Sexta-feira, 21.01.11

Se Cavaco ganhasse à primeira volta, as taxas de juro iriam continuar a subir

 

 

O mercado da divída soberana já fez as contas em relação às próximas presidenciais: se Portugal não der sinais profundos de mudança, a divída pública continuará a disparar. Os analistas das principais agências de rating baseiam-se no facto de que, para os investidores estrangeiros,  Cavaco está totalmente identificado com o quadro recessivo dos últimos anos.

 

No dia 23 temos por isso a oportunidade de, pela primeira vez, não reeleger um candidato que seja um presidente em exercício. Porque é que isso é importante? A principal razão é a de que Cavaco e Silva foi um péssimo Presidente da República. Há que reconhecer que, em certa medida, o silêncio parece adequar-se à pose de Estado. Mas uma certa contenção discursiva não basta. Seria muito fácil fabricar um estadista se apenas precisássemos de pedir-lhe que se calasse. É preciso também saber usar a palavra para intervir, saber romper o silêncio. Ora Cavaco Silva, que usou e abusou do silêncio, ao ponto de muita gente começar a perguntar-se se ele tinha alguma coisa para dizer, quase sempre que falou foi um factor de instabilidade e até, de ridiculo. Os vídeos de Cavaco, desde a ordenha à ideia sobre as mulheres, fazem êxito no You Tube. E depois, o que é fundamental, nunca falou daquilo que toda a gente gostava de o ouvir falar, mostrando desprezo pelo eleitorado. Os silêncios de Cavaco, não assumindo nem reconhecendo as suas responsabilidades no clima que permitiu uma promiscuidade entre política e crime económico, são muito caros. Excessivamente caros.

 

Circunstancialmente, as boas razões para não reeleger Cavaco Silva, são também, quase todas elas, boas razões para votar em Manuel Alegre.

 

Joaquim Paulo Nogueira às 15:25 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.01.11

Ele queria viver numa ilha mas ficou-se pela "Vivenda no Algarve"... (Leia mais amanhã a Visão)

Visão online, hoje: "Cavaco fez permuta com Fantasia. A casa de férias de Cavaco... Silva foi adquirida a uma empresa subsidiária da Opi 92, de Fernando Fantasia. O Presidente da República continua sem dizer onde está a escritura pública da transação. No dia 17 de fevereiro de 1999, quarta-feira de cinzas, dava entrada na Conservatória do Registo Predial de Albufeira a aquisição do lote 18 da Urbanização da Aldeia da Coelha. Uma permuta entre o casal Aníbal e Maria Cavaco Silva e a empresa Constralmada - Sociedade de Construções, Lda, atesta a passagem da propriedade para o atual Presidente da República. No registo não se encontra, como a VISÃO noticiou na edição de 13 deste mês , a escritura pública que contratualiza a permuta. Ou seja, não se pode apurar, e Cavaco Silva não esclarece, o que deu em troca dos dois lotes de terreno (os antigos lotes 18 e 19 do loteamento inicial, correspondentes ao atual lote 18, e o "edifício composto por cave, rés-do-chão e 1º andar, do tipo T-6, com logradouro" de 1891 metros quadrados). A VISÃO enviou várias perguntas para Cavaco Silva (ver caixa no final desta página), que receberam, às 16h00 desta terça-feira, 18, uma resposta de fonte oficial da direção da sua campanha para a re-eleição na Presidência da República: "O Professor Cavaco Silva já disse o que tinha a dizer sobre o assunto." E da Presidência não nos chegou qualquer resposta. Na sequência do trabalho publicado pela VISÃO na semana passada , quando confrontado por outros jornalistas, Cavaco Silva disse apenas: "O desespero já é muito grande. Façam as investigações que quiserem, publiquem tudo que talvez depois do dia 23 talvez eu possa ler." O que se sabe é que a permuta foi feita com uma empresa de construção, a Constralmada. E que essa empresa era uma sociedade por quotas fundada por Fernando Fantasia e detida em 33,3% pela sua empresa Opi 92, SA. Era, porque foi dissolvida em Janeiro de 2004. Fernando Fantasia é um dos moradores no restrito aldeamento da Coelha. Viria a ser, também, um dos rostos de algumas das mais complexas operações durante a gestão de Oliveira e Costa no BPN/SLN. Mas isto aconteceu alguns anos após o negócio com Cavaco Silva. Muito embora não se consiga situar, precisamente, quando é que a Opi deixou de ser exclusivamente detida por Fernando Fantasia para passar a ser mais uma das "participadas" do grupo do BPN. O mistério Opi Nuno Melo, deputado do CDS, durante os trabalhos da Comissão de Inquérito do Parlamento ao caso BPN, chegou a declarar que "a OPI e as sociedades que gravitam à volta desta, como a Pluripar e outras, são um problema grande que temos para compreender. E são um problema grande porque refletem o que no BPN funcionava à margem da transparência das contas, à margem da consolidação, à margem das informações ao Banco de Portugal." (ata da reunião de 24/3/2009) Fernando Cordeiro, acionista da SLN, declarou aos deputados, por seu turno, que "Oliveira Costa falou-nos que 100% da OPI eram da SLN Valor".

