de repente todos os problemas que nos afligem. Mas também sei que o seu passado de lutador contra o fascismo, pela liberdade de todos os portugueses, pela instalação da democracia, de refugiado, de co-autor da nossa Constituição, de Deputado, e de Presidente da Assembleia da República, faz deste Homem de Abril, o único candidato credível.

Detentor de elevado nível cultural, reconhecido em todo o Mundo como Poeta e Homem de Estado, franco e frontal, Manuel Alegre será o Presidente da República que pode garantir a defesa dos nossos valores tanto em Portugal como em qualquer país.

 

In Lusojornal, por Aurélio Pinto (coordenador da Secção de Paris do PS português, Mandatário de Manuel Alegre em França), 19/01/2011

Aurelio Pinto às 14:30 | link do post | comentar

Em nome de Portugal.

 

No próximo dia 23 de janeiro, dia das Eleições presidenciais que vão deixar o nosso país numa grande expectativa, vou percorrer e ignorar os 300 e poucos quilómetros idiotas que me separam do Consulado de Estrasburgo, área consular onde estou recenseada, e também da urna de votos que será entregue à minha Alegre decisão. Sem sombra de uma dúvida, o povo português é destinado a viajar, até para votar no futuro Presidente da República portuguesa!

 

Neste momento, gostava de ser o Prévert para preencher páginas e páginas como somente ele sabia. Enumerava, enumerava e enumerava, passeando no verso de cima para baixo, com tantas palavras ansiosas de conhecer a Liberdade, até acabar por encontrá-la! Prévert disse ter nascido para nomear a Liberdade como Manuel Alegre nasceu para entregá-la a Portugal e ao seu povo.

 

Porém, o seu passado de oponente à ditadura salazarista não é um poema gravado no papel. A vida sacrificada pela Liberdade de todos os portugueses, pela possibilidade de democracia sempre, não é obra dos sonhos. A tortura do exílio que ele tornou poema universal é uma forma de patriotismo reinventado. Autor do Preâmbulo da nossa Constituição, que ainda inspira Portugal como outros países sequestrados no processo de criação de futuro comum, uma prova incontestável do ser Portugal. O compromisso de Deputado e de Vice-Presidente da Assembleia da República, mais uma prova do fazer Portugal. Somente isso evocado, confunde Manuel Alegre com o seu país. Ambos têm que trabalhar para outro Abril. Em nome de Portugal!

 

Um homem ético, já histórico e que deve continuar a fazer a história de Portugal, connosco, Portugueses do dentro como do fora. Porque tem outra visão de Portugal, mais aberta e capaz de resistir a uma nova ditadura: a dos mercados financeiros. Capaz de dar um sentido aos sacrifícios dos Portugueses sem se desviar jamais do caminho e do objetivo primeiro da justiça social. Com ele, o Serviço Nacional de Saúde nunca será um parêntese na vida do cidadão português, a escola pública nunca será um lugar de “guarda”, os demais direitos sociais uma gracinha que tocam alguns sortudos. Para ele, os jovens com esperança de emprego à altura das suas habilitações e aspirações, é um combate sincero. As vidas perdidas para que isso tudo seja uma realidade, hoje ainda por consolidar, um leitmotiv quotidiano.

 

É o Homem que plantou espadas e transformou destinos ao longo da vida, conhecido e reconhecido pelo Mundo inteiro como Poeta, Político, Homem de Estado e Homem de Futuro. Candidata-se por valores massacrados hoje em dia: o poder político democrático confiscado cada vez mais pelo poder económico e pelos grandes interesses. O meu voto pertence ao melhor defensor da democracia e das instituições que servem esta democracia, contra os grandes interesses. Este homem é Manuel Alegre!

 

Manuel Alegre será o Presidente da República que melhor encarna Portugal. Manuel Alegre é Portugal!

 

Para mim e para os que represento, o dia 23 de janeiro vai ser outro dia inesperado, grande, grave, histórico, único, alegre. Espero, um dia Manuel Alegre!

 

 

Nathalie de Oliveira

in Lusojornal du 19 janvier 2011.

Natali Oliveira às 11:44 | link do post | comentar
Terça-feira, 18.01.11

Uma Pátria cosmopolita ou um “Portugal dos pequeninos”

A escolha entre Manuel Alegre e Cavaco Silva é uma opção entre uma Pátria cosmopolita e um “Portugal dos pequeninos”,

Manuel Alegre é um cidadão para quem Portugal e os portugueses têm sido as questões centrais com que se tem confrontado permanentemente, como o testemunham a sua vida, a sua obra e a sua intervenção política.

