Segunda-feira, 24.01.11

Les convictions ne sont JAMAIS tristes.

Mes chers amis Alegrissimi,

 

 

"En démocratie, perdre n'est aucunement une honte. La honte est de fuir un combat et de ne pas savoir pour quelles raisons on se bat."

Cette phrase extraite du discours de notre candidat, après l'annonce officiel des résultats, ne laisse planer aucun doute sur l'envergure de sa dignité d'homme engagé.

 

Cette défaite, il dit vouloir l'assumer, seul, parce qu'elle n'est pas la nôtre. Je pense, néanmoins que cette défaite est aussi la nôtre.

Certaines données doivent évidemment trouver leur place dans l'analyse politique et je me réjouis d'apprendre que le vote des Portugais de l'étranger indiquait plus clairement et plus franchement le chemin d'un second tour (sur 8 pays au moins des 14 en cause en Europe).

 

Ici, à l'extérieur, nous avons fait avec quelques miettes mais avec une détermination militante sans faille. Nous étions là, nous sommes là et nous serons encore là. Pour Manuel Alegre et pour le Portugal !

 

La participation demeure ridicule et il s'agit de réfléchir encore afin de faciliter une meilleure participation dont on parle depuis plus de 30 ans, par ailleurs. Certains s'en trouvent scandalisés mais, nous savons tous la complexité de faire vivre notre démocratie, de la rendre meilleure. Personnellement, je me suis souvent posée la question de la considération du Portugal pour ce tiers de population partie, immigrée ou portugaise édulcorée que le pays d'origine comme d'accueil connaît peu ou prou? Et parfois dans une réciprocité honnête. Ce lien si étrange, voire insondable avec la nation ? Nous ne sommes peut-être pas si éloignés de quelques éléments de réponses nouveaux et utiles pour l'avenir.

 

Contre les canons, marchons (Obrigada Luis) ! Ceux de cette dictature sans merci, puissante et sournoise,  qui scande "marche ou crève", devant lesquels les hommes sont soumis, celle des marchés financiers, des antichambres de notations obscures et de l'argent pour guide absolu.

 

La justice sociale n'est pas un slogan facile mais un objectif aussi ambitieux que possible. Manuel Alegre a raison.  

 

Sur ce blog, j'ai déjà dit que nos démocraties manquaient de voix comme celles de Manuel Alegre. Cette voix qui n'aurait jamais fait un discours tel que celui du Président réélu, loin loin loin d'être apaisé en opposant les infâmes aux justes, comme si le temps des croisades sonnait le glas à nouveau.

 

Les inquiétudes sur la stabilité politique que les Portugais désirent, avant toute chose, -ce qu'ils disent lorsqu'ils défendent leur vote pour Cavaco Silva- pourrait bien donner des ailes à son contraire. Seulement le peuple a parlé et nous respectons sa parole.  

 

Mes excuses les plus plates mais ma langue de Camões était en mode tristesse et celle de Molière a empiété sur cette tristesse aussi comprehensible que digne, pour dire haut et fort que nos convictions JAMAIS JAMAIS JAMAIS ne sont tristes !

 

Enchantée d'avoir fait votre connaissance !

Bien à vous,

Nathalie de Oliveira

 

Natali Oliveira às 19:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Um homem perigoso!

Não vou comentar os resultados das eleições. Apenas pedir para observarem o número de votos brancos e nulos e a percentagem da abstenção.

 

Vou apenas referir que dos discursos de Cavaco Silva só se pode concluir uma coisa - temos razão:

 

  • Um homem ressabiado
  • Um homem que não sabe viver em democracia
  • Um homem mal-educado que nem sabe que no combate político é preciso aceitar a discussão das ideias
  • Um homem que não sabe que não pode estar acima da lei
  • Um homem que apareceu com desejo de vingança
  • Em suma, UM HOMEM PERIGOSO!

Daqui para a frente, Cavaco vai ter que viver com a realidade. Já não pode dizer que a sua honestidade está acima de todas as dúvidas. Já não pode apregoar-se da tolerância. Já não pode pensar que as pessoas esqueceram o que fez enquanto 1º Ministro.