 
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Nuno Félix às 10:28 | link do post | comentar
Terça-feira, 18.01.11

Yo no credo en brujas, pero que las hay, las hay! (Parte III)

Deixe-mo-nos de tretas e olhemos de FRENTE para a imundície que é a fossa séptica pestilenta BPN com a mesma minúcia e detalhe (mas sem invenções ou manipulações, por favor) com que se olhou alguns "casos" recentemente ou como se deverá deveria sempre olhar para qualquer "caso" de "aparente" corrupção.

O Freeport foi o Freeport.Tentaram algo que não pegou.Temos pena.O Face Oculta será o que for.Eu ainda esperei pelo "Apito" e vou "deitando o olho" ao "Furacão" mas a esperança de que alguém dê um pontapé na caixinha da Tia Pandora, confesso, não é muita.Assumo a minha descrença.

Agora, deitarem, descarada e despudoradamente, areia para os olhos dos portugueses sobre a maior fraude desde o Alves dos Reis, fazendo de todos nós "tolinhos", ISSO NÃO!

A imagem Bíblica de fazer passar um camelo por uma agulha pode ser um enorme exagero ou então um erro de tradução do original aramaico ("gamla", camelo; "gamala", corda grossa), mas tentar fazer Cavaco Silva passar por competente e honesto começa a ser mesmo como tentar fazer passar um grande camelo pelo buraco duma agulha bem pequenina....!


 

 

Perguntas  da VISÃO sem resposta


Estas são algumas das questões enviadas a Cavaco Silva, para Belém e para a sua direção de campanha.

- Pode o senhor Presidente da República confirmar que adquiriu a propriedade do atual lote 18 da Urbanização da Coelha (Sesmarias, Albufeira) à empresaConstralmada?
- Essa transação foi feita através de uma permuta de terrenos?
- Por que valores foram avaliados os terrenos que adquiriu, e os que cedeu?
- Recorda-se do ano em que foi feita a escritura pública desta transação?
- Tinha conhecimento que a referida empresa, a Constralmada, era detida pela Opi-92, empresa de que eram acionista o Dr. Fernando Fantasia?
- Quem lhe propôs a permuta?
- Recorda-se do cartório notarial onde foi firmada a escritura pública desta transação?

 

publicado também aqui

Paulo Ferreira às 18:58 | link do post | comentar

Yo no credo en brujas, pero que las hay, las hay! (Parte II)

O julgamento do ex-presidente do BPN, Oliveira e Costa, que começou a 15 de Dezembro e deveria ser retomado na quarta-feira, foi adiado para a próxima segunda-feira, 24 de Janeiro, informou fonte do tribunal.

Paulo Ferreira às 16:39 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

Beneficium Accipere Libertatem est Vendere

 

 

 

 

A origem da palavra confiança - transformar fibra em fio - remonta a uma época em que fiar era tarefa assaz difícil, executada em grupos que exigiam sinergia, espírito de equipa  e colaboração de cada uma das partes. A confiança assenta numa relação bilateral de carácter incondicional suportada pela original crença conquistada através de um registo perene de atitudes justificativas de semelhante manifestação de fé na praxis alheia. A ingenuidade não é, todavia, timbre deste valor, que cedo se desvanece, perante qualquer facto, atitude ou incoerência que comprove o erro da original crença.

 

A credibilidade é um valor conquistado quando determinado sujeito faz com que a comunidade em que se insere acredite na sua palavra a partir da sua reputação. A credibilidade é lógica, unilateral, racional e surge a partir de indicadores mensuráveis sobre o objecto ou sujeito específico no qual se pode ou não acreditar, tendo por base a percepção que se tem do referido sujeito e respectivas atitudes, palavras e acções.

