Domingo, 23.01.11

Rede

Manuel Alegre

 

Um grupo grande de autores do Alegro está neste momento a participar no Parlamento Global.

Poderão seguir o debate (e participar) em:

http://www.parlamentoglobal.pt/parlamentoglobal/actualidade/Minuto-a-Minuto/2011/1/23/210111+blogue+presidenciais.htm

Sexta-feira, 21.01.11

Dia 23 é já amanhã

 

O último post antes da 2ª Volta. Termino, espero que por agora, a minha participação neste blogue. Fui um companheiro de jornada relativamente curto, também porque recente foi a minha compreensão não só de que iria votar em Manuel Alegre, também da importância que a sua eleição tem para o nosso futuro próximo. Como escrevi, muito mais do que as suas muitas qualidades humanas, foi para mim decisivo o perceber o quanto pensar em Manuel Alegre na Presidência da República, me ajudava a imaginar no que gostava que fôssemos enquanto comunidade. Não escolhemos uma pessoa pelo que ela representa, ou representou, no passado, mas por aquilo em que queremos que ela nos represente, no futuro. Manuel Alegre fez muito bem em trazer até nós um contrato presidencial. Um contrato lembra-nos que há direitos e obrigações dos dois lados. É importante lembrar as obrigações que todos nós, enquanto primeiros outorgantes, o Povo, a Comunidade Portuguesa, assumimos. Quando escolhemos Manuel Alegre porque ele é capaz de unir a Esquerda à mesma mesa, também assumimos um compromisso, enquanto esquerda, de que seremos capazes de pensar juntos. Trazendo também para esse lugar de reflexão todos aqueles que já não se revêm na ideia de Esquerda, mas que partilham um mesmo ideário de justiça social, de papel do Estado na sua concretização. A esquerda não é um clube, é um ponto de partida.

 

Tentei durante esta semana, dar-vos conta das razões porque, para mim, se torna tão importante eleger Manuel Alegre.  Eu por exemplo, quando respondi ao desafio de escrever aqui, pensei que queria vir debater a importância que a cultura tem na mudança de atitudes e na compreensão do outro. E também, em dar o testemunho de alguém que durante quase toda a campanha pensou em votar em branco (e que mesmo assim acha que o sistema eleitoral deveria considerar o número de votos em branco dentro das opções expressas) e que percebeu, a uma semana, que não poderia deixar de votar em Manuel Alegre. Vejo que me ocupei muito pouco disso e mais em estabelecer ligações com a critica às  SLNs, aos BPNs, às Coelhas, centrando-me talvez mais numa irritação com aquilo que Cavaco Silva representa, do que com aquilo que Manuel Alegre me faz querer para o futuro. Alguns de vós vão por isso ler-me e pensar na fragilidade desse arrazoado e dai, tirarem a ilação de que são também frágeis as razões para votar em Manuel Alegre.

 

Será um erro para o qual, por dele me sentir responsável, vos devo alertar: não confundam a minha incapacidade de explicar as razões porque voto em Manuel Alegre, na vossa incapacidade - e dirijo-me a todos aqueles para quem a ideia de solidariedade na vida em sociedade ainda provoca alguma ressonância dentro dos seus imaginários - de encontrarem as razões para votar em Manuel Alegre.

 

O paradigma racionalista  leva-nos muitas vezes a um erro que pagamos demasiado caro nas nossas vidas: como tudo se passa na dialética discursiva, se alguém não souber explicar de forma suficientemente clara as razões porque tomou uma determinada decisão - neste caso a de votar em Manuel Alegre - deduzimos daí que não há razões muito claras para tomar essa mesma decisão. Ao ler o Público de hoje e a inúmera quantidade de pessoas que diz que esta campanha foi pouco esclarecedora, penso nisso. 

 

É tão difícil partilhar uma ideia que, como esta, nos tempos que correm, tem tanto de emocional como de racional e coloca a política numa dimensão da festa, da alegria.

 

Não haverá uma segunda oportunidade para o dia 23 de Janeiro de 2011.