 

Daqui para a frente ainda é preciso estarmos mais atentos!

 

Paula Cabeçadas às 14:14 | link do post | comentar
Sexta-feira, 21.01.11

Manuel Alegre, porque falta cumprir Portugal

Estamos a breves horas das eleições presidenciais mais importantes da III República Constitucional. Mais importantes, pessoalmente, dado que enquanto jovem nunca vivi uma crise social e económico-financeira como a actual. Crise essa com origem numa crise financeira internacional sem memória desde 1929. O modelo desregulado do capitalismo falhou e não soubemos dar as devidas respostas com um reforço dos apoios sociais e da regulação do poder político, quer a um nível nacional quer a nível europeu.


Apesar da desilução com a política partidária, resolvi voltar a dar a minha contribuição para uma causa política. O candidato Manuel Alegre, não é o candidato do PS, do BE ou do PCTP/MRPP, mas é um candidato que, transversalmente, serve os interesses das classes que mais sofreram com a esta crise. Nenhum outro candidato, me faria voltar, a curto prazo, a lutar por uma causa política como Manuel Alegre. Manuel Alegre condensa em si seriedade ética, humanismo, progressismo, uma visão cosmopolita da sociedade e, sobretudo, valores de independência sem ser ideologicamente subserviente, factor fundamental para um país desenvolvido mas assente numa forte base social.


Domingo, independentemente do resultado estarei convicto e de consciência tranquila quanto à minha opção. Espero que os portugueses não voltem a adiar o futuro deste país, confiando em quem já teve hipóteses demais e as esgotou.

 

Voto Manuel Alegre, porque falta cumprir Portugal...

 

Foto: voyagesphotosmanu.com

Cláudio Carvalho às 20:55 | link do post | comentar

"É Pior a Emenda que o Soneto" ou "A Vingança Serve-se Fria"?... Olhem que não...

Costuma dizer-se que "as sondagens são o que são"... de qualquer modo, o que me preocupa é a tendência portuguesa para, por um lado, tentar penalizar o que considera causas do seu descontentamento e, por outro lado, a ainda deficitária interiorização da ética republicana que grassa na sociedade portuguesa. O que quero dizer com isto? Simplesmente que os portugueses, numa tentativa de penalização do governo e, consequentemente, do PS, podem projectar na votação no seu principal opositor a manifestação do seu "castigo"... o raciocínio é demasiado simplista e transporta em si próprio alguma perversidade que só os mais ingénuos podem descurar, para gáudio dos que fruirão desta decisão. Porque, na verdade, o exercício desta forma de acção significa que, para efeitos de provocação de um desagrado imediato ao partido do governo, os portugueses preferem não equacionar o futuro, recusando pensar nas consequências dos seus actos! De facto, se houvesse hábitos reflexivos na opinião pública, a hipótese de um cenário em que se altere a conjuntura parlamentar por via de eleições legislativas, seria colocada e a consciência de que as alternativas económicas à actual governação não são, nesse mesmo cenário, do interesse público, os cidadãos iriam perceber que votar Cavaco Silva é contribuir para legitimar um caminho que será muito mais penoso para Portugal do que o que actualmente trilhamos. Por outro lado, por razões que se prendem com a cultura democrática relativamente incipiente nas populações menos alfabetizadas, menos informadas e menos politizadas, a representação social do Presidente da República é ainda o que resta do que, entre nós, legitima o "apadrinhamento social" e a "lógica do favor" em prejuízo da "cultura do mérito" - razão pela qual a mudança presidencial se processa, no nosso país e ainda que num regime democrático, por desistência do cargo, seja por limite de mandatos ou por vontade própria... como se a essa figura coubesse uma "intocabilidade"entendida de forma ainda próxima de concepções religiosas medievais em que o poder se associava ao "sagrado"! Ganha aqui sentido a expressão "nem para si próprios sabem ser" porque esta forma de pensar aproxima a sociedade daquilo que as pessoas mais temem: o empobrecimento e o autoritarismo!... e, como sabemos, apesar de se dizer que "a vingança serve-se fria", a verdade é que a vingança nunca é a melhor forma de resolvermos os problemas! 