Tanto a confiança, como a credibilidade, são conquistadas diariamente a partir de requisitos e acções que denotem integridade, demonstrem coerência entre prática continuada e matriz axiológica apregoada, transpirem competência e afirmem cabalmente o cumprimento de compromissos. A confiança é intrínseca e subjectiva; a credibilidade manifesta-se de modo extrínseco, directo e  é facilmente mensurável, devido ao seu carácter concreto e factual. Confiança é um sentimento construído gradualmente e num círculo restrito, tendo como consequência e desiderato o apaziguamento de espírito, extensível a todos os interlocutores, ou a uma grande maioria deles. Credibilidade é um valor factualmente sedimentado, racionalmente intuído e tranquilizador de todos aqueles que se encontram na dependência de determinado sujeito. Em suma, ambos os valores são requisitos essenciais para a aceitação minimamente generalizada de qualquer liderança. São condições sine qua non para o exercício das funções de chefe de estado em qualquer país. Mesmo em Portugal.

 

Independentemente dos resultados eleitorais  do próximo dia 23, existe um facto incontestável que resulta das “recentes” (e “baixas” e “vis”...) descobertas sobre as relações perigosas entre o ainda Presidente da República e a instituição travestida de banco, cujo acrónimo me recuso a escrever: o processo que conduziu Cavaco à posição de accionista da SLN, para além de se revelar altamente lesivo dos interesses económicos da referida sociedade, permitiu à entidade bancária, cujo acrónimo não ousamos referir, adquirir uma imagem de credibilidade e respeitabilidade perante o mercado. A aura de respeitabilidade institucional, motivada por este e por outros casos de semelhante estirpe, permitiu à anterior administração prosseguir com a política de investimentos ruinosos que conduziu, em última análise, à situação actual.

 

A aversão e o incómodo que o caso trouxe às hostes cavaquistas são reveladores da ausência de substrato transcendente aos dois valores acima enumerados, que têm constituído o cerne do mito cavaquista, de há três décadas a esta parte. Ao contrário do que afirma, Cavaco sabe que as memórias do seu consulado em São Bento não são particularmente caras à generalidade dos portugueses e o nervosismo latente resulta do esvaziamento da última fundação que sustentava a sua imagem professoral, lembrança de estados de espírito anacrónicos e que urge debelar da sociedade portuguesa. A confiança na consciência do eleitorado português mantém viva a chama de quem acredita numa personalidade diferente e consciente das dificuldades do cidadão médio para ocupar o mais alto cargo da nação. A solidariedade, a coerência e a firmeza de Manuel Alegre são imprescindíveis para Portugal. A perfeita tempestade que se apresta a tomar Portugal de assalto requer uma liderança impoluta, de confiança e credível. A escolha é óbvia, o mito morreu.

Daniel Martins às 12:58 | link do post | comentar

Cavaco irá processar Felícia Cabrita?

 
"Cavaco vendeu abaixo do preço", escreveu Felícia Cabrita, no Sol, a 7 de Janeiro. E explicava: "As acções da SLN foram compradas a 2,40 quando Oliveira Costa já as vendia a 2,75." De referir que o título da primeira página ainda era mais assertivo: "Cavaco afinal vendeu barato". Já há muito que me deixei de criticar os jornalistas. É uma parvoíce. Não serve para nada. A única coisa a fazer é esperar que os bons sejam mais e melhores que os maus. O que não quer dizer que não tenha sentido fazer a pergunta : porque é que ela assinou uma notícia tão tendenciosa?
 
Começava logo no primeiro parágrafo: Dizia que Cavaco vendeu as acções por um valor inferior ao que Oliveira e Costa fixara "noutras operações de compra e venda". Lia-se o resto da notícia e não havia mais nenhuma referência a valores de compra, apenas uma carta de um accionista interessado e que se propunha em Julho comprar acções por 2.75 (valor referenciado por Oliveira e Costa numa reunião do BPN), bem como referência a documentos sobre uma venda de acções do BPN efectuada no mesmo dia em que  a SLN comprou as suas acções a Cavaco . Aliás, na parte final da notícia uma fonte do BPN explicava que sendo acções que não estavam cotadas em bolsa não tinham qualquer valor de referência.
 

"As acções de Cavaco - adquiridas em 2001, por um euro cada- foram compradas pela SLN dois anos depois pelo preço unitário de 2,4, quando o preço que ela já praticava era de 2,75." Felícia Cabrita induz-nos a pensar que estamos a falar da mesma coisa, quando um valor é o de compra e o outro é o de venda.