É um homem com muito mundo, que viveu de perto a situação dos emigrantes portugueses no período muito doloroso da emigração a salto para França. Conheceu as suas angústias e as suas esperanças. Como exilado, foi também um emigrante por motivos políticos.

Não esqueço poemas no qual nos fala da dureza das condições de vida, como Portugal em Paris no qual diz:

“(…) Vi minha pátria derramada

Na Gare de Austerlitz. Eram cestos

E cestos pelo chão. Pedaços

Do meu país (..)”.

Manuel Alegre foi durante toda a vida um cidadão empenhado na emancipação dos trabalhadores, no desenvolvimento da cidadania de todos sem discriminações, na construção de um País limpo, livre, justo e solidário.

Manuel Alegre é também um cidadão que empenhado no respeito pela diversidade que somos como portugueses, do ponto de vista espiritual, cultural, ou de origem étnica. Não faz acepção de pessoas, nem distingue entre portugueses, sejam eles cristãos, muçulmanos, judeus, agnósticos ou ateus, portugueses de origem europeia, africana ou asiática.

É também alguém que escuta com solidariedade a voz dos imigrantes e defende a sua inclusão e cidadania.

A Comissão de Honra da sua Candidatura é bem a prova que todos sabem que podem contar com ele, como ele conta com todos.

A sua Pátria é um Portugal cosmopolita e inclusivo.

Em confronto com ele, Cavaco Silva representa um país provinciano, fechado.

Não esqueçamos que seu antigo Ministro da Administração Interna, Dias Loureiro, foi um dos teorizadores da Imigração Zero, que a Europa havia de rejeitar.

Representa na melhor das hipóteses, um “Portugal dos pequeninos”.

Os seus discursos têm vindo a evoluir negativamente podendo-se dizer deles, parafraseando Sophia de Mello Breyner Andresen, grande amiga de Manuel Alegre, “têm o dom de tornar as almas mais pequenas”.

E que dizer da saudação que ontem fez à manifestação das crianças para “defesa da sua escola”.

Repugna-me eticamente a utilização política de crianças, é um abuso da mocidade, qualquer que seja a causa.

Quem, independentemente, das suas opções políticas, quer participar na construção de uma Pátria cosmopolita, e inclusiva, uma sociedade limpa, livre e solidária, vota e apela ao voto em Manuel Alegre.

José Leitão às 23:53 | link do post | comentar

Manuel Alegre, candidato do PS?

Enquanto crescem as expectativas sobre as possibilidades de uma 2ª volta nas eleições presidenciais do próximo domingo, alguns dirigentes políticos expressam as suas opiniões apoiando ou manifestando desagrado pelos candidatos apoiados pelas forças político-partidárias a que pertencem. No caso de Manuel Alegre, talvez não seja uma má estratégia! Pelo menos, os que receiam que a candidatura de Alegre se esgote numa candidatura presidencial do PS, ficam mais seguros da independência ético-política do candidato e podem, também assim, confirmar a natureza de esquerda que o seu perfil apresenta, propõe e garante. (ler aqui, aqui, aqui e aqui

Ana Paula Fitas às 22:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)

A Palavra vs Silence is Golden

 

 

 

«A grande arma de um Presidente é a palavra. As palavras ajudam a mudar a vida, ajudam a criar confiança e esperança» (Contrato Presidencial).

 

 

 

 

A palavra é muito mais do que aparenta na superfície do espaço ou no decurso do tempo. A palavra designa - também - uma relação entre quem fala e quem ouve, quem emite e qiuem recebe A palavra é a palavra em si-mesma e é também um abraço, criador de um laço social, ou um murro igualmente criador de uma relação.

 

A ausência de palavras mostra a vontade expressa de inexistência de relação, tendo em conta que “não existe não comunicação”, coisa que o Candidato-Cavaco quer ignorar. Ao não comunicar connosco, o Candidato-Cavaco está a dizer-nos que nós, Povo Português, não existimos. Ao negar-se a comunicar connosco, o Professor Aníbal nega a nossa existência de pessoas comuns, que vivem do seu trabalho (quem o tem) e simultaneamente mostra estar interessado nas conversas de gabinete e de salão, nas trocas verbais que tem tido, ao longo de 15 anos, com muitos dos que têm sugado, em surdina e sem qualquer legitimidade nem valor acrescentado, o que Portugal produz e o que vai produzir. Silence is Golden.