Ana Paula Fitas às 20:10 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 20.01.11

Manuel Alegre, Ouvir e Participar para Acreditar!

Hoje, num almoço quente e concorrido na Cervejaria Trindade, Manuel Alegre fez um discurso aberto e claro, veemente e preciso, sobre as prioridades do país. Sem cair na tentação de perder demasiado tempo com os adversários, Manuel Alegre afirmou-se como o garante da Democracia, o defensor do Estado Social, da Educação Pública, da Segurança Social, o promotor dos interesses nacionais contra a desertificação e os interesses especulativos, cegos e anónimos dos mercados, o portador de uma ideologia de liberdade e resistência em nome do interesse colectivo dos portugueses e o companheiro de viagem dos cidadãos na sua luta e no seu empenho por uma sociedade melhor. Afirmando a necessidade de continuar a trabalhar sem cedências num projecto comum para uma Europa Democrática, Social e Plural, Manuel Alegre falou da cultura e da educação como fontes de reconstrução de uma identidade que precisa de consolidar raízes para enfrentar o futuro. Ouvir Manuel Alegre é recuperar a Vontade de Acreditar. Hoje, às 21horas, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, Manuel Alegre estará com todos os que quiserem investir, com a razão e o coração, na não desistência de um sonho: um Portugal melhor para todos, um Portugal que não ajoelha e se levanta, digno e convicto, na defesa do interesse da Democracia e dos Cidadãos.

(Também publicado no A Nossa Candeia)

Ana Paula Fitas às 20:07 | link do post | comentar

Está na hora!

...

 

(Daqui)

Joana Lopes às 11:00 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.01.11

Imaginemos então

Cavaco pede para imaginarmos o que seria se tivessemos ainda uma segunda volta, mais duas semanas de campanha eleitoral. E eu faço-lhe a vontade. Comecei a imaginar. Vi-o a ficar nervoso, nunca mais podendo cumprir a promessa de ir ler a revista Visão. Mais duas semanas sem ler o raio da Revista, dizia ele para a Maria, que o consolava, lembrando-lhe o tempo em que ele não lia jornais.  Vi a concentração de votos em Manuel Alegre.Vi as sondagens, as verdadeiras, aqueles prognósticos que têm de esperar pelo fim do jogo, a mostrarem ao actual inquilino de Belém o caminho de regresso à urbanização da Coelha. Pelo caminho ainda vi o candidato madeirense, à beira da estrada, com a sua pontaria e humor proverbiais, saudando a caravana com um distico onde se lia: " Nem sempre é bom matar duas Coelhas como uma só cajadada."  Vi tanta coisa. E gostei. Gostei mesmo do que vi. Eu que sou toda pela arte, pela cultura, pela imaginação ao poder, ainda não me tinha lembrado desta.

Obrigado, Aníbal Cavaco Silva.

Joaquim Paulo Nogueira às 20:55 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Em nome de Portugal.

 

No próximo dia 23 de janeiro, dia das Eleições presidenciais que vão deixar o nosso país numa grande expectativa, vou percorrer e ignorar os 300 e poucos quilómetros idiotas que me separam do Consulado de Estrasburgo, área consular onde estou recenseada, e também da urna de votos que será entregue à minha Alegre decisão. Sem sombra de uma dúvida, o povo português é destinado a viajar, até para votar no futuro Presidente da República portuguesa!

 

Neste momento, gostava de ser o Prévert para preencher páginas e páginas como somente ele sabia. Enumerava, enumerava e enumerava, passeando no verso de cima para baixo, com tantas palavras ansiosas de conhecer a Liberdade, até acabar por encontrá-la! Prévert disse ter nascido para nomear a Liberdade como Manuel Alegre nasceu para entregá-la a Portugal e ao seu povo.