 
Felícia Cabrita vai ao ponto de dizer que Cavaco e a filha perderam dinheiro: ele "cerca de 36.682 " (refira-se o cerca de 36.682) e ela 52.374 euros porque compara o valor de compra pelo Banco com o valor de venda pelo mesmo Banco. Como se fosse natural um banco não ter nenhum lucro numa operação como esta. Mesmo admitindo esta lógica, absurda não passou pela cabeça da jornalista a oportunidade de perguntar porque é que um homem e a sua filha que de 2001 a Novembro de 2003 ganharam 1,40 com cada acção resolvem perder 0,35 por cada acção a 17 de Novembro de 2003? O que é que era tão importante assim para fazer com que Cavaco e a filha abdicassem de um parte substancial de um pecúlio que era o resultado das poupanças de uma vida de trabalho, como têm defendido os seus apoiantes?A minha pergunta é, porque é que Felícia Cabrita quer que nós pensemos que um banco compra pelo mesmo valor que vende?
 
Estamos perante um jornalismo de investigação que não só não esclarece as questões que pretende esclarecer como ainda lança novas suspeições, como esta: " Cavaco e a filha tinham comprado as acções em Abril de 2001, directamente a Oliveira e Costa pelo mesmo preço que só este enquanto presidente da SLN podia adquirir: um euro". Podia vender? Como é que podia? Não estamos diante de "favorecimento em negócio"? E não é "favorecimento em negócio com prejuízo para quem vende, o banco"? Ou seja, Oliveira e Costa não estava a fazer concorrência ao Banco a que presidia sem ganho nenhum nem para ele nem para o banco que dirigia? E não foram esse tipo de comportamentos ruinosos que levaram o BPN à situação a que chegou?"
 
Há uns meses quando entrevistava Hélder Costa sobre O Mistério da Camioneta Fantasma, ele revelou-me que ao investigar as verdades escondidas ía sempre procurar aquilo que os inimigos diziam, porque eles falavam a verdade. Talvez também se possa dizer que para ficar com as maiores suspeições sobre este negócio há que ler não quem contesta Cavaco, mas quem o defende.
 
Joaquim Paulo Nogueira às 01:36 | link do post | comentar
Domingo, 16.01.11

Imaginar a Alegria.

Demorei muito tempo a dizer a mim mesmo que ía votar em Manuel Alegre. O que parece um contra-senso para alguém que nas últimas eleições votou alegremente Alegre . E votei por ele, pelo que ele é, pelo que representa, mas votei também contra aquilo que penso ser uma reiterada incapacidade do PS de José Sócrates perceber a importância do exercício da função presidencial no actual sistema político português, não criando as condições para um verdadeiro debate no partido sobre esta questão. E até desvalorizando a forma como, contando com esta, desde há duas eleições que esta questão divide seriamente o Partido Socialista. Essa uma razão principal que retardou tanto tempo a minha decisão. Eu não conseguiria votar nas eleições presidenciais sem alegria. 

 

Foram precisas as últimas semanas de campanha de Cavaco e Silva para eu perceber que o que era importante nestas eleições não eram os meus humores com a atitude da liderança do PS face às presidenciais,  sim a ideia de que contra um Portugal escavacado pela tutela da arrogância, da auto-satisfação, dos acordos e convénios invisíveis com personagens sinistras, há que opôr uma ideia de um país que não abdica da sua alegria, da sua festa, da sua cultura e que nela se faz forte, como cem, como mil, como um milhão. Porque a cultura não multiplicando os pães, centuplica os espíritos, a sua coesão, a sua identidade.

 

Foi preciso eu deixar de olhar para trás e por momentos concentrar o meu olhar no futuro. Imaginei o país com Cavaco mais cinco anos. Imaginei o invisível, aquilo que só sabemos depois: as acções do BPN, "as escutas em Belém",  a forma como ele toma as suas decisões, do pessoal ao político, " disseram-me para eu escrever uma carta, não sei nada sobre isso, sou um mísero professor", "o Governo e o BP garantiram-me que era a única solução possível". Acrescentei-lhe o lado vísivel da arrogância de Cavaco, a sua relação com a Cultura, antevi um Conselho de Estado dominado por opiniões mesmificadas,  manobras corporativas, interesses inconfessáveis. Antecipei anos que vêm aí de intensa crise económica, com um discurso político totalmente colonizado por uma ideia de catástrofe/salvação tão propícia à especulação dos mercados financeiros e onde se distinguia a voz de Cavaco a dizermo-nos o que poderíamos ganhar se fossêmos formiginhas amestradas no carreiro.  Previ até um país governado por Passos Coelho, acolitado por Portas. O futuro com Cavaco e Silva é tão prevísivel que nos exclui.  E assustei-me. Muito.