 

A direita, para quem o Povo é mão-e-cérebro-de-obra descartável, vota, obviamente, num Cavaco que ignora o Povo e que protege uns tantos Comissários Honorários, num Cavaco cujas inexistentes palavras públicas e soltas não provocam ondas.

 

Inversamente, Manuel Alegre oferece as suas palavras e dá a sua palavra: elas estão no Contrato Presidencial, estão no (Compromisso com Dirigentes Sindicais) e estão, pela mão de Maria do Céu Cunha Rego, no (Manifesto em Defesa da Igualdade).

 

Se todos os candidatos usam palavras nos comícios, nas arruadas ou nos encontros com a população, já o Candidato-Cavaco só sabe/quer usar a palavra formal, a do discurso-com-palmas-no-fim, sem questões, sem os imprevistos de qualquer relação. É a sua “personalidade autoritária” que o impede de improvisar e, quando confrontado com gente se obriga a dizer umas palavras, é o que se ouve . . .

 

 

Para não falar de Língua . . .

Vera Santana às 21:21 | link do post | comentar

A diferença

“Como é óbvio”, Alegre critica confrontos

Cavaco não consegue tirar “chapéu” de Presidente e fica em silêncio

Paula Cabeçadas às 20:45 | link do post | comentar

"Trova do vento que passa"

 

 

 

Paula Cabeçadas às 20:41 | link do post | comentar

Porque

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner Andresen

Natali Oliveira às 20:26 | link do post | comentar

.

                   

 

 

 

 

Já deixei aqui expresso o que penso sobre a crise financeira: quanto mais grave é, menos sentido faz assustarmo-nos com ela, já que o nosso susto inflaciona as taxas de juro e os especuladores mais especulam. Se não especulassem - como diria Pessoa -  não seriam especuladores. O susto também reduz as possibilidades de escolha. O afã especulativo não tem crises de identidade, feriados, folgas, dias santos. E também: quanto menos formos capazes de resgatar a nossa vida à dimensão financeira, menos vida temos pela qual lutar.   

 

Não é que acreditar num país, o nosso país,  seja como fazer bluff numa qualquer mesa de jogo.  É que acreditar num país é imaginar um futuro onde temos de tomar posição. Há quem pense que esta ideia de não aceitar como inevitável a especulação dos mercados corresponde a um pensarmos que esta crise será superada apenas por chamarmos especuladores aos que enriquecem com o fenómeno da dívida soberana, ou pedindo ajuda à Europa. É um erro de avaliação. O que se pretende é que cresça a consciência de que é a Europa, enquanto projecto, que tem de ser salva. E para isso sabemos que temos de fazer sacríficios. Temos que mudar de vida. Reduz as necessidades se queres passar bem, canta Palma (e é bom começarmos a ouvir os nossos poetas). Cada um de nós tem de o interiorizar. Temos de olhar para trás e perceber o quanto este dispositivo ideológico da (falsa) abastança nos tornou eticamente obesos, pesados. Como construímos a nossa identidade numa exarcerbação do consumo.  Consumimos uma ideia de nós que nos afastou de uma humanidade capaz de reconhecer o outro. Quando comecei a dizer, em tom de provocação, que precisávamos da crise para mudar de vida, alguns dos meus amigos responderam, sim, mas há pessoas que vão passar fome. Eu mantinha o tom provocatório, respondia: "- Tu e eu estamos ralando-nos para as pessoas que passam fome. Sempre tivémos. Nós estamos é preocupados porque a fome está a passar na rua de baixo e temos medo que amanhã comece na nossa rua."

 

E pudemos mudar. O ser humano, enquanto projecto colectivo e a comunidade, enquanto dimensão colectiva, têm essa capacidade quase infinda de recolher o jogo e voltar a dar de novo. Tenho quase cinquenta anos. Têm sido aventurosos estes anos,  principalmente no plano colectivo.  O nosso país mudou muito nestes anos. Quando eu nasci dizia-se que o que acontecia em Paris, Londres, Berlim chegava cá com vinte anos de atraso. Hoje mesmo se preferíssemos que algumas maleitas do nosso tempo se atrasassem a chegar ao nosso cantinho, sabemos o bem que nos sabe estarmos em ligação directa com o mundo. É quando eu penso nisto, na possibilidade de um país mudar, que o dia 23 se assemelha a um dia que se clarifica: a eleição de Manuel Alegre é o ponto de partida para uma aventura que exige de nós muita coragem.