 

Joaquim Paulo Nogueira às 23:59 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 20.01.11

Almoço ALEGRO na Trindade alegre

Alegros na Trindade

 

Alguns "Alegros" no almoço da alegria na Trindade - Lisboa.

Luis Novaes Tito às 20:32 | link do post | comentar

1 Presidente, 1 Governo e 1 Assembleia

O sistema político português, e para além do das autonomias, autarquias e do poder judicial, foi concebido com um equilibrio muito especial entre a Presidência da República, o Governo e a Assembleia da República. Os constitucionalistas sabem-no de uma forma muito precisa, os cidadãos têm disso uma consciência quase intuitiva. O grande lema que já está interiorizado em qualquer presidente é, "sou o Presidente de todos os Portugueses". Independentemente da base de apoio eleitoral que suportou as suas candidaturas Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e o próprio Cavaco Silva, acabaram, de uma forma ou de outra, por serem alvo, enquanto presidentes, da tolerância e da aceitação da maioria dos portugueses. Curiosamente  Jorge Sampaio teve mais problemas com as suas bases de apoio, do que com aquelas que suportaram eleitoralmente os seus adversários. 

 

É por isso que a reeleição de um presidente em exercício tem sido, desde o 25 de Abril, um dado quase adquirido e até um factor de alguma coesão nacional. Excepto com Cavaco Silva.  Não há memória de um presidente que tenha descaracterizado de modo tão grande a sua base de apoio inicial e que não tenha conseguido granjear apoios em sectores políticos que não são os seus apoiantes tácitos de sempre. E isto por uma razão muito simples: Cavaco Silva foi de facto um mau presidente da República, que raramente tomou posição sobre alguma coisa; que se refugiou em conceitos de uma grande opacidade política. Que se meteu em coisas, como o caso das eventuais escutas e vigilância ao seu correio electrónico,  que só evidenciaram que ele não está ainda bem no século XXI; que deixou arrastar demasiado tempo a demissão de Dias Loureiro do Conselho de Estado; que teve uma posição ridícula na morte de Saramago. E que demonstrou que ter em Belém um especialista em finanças não servia para coisa nenhuma que não fosse assinar de cruz numa proposta do Governo. Descontando desde já as manifestações de arrogância e inabilidade comunicacional que sempre o caracterizaram. Isto na lado visível da política. Porque os casos da SLN e o aldeamento da Coelha lançam, legitimamente, as maiores suspeitas sobre o lado invísivel do trabalho político de um conjunto de colaboradores políticos com quem Cavaco poderá ter continuado a ter relações de natureza financeira e comercial.

 

Nenhuma sondagem pode salvar o óbvio: Cavaco está em queda acentuada (caiu mais de 10 % percentuais) e poderá mesmo vir a ser obrigado a ir a uma segunda volta. Tudo depende da abstenção, do voto em branco. É por isso que o dia 23 é tão importante.

 

 

Joaquim Paulo Nogueira às 13:12 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

a Ler

Maçã

A voz do emigrante na campanha alegre

 

Helena Araújo no seu melhor.

Luis Novaes Tito às 13:25 | link do post | comentar
Sábado, 15.01.11

Agradecimentos

SorrisosAos blog-vizinhos (àqueles que conseguimos detectar) que assinalaram a nossa presença em cena:

ArielCirandando

Miguel Gomes CoelhoVermelho Cor de Alface

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Alegro às 00:58 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.01.11

Cães como tu

Rui PerdigãoDe hoje a oito dias estaremos aqui a escrever os nossos últimos post desta primeira volta.

 

Em princípio, deverão ser textos em que diremos das nossas razões para votar Alegre e apelaremos (cada um de nós) ao voto alegre.

 

Depois, a vinte e três à noite, voltaremos cá para festejar e anunciar que o Blog vai estar aberto mais uns dias, os dias suficientes para que Manuel Alegre ganhe as presidenciais.