 

E depois predispús-me a fazer o mesmo exercício em relação a Manuel Alegre. Mas antes de me dedicar a isso tive de fazer uma operação de descondicionamento mental: compreender que a necessidade e a importância de, num cenário de crise financeira agravada, ter alguém em Belém que percebe ( mas afinal tão pouco!) de Economia é uma falácia. E  que só tem como objectivo submetermo-nos à ideia de que, com as nossas experiências de vida, nos está vedada a compreensão das condicionantes e consequências desta crise.

 

E aí imaginei um País com Manuel Alegre como Presidente. Comecei por imaginar um Conselho de Estado onde houvesse intelectuais, artistas, criadores. Onde, por contágio, a valorização da Arte e da Cultura pudesse ser de tal forma que se considerasse que a presença do Estado nestas áreas, tal como na ciência, na educação, na saúde, é um investimento, uma parceria pública e privada como tanto se diz. Imaginei um presidente que se empenha, a nível europeu, numa iniciativa urgente de defesa da construção europeia, das economias mais frágeis. Não é preciso perceber de economia para perceber o quanto a Europa está presa por um fio de linha. Antevi um presidente que é solidário com as condições de vida agravada dos portugueses nos próximos tempos. Fará muito pelos portugueses um Presidente que compreenda que, na dimensão simbólica do magistério presidencial, há um imenso espaço de actuação para que possamos, enquanto comunidade, acreditar que é através da política que podemos resolver-nos. E mais do que isso, percebi que era possível esperar de Manuel Alegre um empenho fortíssimo na criação de um espaço onde à esquerda, naquilo que ela representa enquanto princípios e valores  - representação essa que não está refém daquilo que é a prática política dos Partidos que ocupam o lado esquerdo do hemiciclo parlamentar - consigamos reorganizar o nosso discurso e sermos capazes de falarmos sobre a crise que vivemos e da forma como a podemos superar. Neste país alegre tudo era imprevísivel. Mas cabíamos todos lá dentro.

 

E ao fim dos cinco minutos de sonho a que me concedi percebi uma coisa que me estava a escapar: eu não votarei num candidato apenas por aquilo que ele é. Ninguém é sozinho. Todos somos em relação. Votarei em Manuel Alegre por aquilo que antevejo que poderemos vir a ser, com ele, nos próximos cinco anos. Porque nos próximos cinco anos vamos ter de nos superar.  

 

Joaquim Paulo Nogueira às 15:29 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.01.11

Aldeia da Coelha

A Aldeia da Coelha mais parece a toca dos lobos. Cavaco Silva começa a ter muito que explicar.

Tiago Barbosa Ribeiro às 17:52 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Uma pergunta simples sem uma resposta simples

O Francisco Teixeira insiste que existe uma duplicidade de tratamento na forma como os apoiantes de Alegre tratam o caso "Aldeia BPN" e os casos "Freeport" e "Face Oculta". Desafiei-o a mostrar as suas fontes, não as mostrou. Insisti que a minha posição em relação a qualquer caso de alegada corrupção ou favorecimento é a mesma: deve-se investigar tudo até ao fim, doa a quem doer. Respondeu-me que "os mesmos que escrevem sobre a aldeia do BPN (dentro e fora da "Visão") foram os mesmo que assobiaram para o lado com o evoluir dos caso Face Oculta e Freeport".

Quando tudo o resto falha, foge-se às questões, ataca-se o adversário, lançam-se boatos. Voltemos então ao essencial.

Quem se tem esforçado tanto para defender Cavaco Silva no caso BPN, como alguns membros do Portugal Profundo, do 31 da Armada, do Blasfémias ou do Albergue Espanhol deveria ser capaz de responder a uma simples questão:

Sabemos que os homens fortes do BPN são ex-ministros e secretários de estado de Cavaco, que venderam acções a preço de favor, que fazem parte da sua comissão de honra, que contribuiram financeiramente para a sua campanha e que passam férias no mesmo aldeamento de luxo onde Cavaco comprou uma casa de férias com um salário de "mísero professor". Não são já coincidências a mais?

Ricardo Sequeiros Coelho às 17:45 | link do post | comentar
Quinta-feira, 13.01.11

Yo no credo en brujas, pero que las hay, las hay!

Costuma dizer-se que não há fumo sem fogo.Neste caso,depois de "arderem" muitos milhares de milhões de euros e se perderem oportunidades sem fim, lá aparecem uns "rasgos de fumaça". Vão adensar-se e tornar-se bem mais visíveis (finalmente!) porque já se tornaram demasiado "tóxicos"!