 

 

 

 

Joaquim Paulo Nogueira às 19:16 | link do post | comentar

Yo no credo en brujas, pero que las hay, las hay! (Parte III)

Deixe-mo-nos de tretas e olhemos de FRENTE para a imundície que é a fossa séptica pestilenta BPN com a mesma minúcia e detalhe (mas sem invenções ou manipulações, por favor) com que se olhou alguns "casos" recentemente ou como se deverá deveria sempre olhar para qualquer "caso" de "aparente" corrupção.

O Freeport foi o Freeport.Tentaram algo que não pegou.Temos pena.O Face Oculta será o que for.Eu ainda esperei pelo "Apito" e vou "deitando o olho" ao "Furacão" mas a esperança de que alguém dê um pontapé na caixinha da Tia Pandora, confesso, não é muita.Assumo a minha descrença.

Agora, deitarem, descarada e despudoradamente, areia para os olhos dos portugueses sobre a maior fraude desde o Alves dos Reis, fazendo de todos nós "tolinhos", ISSO NÃO!

A imagem Bíblica de fazer passar um camelo por uma agulha pode ser um enorme exagero ou então um erro de tradução do original aramaico ("gamla", camelo; "gamala", corda grossa), mas tentar fazer Cavaco Silva passar por competente e honesto começa a ser mesmo como tentar fazer passar um grande camelo pelo buraco duma agulha bem pequenina....!


 

 

Perguntas  da VISÃO sem resposta


Estas são algumas das questões enviadas a Cavaco Silva, para Belém e para a sua direção de campanha.

- Pode o senhor Presidente da República confirmar que adquiriu a propriedade do atual lote 18 da Urbanização da Coelha (Sesmarias, Albufeira) à empresaConstralmada?
- Essa transação foi feita através de uma permuta de terrenos?
- Por que valores foram avaliados os terrenos que adquiriu, e os que cedeu?
- Recorda-se do ano em que foi feita a escritura pública desta transação?
- Tinha conhecimento que a referida empresa, a Constralmada, era detida pela Opi-92, empresa de que eram acionista o Dr. Fernando Fantasia?
- Quem lhe propôs a permuta?
- Recorda-se do cartório notarial onde foi firmada a escritura pública desta transação?

 

publicado também aqui

Paulo Ferreira às 18:58 | link do post | comentar

Yo no credo en brujas, pero que las hay, las hay! (Parte II)

O julgamento do ex-presidente do BPN, Oliveira e Costa, que começou a 15 de Dezembro e deveria ser retomado na quarta-feira, foi adiado para a próxima segunda-feira, 24 de Janeiro, informou fonte do tribunal.

Paulo Ferreira às 16:39 | link do post | comentar

É tempo de derrubar o Cavaquistão

Quando Cavaco Silva se tornou Primeiro-Ministro, eu tinha apenas quatro anos. Posso dizer que foi uma figura que influenciou fortemente o meu percurso político, ao ponto de me ter decidido envolver na vida política aderindo ao partido que usava como slogan “Não lhes dou cavaco”. A revolta contra o autoritarismo desta figura levou muitas/os jovens da minha geração a juntar-se à esquerda e a lutar contra o conservadorismo balofo de um governo que reanimou muitos fantasmas do Salazarismo. Vale a pena, portanto, voltar um pouco atrás no tempo.

Durante os dez anos em que Cavaco Silva foi Primeiro-Ministro, abriram-se muitos dos buracos que hoje assolam as contas públicas e a economia portuguesa. Esta foi a era das privatizações, criando o precedente para que empresas públicas lucrativas passassem para as mãos de privados a um preço desvantajoso para o Estado. Foi também a era da destruição da agricultura, pela via da seu sacrifício no altar do livre mercado.

Ricardo Sequeiros Coelho às 11:00 | link do post | comentar

Plágio anunciado...

Aproveitando um texto de Rui Rocha no Delito de Opinião, retiro um excerto e coloco um video apenas para que palavras alheias e imagens soltas, por si só, "digam de sua justiça":

 

What we can't do is use this tragedy as one more occasion to turn on one another. As we discuss these issues, let each of us do so with a good dose of humility. Rather than pointing fingers or assigning blame, let us use this occasion to expand our moral imaginations, to listen to each other more carefully, to sharpen our instincts for empathy, and remind ourselves of all the ways our hopes and dreams are bound together.