 

Imagem de Rui Perdigão

(autor do Alegro, logotipo deste blog)

Luis Novaes Tito às 10:35 | link do post | comentar
Quinta-feira, 13.01.11

Agradecimentos

SorrisosAos blog-vizinhos (àqueles que conseguimos detectar) que assinalaram a nossa presença em cena:

Elisário FigueiredoTonibler

Porfírio SilvaMachina Speculatrix

Tiago Tibúrcioa Forma Justa

Paulo PedrosoBanco Corrido

- Esquerda Republicana

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Alegro às 02:13 | link do post | comentar
Terça-feira, 11.01.11

A ler

Manuel Amado

(...)"Isto não significa, no entanto, que tudo seja igual. Por entre o ruído, do «diz-se que», do «afinal o tipo», do «como seria de esperar», «ele fez», «ele disse», que padroniza os candidatos por baixo reduzindo-os à condição de supostos malfeitores, existem sentidos, expectativas, que independentemente dos rostos que os protagonizam perfilam campos muito diferentes. Por isso me parece que acima das caras se deve colocar o futuro que elas podem não pontuar mas com toda a certeza anunciam. Por isso também não possa ser indiferente, a quem não se reconheça na personalidade de qualquer dos candidatos e não acredite em seres perfeitos e providenciais, aquilo que cada uma delas representa."(...)

Rui Bebiano

a Terceira Noite

Luis Novaes Tito às 14:47 | link do post | comentar

Despachos

Cartaz proibido

 

Se este Alegro fosse um Albergue Espanhol também andaríamos preocupados com quem escreve, para quem. Preocupados, p.e., em saber se o menino guerreiro lhes explica, por eMail, porque teve de deitar fora os outdoors que já estavam na rua, ou lhes envia eMails da Rua da Imprensa Nacional para se conformarem com o casamento de pessoas do mesmo sexo (aquela coisa do “chamem-lhe o que quiserem, mas não lhe chamem casamento”)

 

Mas o Alegro não é um Albergue Espanhol. É uma plataforma de opinião plural onde se encontram, por muitas razões, gentes de muitas sensibilidades (e de muita sensibilidade) que não se conformam com a ideia estapafúrdia de ficarem silenciosos á espera que os resultados das eleições sejam aquilo que os espanholados gostavam que fossem, ou de abstencionistas que não se importam de continuar nesta amena cavaqueira.

 

As razões que levam cada um destes autores alegros a serem pianissimos, moderatos, moltos ou maestosos, são as suas próprias razões, todas Alegro (ou Allegro, como queiram), por preferirem esse andamento ao de Adágio ou de Presto.

 

Razões de cada um, porque a cabeça de cada um que aqui escreve não é só o adorno terminal superior do seu corpo mas contém a massa geradora da química que faz dispensar eMails e recados de uma luzinha que os guie.

Luis Novaes Tito às 11:27 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sábado, 08.01.11

Agradecimentos

SorrisosAos blog-vizinhos (àqueles que conseguimos detectar) que assinalaram a nossa presença em cena:

Miguel AbrantesCâmara Corporativa

Isabeldas Pequenas Coisas

André Azevedo Alveso Insurgente

Francisco ClamoteTerra dos Espantos

Isabel Prataa Aba de Heisenberg

Osvaldo e Tiago Sarmento e Castroa Carta a Garcia

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Alegro às 01:01 | link do post | comentar
Quinta-feira, 06.01.11

Agradecimentos

SorrisosAos blog-vizinhos (àqueles que conseguimos detectar) que assinalaram a nossa entrada em cena:

 

Rui BebianoA Terceira Noite

Pedro CorreiaDelito de Opinião

JLLuminária

IOAmor e Outros Desastres

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Alegro às 00:50 | link do post | comentar
Quarta-feira, 05.01.11

Delitos

Delito de OpiniãoOs dois anos do Delito de Opinião são motivo suficiente para ler Pedro Correia e Sérgio de Almeida Correia.

 

Motivo suficiente mas desnecessário porque muitos blogs fazem mais de dois anos mas poucos fazem tanto e tão bem como os delituosos.

 

Ao Pedro Correia, em representação de todos os outros autores do DO, deixamos felicitações.

Venham mais cinco.

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Alegro às 12:14 | link do post | comentar

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