 

 

 

 

Paulo Ferreira às 16:50 | link do post | comentar | ver comentários (2)

"A aldeia do cavaquistão"

 

Na Aldeia da Coelha, Cavaco Silva tem por vizinhos Oliveira Costa e Fernando Fantasia, homens-fortes da SLN. Um loteamento que nasceu à sombra de muitas empresas e off-shores. A escritura do lote do Presidente da República não se encontra no Registo Predial de Albufeira. O próprio não se recorda em que cartório a assinou. Um dos promotores da urbanização, velho amigo e colaborador de Cavaco, diz que a propriedade foi adquirida "através de um permuta com um construtor civil".

 

Na Visão on-line. Muito interessante!

 

Paula Cabeçadas às 15:49 | link do post | comentar | ver comentários (3)

A Indisposição

Cartoon de Henricartoon

Paula Cabeçadas às 10:43 | link do post | comentar
Terça-feira, 11.01.11

Só cá faltava mais esta

Mais vale ouvir isto do que ser surdo, como dizia o outro.

 

Primeiro dizia-se que Cavaco Silva não tinha nada a ver com o BPN. Depois que tinha, mas pouco e que tudo estava explicado nos “arquivos”, quem quiser que vá lá ver...

 

Mas como há “desonestos” que insistem e pedem contas (desonestos e atrevidos!), logo chegam os “generais” para explicar que antes dele outros já tinham vendido acções (porque sempre havia acções...) e bem mais caras.

 

Agora, vejam lá, descobriu-se que a família Cavaco Silva perdeu 36682€! Então o Sr. Pr. de Economia perdeu as economias? Isto não é uma crise é uma seca!

Aurelio Pinto às 12:49 | link do post | comentar

Um mísero professor

 

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Ricardo Sequeiros Coelho às 09:48 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 10.01.11

Virar o bico ao prego...

O candidato Aníbal Cavaco Silva trouxe o tema BPN para a agenda das eleições presidenciais no debate televisivo com o candidato Francisco Lopes.

O candidato Anibal Cavaco Silva fez uma afirmação clara e directa de enorme superioridade ética e moral perante todos os outros seres humanos em geral, candidatos presidenciais em particular.

O candidato presidencial Aníbal Cavaco Silva, como é costume através de interposta pessoa, neste caso o ilustre comentador e professor que lançou a sua candidatura em primeira mão, Marcelo Rebelo de Sousa. "informa" que continuar a falar do BPN é "contribuir" para aumentar a fuga de depositantes do BPN, como aliás ocorreu intensamente desde que o candidato Aníbal Cavaco Silva meteu claramente na mesa este tema.

Ele meteu o assunto na mesa, as coisas deram, como muitas outras vezes, para o "torto" e agora tenta virar o "bico ao prego" e "chantagear" os adversários de forma cínica e hipócrita.

Isto recorda-me que o candidato Aníbal Cavaco Silva tem este dom, o de transformar em pasto para chamas aquilo em que toca.Por exemplo, em 1987, quando disse que na bolsa de valores nacional se vendia "gato por lebre"e provocou o crash do mercado nacional a meio de um momento de euforia.Nada de sensatez ou intervenção cautelosa de forma a evitar danos colaterais ou prejuízos para o País.À bruta, "gato por lebre".Como na ponte 25 de Abril, à "bruta", tal como na manifestação dos "secos e molhados", à "bruta".Ele quer, pode e manda, nunca se engana e raramente tem dúvidas.Ele faz, outros pagam. Ele diz, outros traduzem. Ele pensa, outros executam.

 

Paulo Ferreira às 13:05 | link do post | comentar
Domingo, 09.01.11

"O intangível"

 

Cartoon de Henricartoon

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Paula Cabeçadas às 21:52 | link do post | comentar
Sábado, 08.01.11

Campanhas sujas ou negócios sujos?

Marques Mendes, ex-ministro de Cavaco, apareceu na televisão a garantir que não havia qualquer favor na compra e venda de acções da SLN, sociedade detentora do BPN, por Cavaco. Explicou o porquê: Cavaco vendeu as acções a 2,4€, quando valeriam 2,61€ nessa altura. Caso encerrado. José Manuel Fernandes, no Público (link só para assinantes), defende o seu candidato, dizendo que já teria dado todas as informações necessárias sobre o negócio. O Sol, jornal de Joaquim Coimbra, membro da Comissão de Honra de Cavaco Silva e um dos accionistas do BPN e da SLN, insiste que Cavaco, coitado, até perdeu dinheiro.

Afinal, o economista não é grande especialista em compra e venda de acções. Nada de estranho, note-se: eu também sou economista e tenho a certeza que perderia todo o meu dinheiro em um mês se me pusesse a especular na bolsa. Ficamo-nos então por aqui? Nem por isso.