 

Porém, o seu passado de oponente à ditadura salazarista não é um poema gravado no papel. A vida sacrificada pela Liberdade de todos os portugueses, pela possibilidade de democracia sempre, não é obra dos sonhos. A tortura do exílio que ele tornou poema universal é uma forma de patriotismo reinventado. Autor do Preâmbulo da nossa Constituição, que ainda inspira Portugal como outros países sequestrados no processo de criação de futuro comum, uma prova incontestável do ser Portugal. O compromisso de Deputado e de Vice-Presidente da Assembleia da República, mais uma prova do fazer Portugal. Somente isso evocado, confunde Manuel Alegre com o seu país. Ambos têm que trabalhar para outro Abril. Em nome de Portugal!

 

Um homem ético, já histórico e que deve continuar a fazer a história de Portugal, connosco, Portugueses do dentro como do fora. Porque tem outra visão de Portugal, mais aberta e capaz de resistir a uma nova ditadura: a dos mercados financeiros. Capaz de dar um sentido aos sacrifícios dos Portugueses sem se desviar jamais do caminho e do objetivo primeiro da justiça social. Com ele, o Serviço Nacional de Saúde nunca será um parêntese na vida do cidadão português, a escola pública nunca será um lugar de “guarda”, os demais direitos sociais uma gracinha que tocam alguns sortudos. Para ele, os jovens com esperança de emprego à altura das suas habilitações e aspirações, é um combate sincero. As vidas perdidas para que isso tudo seja uma realidade, hoje ainda por consolidar, um leitmotiv quotidiano.

 

É o Homem que plantou espadas e transformou destinos ao longo da vida, conhecido e reconhecido pelo Mundo inteiro como Poeta, Político, Homem de Estado e Homem de Futuro. Candidata-se por valores massacrados hoje em dia: o poder político democrático confiscado cada vez mais pelo poder económico e pelos grandes interesses. O meu voto pertence ao melhor defensor da democracia e das instituições que servem esta democracia, contra os grandes interesses. Este homem é Manuel Alegre!

 

Manuel Alegre será o Presidente da República que melhor encarna Portugal. Manuel Alegre é Portugal!

 

Para mim e para os que represento, o dia 23 de janeiro vai ser outro dia inesperado, grande, grave, histórico, único, alegre. Espero, um dia Manuel Alegre!

 

 

Nathalie de Oliveira

in Lusojornal du 19 janvier 2011.

Natali Oliveira às 11:44 | link do post | comentar
Terça-feira, 18.01.11

Manuel Alegre, candidato do PS?

Enquanto crescem as expectativas sobre as possibilidades de uma 2ª volta nas eleições presidenciais do próximo domingo, alguns dirigentes políticos expressam as suas opiniões apoiando ou manifestando desagrado pelos candidatos apoiados pelas forças político-partidárias a que pertencem. No caso de Manuel Alegre, talvez não seja uma má estratégia! Pelo menos, os que receiam que a candidatura de Alegre se esgote numa candidatura presidencial do PS, ficam mais seguros da independência ético-política do candidato e podem, também assim, confirmar a natureza de esquerda que o seu perfil apresenta, propõe e garante. (ler aqui, aqui, aqui e aqui

Ana Paula Fitas às 22:00 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Plágio anunciado...

Aproveitando um texto de Rui Rocha no Delito de Opinião, retiro um excerto e coloco um video apenas para que palavras alheias e imagens soltas, por si só, "digam de sua justiça":

 

What we can't do is use this tragedy as one more occasion to turn on one another. As we discuss these issues, let each of us do so with a good dose of humility. Rather than pointing fingers or assigning blame, let us use this occasion to expand our moral imaginations, to listen to each other more carefully, to sharpen our instincts for empathy, and remind ourselves of all the ways our hopes and dreams are bound together.

Face a exemplos como este, percebe-se bem que a tão debatida questão da escassa importância dos poderes presidenciais na Constituição portuguesa é mais uma desculpa do que uma limitação. A verdadeira questão está na capacidade de interpretar, em momentos decisivos, o interesse último da comunidade e de apontar caminhos que não se deixem acorrentar pelos interesses tácticos. E isso está mais no poder da atitude do que no texto. Obama não falou do alto dos seus poderes. Falou ao nível das pessoas comuns e dos seus valores. Por isso foi ouvido. Da mesma maneira que teria sido ignorado se tivesse invocado apenas o seu poder formal. Perante isto diria que:

a) é um erro desvalorizar a eleição e a função do Presidente da República. O candidato que for eleito tem, como ninguém, o poder de influenciar a história colectiva com um gesto, com um discurso ou com um exemplo. Ou de a condicionar irremediavelmente através dos seus actos, palavras e omissões;

b) não podemos prescindir de escolher, mesmo que tenhamos mais dúvidas do que certezas sobre a qualidade de todos e cada um dos candidatos.