Face a exemplos como este, percebe-se bem que a tão debatida questão da escassa importância dos poderes presidenciais na Constituição portuguesa é mais uma desculpa do que uma limitação. A verdadeira questão está na capacidade de interpretar, em momentos decisivos, o interesse último da comunidade e de apontar caminhos que não se deixem acorrentar pelos interesses tácticos. E isso está mais no poder da atitude do que no texto. Obama não falou do alto dos seus poderes. Falou ao nível das pessoas comuns e dos seus valores. Por isso foi ouvido. Da mesma maneira que teria sido ignorado se tivesse invocado apenas o seu poder formal. Perante isto diria que:

a) é um erro desvalorizar a eleição e a função do Presidente da República. O candidato que for eleito tem, como ninguém, o poder de influenciar a história colectiva com um gesto, com um discurso ou com um exemplo. Ou de a condicionar irremediavelmente através dos seus actos, palavras e omissões;

b) não podemos prescindir de escolher, mesmo que tenhamos mais dúvidas do que certezas sobre a qualidade de todos e cada um dos candidatos.

Tal como Isiah Berlin afirmou, '(...) reconhecer a validade relativa das próprias convicções, mas ainda assim defendê-las resolutamente, é o que distingue o homem civilizado do bárbaro. Pedir mais do que isso talvez seja uma necessidade metafísica profunda e incurável, mas permitir que isso determine a nossa prática é sintoma de uma imaturidade moral e política igualmente profunda, e mais perigosa'. - Rui Rocha - Delito de Opinião

 

E agora comparemos a "oferta no mercado nacional":

 

 

 

 

Paulo Ferreira às 09:21 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

Uma entrevista a Manuel Alegre

 

Alegro: Boa noite Manuel Alegre. É com muito prazer que o temos entre nós para esta entrevista.

 

A 1ª pergunta que gostaria de lhe fazer prende-se com a sua decisão: porque é que se candidata a Presidente da República?

 

Manuel Alegre: A história de um país e de um povo é também uma luta contínua entre a grandeza e a mesquinhez, entre a superação e o comodismo, entre os que servem o bem comum e os que pensam apenas em servir-se ou servir uns poucos... Há quem queira desistir. Há quem ache que não vale a pena e há quem simplesmente abdique dos seus direitos de cidadania, que a tanto custo foram conquistados...

 

Mas há também depois os que não se resignam. É o meu caso.

 

Alegro: Qual é, neste momento, a sua opinião relativamente à chamada construção europeia?

 

Manuel Alegre: ... A Europa tem de voltar a ser um projecto político, um projecto de sociedade e um projecto de civilização. E sobretudo um projecto de solidariedade entre iguais. É necessário um novo fôlego para a construção europeia.

 

Alegro: Qual acha que deve ser a palavra do PR nesta atual crise?

 

Manuel Alegre: A grande arma de um Presidente é a palavra. As palavras ajudam a mudar a vida, ajudam a criar confiança e esperança.

Cabe ao PR dizer que a situação presente está assente em lógicas perversas, condições injustas e desequilíbrios perigosos. E cabe-lhe defender o povo, vítima maior de processos insustentáveis de que são beneficiários poderosos interesses.

Cabe ao PR dizer que a economia não é os mercados especulativos nem a finança internacional sem rosto. A economia é um sistema de organização produtiva para criar riqueza e emprego, desenvolver o bem-estar das pessoas, gerar progresso e reparti-lo justamente.

É desta economia que não se fala e, por isso, se desamparam os que não têm emprego, se ignoram os enormes desperdícios que se estão a gerar e se tomam posições do lado dos que beneficiam da crise.

Cabe ao PR ser uma voz portuguesa na Europa. Não está escrito em lado nenhum que a superação do drama e da tragédia europeia não possa iniciar-se com vozes vindas das periferias. A Europa não será Europa sem uma visão da importância do seu desenvolvimento solidário e da sua dimensão conjunta no mundo global.

 

 

Paula Cabeçadas às 23:11 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Manuel Alegre - igualdade como prioridade

 

Igualdade e

«Nós progressistas defendemos a igualdade entre mulheres e homens, uma igualdade verdadeira que permita a todos e todas fazer as suas escolhas individuais sem terem que ter um rótulo que diz mulher - mãe, dona de casa, cuidadora e outro rótulo que diz homem - o sustento da família, o que ganha mais, o que não precisa de cuidar.

 

Nós progressistas defendemos que cada pessoa tem que ter garantidos os seus direitos constitucionais sem que a sua orientação sexual seja uma limitação.

 

Nós progressistas defendemos que as pessoas têm direito a decidir individualmente sobre as suas vidas.