O favor que Cavaco teve de Oliveira e Costa não consistiu no preço de venda mas antes no preço de compra. Vamos então por passos.

Meses antes da compra das acções, o BPN tinha realizado um aumento de capital. Como reporta o Público, a "24 de Novembro de 2000, o valor dos títulos foi fixado em três categorias: a 1,8 euros para venda aos accionistas, a 2,2 euros a outros investidores e a um euro para um lote de acções que Oliveira Costa reservou para si e para algumas sociedades do grupo, entre as quais a SLN Valor." Ou seja, uma pessoa que tivesse comprado as acções ao seu preço normal e vendido quando Cavaco as vendeu e ao preço a que ele vendeu teria realizado um lucro de 9.09% a 33,33%. Cavaco teve um lucro de 140%.

Para ser ainda mais claro: Cavaco comprou as acções a Oliveira e Costa, a um preço de favor. Vendeu-as mais tarde, por intermédio de Oliveira e Costa, tendo um lucro muito superior ao oferecido a outros accionistas.

Não comprou umas acções quaisquer disponíveis ao balcão do BPN, porque se tratavam de acções não cotadas em bolsa.

Não comprou sequer umas acções do lote colocado para venda a accionistas e investidores, porque se tratavam de acções reservadas a Oliveira e Costa.

Comprou acções especiais, a um preço especial. Como? Não sabemos, Cavaco não explica. Quando inquirido pela RTP, apenas respondeu que "não alimenta campanhas sujas, desonestas". Isto vindo de quem alimenta a ideia de que Alegre é um corrupto porque talvez não tenha devolvido um cheque por uma campanha publicitária, depois de ter solicitado a suspensão da campanha e contactado o BPP para devolver o dinheiro.

Publicado também no Mãos Visíveis.

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Ricardo Sequeiros Coelho às 17:38 | link do post | comentar
Sexta-feira, 07.01.11

Diz-me com quem andas...

Abdool Vakil, ex-presidente do Efisa, banco de investimento do Banco Português de Negócios (BPN), e membro da comissão de honra de Cavaco Silva, está a ser investigado pelo Ministério Público, pelo Banco de Portugal e pela CMVM. Alegadamente, Vakil terá comprado participações em empresas a preços inflacionados. O homem que sucedeu a Oliveira e Costa na administração do grupo SLN também se deu ao luxo de aumentar o seu próprio salário, assim como os salários de outros ex-administradores, numa operação que causou um prejuízo de 483 mil euros.

Da comissão de honra de Cavaco fazem ainda parte Alberto Figueiredo, presidente da SLN, Joaquim Coimbra, um dos maiores accionistas da SLN e Fernando Fantasia, co-proprietário dos terrenos da SLN no campo de tiro de Alcochete, comprados apenas duas semanas antes de o governo ter anunciado a nova localização do aeroporto de Lisboa. Tudo gente de bem, certamente.

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Ricardo Sequeiros Coelho às 19:40 | link do post | comentar | ver comentários (2)

BPN vs BPP

 

 

Artigo de Daniel Oliveira no Antes pelo Contrário

Manobras de diversão

Como era de esperar, em vez do esclarecimento veio o contra-ataque. Manuel Alegre terá feito um texto para um espaço com patrocínio do BPP nas páginas do EXPRESSO. Pelo qual terá recebido 1.500 euros.E isto compara-se com o quê? Com um negócio em que Cavaco Silva compra e vende ações da SLN ao preço decidido pelo vendedor e comprador, com uma enorme margem de lucro e que rendeu a si e á sua filha mais de trezentos mil euros, com prejuízo evidente para à sociedade, em troca de oferecer credibilidade a uma empresa dirigida por correlogionários políticos.

À falta de esclarecimentos, os apoiantes de Cavaco Silva querem fazer passar a ideia de que se Cavaco tem o BPN, Alegre tem o BPP. Um participou num negócio que tresanda a troca de favores, outro fez um texto patrocinado. Tem tudo a ver, não tem?

Fico por quatro diferenças evidentes. A primeira: o BPP não está a ser pago pelos contribuintes, o BPN está. A segunda: Cavaco Silva era acionista do SLN e na compra e venda de ações deu a sua ajuda ao estado em que a sociedade ficou. Como acionista tinha obrigação de saber o que estava a fazer e, com os contactos que tinha naquele banco, não há como acreditar que estivesse às escuras. Alegre fez um texto pago por uma agência de publicidade patrocinado por um banco com a qual não tinha qualquer contato. Ainda por cima mal pago. A terceira: Cavaco Silva participou numa decisão política relacionada com nacionalização dos prejuízos do BPN. Prejuízos para os quais terá contribuído. Manuel Alegre não decidiu nada que envolvesse do BPP, porque o Parlamento nada decidiu em relação àquele banco. Quarta: o BPN está intimamente ligado ao circulo político de Cavaco Silva e a quem financiou as suas campanhas. Não se conhece nenhuma ligação do BPP a Manuel Alegre.