Tal como Isiah Berlin afirmou, '(...) reconhecer a validade relativa das próprias convicções, mas ainda assim defendê-las resolutamente, é o que distingue o homem civilizado do bárbaro. Pedir mais do que isso talvez seja uma necessidade metafísica profunda e incurável, mas permitir que isso determine a nossa prática é sintoma de uma imaturidade moral e política igualmente profunda, e mais perigosa'. - Rui Rocha - Delito de Opinião

 

E agora comparemos a "oferta no mercado nacional":

 

 

 

 

Paulo Ferreira às 09:21 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

Cavaco irá processar Felícia Cabrita?

 
"Cavaco vendeu abaixo do preço", escreveu Felícia Cabrita, no Sol, a 7 de Janeiro. E explicava: "As acções da SLN foram compradas a 2,40 quando Oliveira Costa já as vendia a 2,75." De referir que o título da primeira página ainda era mais assertivo: "Cavaco afinal vendeu barato". Já há muito que me deixei de criticar os jornalistas. É uma parvoíce. Não serve para nada. A única coisa a fazer é esperar que os bons sejam mais e melhores que os maus. O que não quer dizer que não tenha sentido fazer a pergunta : porque é que ela assinou uma notícia tão tendenciosa?
 
Começava logo no primeiro parágrafo: Dizia que Cavaco vendeu as acções por um valor inferior ao que Oliveira e Costa fixara "noutras operações de compra e venda". Lia-se o resto da notícia e não havia mais nenhuma referência a valores de compra, apenas uma carta de um accionista interessado e que se propunha em Julho comprar acções por 2.75 (valor referenciado por Oliveira e Costa numa reunião do BPN), bem como referência a documentos sobre uma venda de acções do BPN efectuada no mesmo dia em que  a SLN comprou as suas acções a Cavaco . Aliás, na parte final da notícia uma fonte do BPN explicava que sendo acções que não estavam cotadas em bolsa não tinham qualquer valor de referência.
 

"As acções de Cavaco - adquiridas em 2001, por um euro cada- foram compradas pela SLN dois anos depois pelo preço unitário de 2,4, quando o preço que ela já praticava era de 2,75." Felícia Cabrita induz-nos a pensar que estamos a falar da mesma coisa, quando um valor é o de compra e o outro é o de venda.

 
Felícia Cabrita vai ao ponto de dizer que Cavaco e a filha perderam dinheiro: ele "cerca de 36.682 " (refira-se o cerca de 36.682) e ela 52.374 euros porque compara o valor de compra pelo Banco com o valor de venda pelo mesmo Banco. Como se fosse natural um banco não ter nenhum lucro numa operação como esta. Mesmo admitindo esta lógica, absurda não passou pela cabeça da jornalista a oportunidade de perguntar porque é que um homem e a sua filha que de 2001 a Novembro de 2003 ganharam 1,40 com cada acção resolvem perder 0,35 por cada acção a 17 de Novembro de 2003? O que é que era tão importante assim para fazer com que Cavaco e a filha abdicassem de um parte substancial de um pecúlio que era o resultado das poupanças de uma vida de trabalho, como têm defendido os seus apoiantes?A minha pergunta é, porque é que Felícia Cabrita quer que nós pensemos que um banco compra pelo mesmo valor que vende?
 
Estamos perante um jornalismo de investigação que não só não esclarece as questões que pretende esclarecer como ainda lança novas suspeições, como esta: " Cavaco e a filha tinham comprado as acções em Abril de 2001, directamente a Oliveira e Costa pelo mesmo preço que só este enquanto presidente da SLN podia adquirir: um euro". Podia vender? Como é que podia? Não estamos diante de "favorecimento em negócio"? E não é "favorecimento em negócio com prejuízo para quem vende, o banco"? Ou seja, Oliveira e Costa não estava a fazer concorrência ao Banco a que presidia sem ganho nenhum nem para ele nem para o banco que dirigia? E não foram esse tipo de comportamentos ruinosos que levaram o BPN à situação a que chegou?"
 