 

E é na senda destes direitos e duma visão de sociedade moderna, de progresso e de justiça social que muitos/as de nós apoiam o candidato Manuel Alegre porque ele é a garantia duma sociedade de progresso.

 

Um grupo de cidadãos/ãs defensores/as da igualdade lançaram um manifesto de apoio a Manuel Alegre enquanto garante destes princípios fundamentais. igualdade.manuelalegre@gmail.com

 

Apoiamos Manuel Alegre também porque se candidata "pela igual liberdade de homens e mulheres” e porque considera “a igualdade de homens e mulheres uma prioridade da organização social" (Contrato Presidencial).

 

Manuel Alegre não se conforma com a persistência da atribuição de “destinos impostos" às pessoas apenas em função do sexo com que nasceram. E não só porque o direito à liberdade individual é violado, mas porque a velha lógica das esferas separadas ou mais próprias – a pública para os homens e a privada para as mulheres – tem mantido e reproduzido as assimetrias conhecidas na situação das mulheres e dos homens.».

Vera Santana às 12:14 | link do post | comentar
Domingo, 16.01.11

Um voto, uma escolha

Voto em Manuel Alegre porque é a alternativa mais credível a Cavaco Silva.

Uma alternativa, antes do mais, de projecto para o país.

Manuel Alegre foi claro ao escolher como bandeiras a democracia e o Estado social. A defesa da democracia por Manuel Alegre não é um combate retrógado a um quimérico regresso a uma ditadura. O que está em causa não é uma reedição do antigo regime, mas o esvaziamento de direitos sociais da nossa democracia, reduzindo-a a uma democracia formal, oca, ainda mais alheada da vida das pessoas comuns. O que não podemos permitir é que a democracia seja um álibi para uns poucos decidirem o que é inevitável nas condições de vida da maioria.

Um Estado social capaz de responder às necessidades da população na área da educação, da saúde, da segurança, é uma ferramenta ao serviço da integração social, da participação pública e da revitalização de uma democracia em crise de representatividade.

Cavaco Silva, na entrevista a Judite de Sousa na RTP, apontou como alternativa à entrada do FMI em Portugal a venda de activos do Estado, como a EDP e a Galp. Ou seja, depois do Estado socializar o prejuízo do BPN, deveria renunciar aos lucros de empresas participadas pelo Estado, abrir a porta à subida de mais preços e, para compensar a quebra de receitas, cortar mais no Estado social.

A escolha de Manuel Alegre não é só a escolha de um projecto político, é também o voto numa pessoa.

É o voto num homem livre e não num homem prisioneiro de si mesmo, que promulga leis e depois vem a público resmungar acerca das leis promulgadas.

É o voto num homem justo e não num homem que admite, na entrevista à RTP, que as avaliações das agências de rating da dívida pública portuguesa são «um pouco injustas» e logo se indigna contra quem denuncia a injustiça. Como se cobrar um juro elevado fosse um favor e não um excelente negócio para quem o cobra.

É o voto num homem fraterno e não num homem que nem sequer respeita os actuais administradores do BPN que integram a sua comissão de honra.

Votar em Alegre é escolher viver num país melhor.

João Miguel Almeida às 22:21 | link do post | comentar

O Povo e Manuel Alegre

 

 

Cavaco diz que veio do povo. Veio e fez tudo o que estava ao seu alcance para o esquecer . . .

Alegre gosta do Povo e o Povo gosta de Alegre:

Hoje, em Matosinhos, junto das mulheres que vendem peixe. Amanhã, com os Portugueses, na Presidência da República.

Vera Santana às 21:20 | link do post | comentar

Melhor que uma onda

Em complemento do que foi dito aqui e aqui, e porque também não vi ainda imagens do maior comício da campanha, aqui fica este vídeo que conclui com imagens no Teatro Gil Vicente, em Coimbra.

 

Mas há qualquer coisa nele que gostaria que fosse notado. É extraordinário, podermos ver nestas imagens, como os apoiantes estão ali sem rótulo na lapela, com grande entusiasmo, uma coisa impensável há pouco tempo noutro cenário, com outro protagonista. Há um ambiente neste novo apoio que não me canso de exaltar, porque não se reporta apenas às tradicionais hostes de um partido. Talvez esteja a chegar o tempo de todos humildemente aprendermos mais um pouco. Talvez. Convido-vos a ver para comprovar. Confesso que ficarei desiludido se o meu país não estiver atento no dia 23.

 

 

 

Publicado também aqui

 

João Grazina às 17:01 | link do post | comentar

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