Pode-se discordar que um deputado escreva aquele texto para aquele fim. Mas trata-se de um assunto muito pouco relevante perante os cinco mil milhões que o Estado pode vir a enterrar no BPN. A comparação entre as duas coisas é de tal forma absurda que ninguém de boa-fé a poderá aproveitar.

Compreende-se a vontade de baralhar. Depois de se desvalorizar e de fingir de que não se percebe do que se está a falar, tenta-se criar a ideia de que no fundo todos estão envolvidos em negócios estranhos com bancos. Mas para quem está minimamente informado a pergunta mantém-se: onde está o contrato que levou a uma valorização artificial das ações de Cavaco Silva? E qual o interesse da SLN em fazer esse negócio? Chega de manobras de diversão e venham os esclarecimentos.

Paula Cabeçadas às 13:18 | link do post | comentar

Quais calúnias?

Em tom muito grave, Cavaco Silva insurgiu-se contra as «calúnias» lançadas contra si a propósito do BPN. A questão que se impõe é simples e directa: quais calúnias?
Tiago Barbosa Ribeiro às 13:02 | link do post | comentar
Quinta-feira, 06.01.11

Amor com amor se paga?!

"Ora, o que é facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria provavelmente ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação.
Até que, ninguém sabe bem como nem porquê,... desapareceu sem deixar rasto...
E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.
Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz, sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro.
E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.
Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas “gaffes”, a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.
De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof. João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu mais tarde o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo." - Random Precision

 

Já vejo como desapareceu muita coisa nos buracos da lei, das gavetas e dos orçamentos.O criador do monstro de que falava Miguel Cadilhe não é só dado à "geração" ou à "extinção", afinal também é dado à prestidigitação.

 

 

publicado também aqui

Paulo Ferreira às 14:35 | link do post | comentar

Olhos nos olhos

 

Cavaco Silva, o candidato que não olha os seus adversários nos olhos, resolveu mandar um conselheiro seu explicar aquilo que só ele podia explicar. Só é pena que Alexandre Relvas tenha falado muito e explicado nada. A candidatura de Manuel Alegre faz bem em não se intimidar perante acusações de "baixa política" e em exigir os esclarecimentos devidos. Se nada tem a esconder, talvez Cavaco devesse dar ouvidos àqueles que no seu campo político também já clamam por explicações, cientes de que o caso nada de bom traz à imagem esfíngica que o candidato da direita gosta de cultivar. É que ainda há muita política para discutir, e queimar tempo é próprio dos jogadores com falta de confiança nas suas capacidades.

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Miguel Cardina às 12:22 | link do post | comentar
Quarta-feira, 05.01.11

A "Caixa de Pandora"

O BPN não é "A" razão para não votar no candidato Cavaco Silva. É apenas e tão somente a etiqueta dum baú cheio de mofo, pó e teias de aranha, onde abundam "estórias com ou sem café", "novelas secas e molhadas", "azares e coincidências", "conhecimentos e desconhecimentos" insólitos e inusitados. É muito azar para um Presidente só!

Para quem governou com grande parte da comunicação social nacional ainda "controlada" pelo seu Governo, o ex ministro das finanças "pré FMI em Portugal", o ex-primeiro ministro e actual recandidato a Presidente da República, não conspira nada mal, comunica horrivelmente e explica-se ainda pior. Parece um "Professor" que não gosta de ensinar, apenas de dar lições de moral aos pupilos!

 

 

 

Publicado em estéreo aqui

Paulo Ferreira às 16:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Escrutínio público

Aqueles que lançaram a maior campanha suja da democracia portuguesa contra um Primeiro-Ministro eleito consideram que é desonestidade política exigir mais esclarecimentos sobre a relação de Cavaco Silva com a administração criminosa do BPN e a sua estranha valorização de acções. Mais uma razão para não desistirmos deste escrutínio. Os dirigentes socialistas não estão acima da lei. Os outros também não.

Tiago Barbosa Ribeiro às 14:54 | link do post | comentar | ver comentários (1)

"Manuel Alegre tem razão...."

Ter, tem, mas alguns preferem dizer isso em voz baixa....!

 

 

 

Paulo Ferreira às 13:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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