Há uns meses quando entrevistava Hélder Costa sobre O Mistério da Camioneta Fantasma, ele revelou-me que ao investigar as verdades escondidas ía sempre procurar aquilo que os inimigos diziam, porque eles falavam a verdade. Talvez também se possa dizer que para ficar com as maiores suspeições sobre este negócio há que ler não quem contesta Cavaco, mas quem o defende.
 
Joaquim Paulo Nogueira às 01:36 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.01.11

Vamos à 2ª volta!

As sondagens são, como se sabe, enganosas. Aliás, elas são importantes sobretudo porque – mesmo que sejam tendenciosas e manipuladas como muitas vezes acontece – conseguem induzir a convicção de uma vitória ou de uma inevitável derrota entre as hostes de cada candidatura e do eleitorado. Não está escrito nas estrelas, nem mesmo se pode deduzir da análise desta campanha, que Cavaco Silva ganhe já no dia 23. As flutuações de votos entre diferentes bases eleitorais serão, sem dúvida, significativas. Mas era bom que os candidatos da esquerda (mais Nobre) conseguissem fixar os seus potenciais eleitores. O resultado é sempre fruto da conjugação entre sensibilidades contrárias, sendo certo que algumas delas podem anular-se mutuamente no acto eleitoral e fazer aumentar a abstenção para níveis inesperados. Mas, por outro lado, a capacidade de mover confluências e de criar laços entre forças politicas contrárias pode fazer potenciar a votação no candidato aglutinador da esquerda.

 

Em todo o caso, é previsível nesta eleição que, primeiro: haja forte abstenção à direita e à esquerda; segundo: Cavaco tire obviamente a vantagem do poder e de uma imagem sorumbática que (infelizmente) muitos portugueses confundem com "autoridade" ou "seriedade"; terceiro: que Alegre beneficie dos apoios de dois partidos que se digladiam no Parlamento e na política, mas cujas bases eleitorais se revêem nos valores e políticas da esquerda (em especial a defesa do Estado social). O facto de Manuel Alegre estar agora no centro de um leque tão divergente de protagonistas – aliás, agravado com a exposição mediática dos líderes do BE e do PS nos últimos dias da campanha – pode ser interpretado pelo eleitorado como a prova de que Alegre é de facto potenciador de consensos. E isso estimular os votantes anti-Cavaco.

 

Estou convencido de que a possibilidade de uma segunda volta está em aberto. Tudo depende de como se comportarem os candidatos nesta recta final. É visível que Cavaco está nervoso e que começa a fazer disparates mais frequentemente. Num dia aparece em sintonia com o Governo, no dia seguinte dramatiza com a gravidade da crise. Num momento veste a pele de Presidente, logo a seguir a de líder da direita; num dia defende os pobres no outro aplaude os sacrossantos mercados. A forma como a austeridade for conotada mais com Cavaco ou mais com o Governo pode atingir negativamente um ou outro. Porém, se todos aqueles que não querem mais Cavaco na presidência e também não se identifiquem com Alegre forem votar no dia 23, em qualquer um dos candidatos alternativos, teremos certamente uma segunda volta. São esses que farão a diferença, pois o grande combate é agora contra a abstenção à esquerda.

 

E todos os argumentos são importantes para mobilizar os nossos amigos para votar nestas presidenciais.

Elísio Estanque às 14:49 | link do post | comentar
Quarta-feira, 12.01.11

Algumas contas de simples aritmética política a propósito da eleição de Alegre

Joana Lopes lá para trás faz uma grande citação de Victor Dias em que este explica muito bem explicadinho, como é seu costume, porque é que não se deve apelar ao voto útil em qualquer dos candidatos que se opõem a Cavaco Silva.

 

Depois daquelas contas feitas, apeteceu-me rever a aritmética utilizada e refazer politicamente esta contabilidade.

 

Comecemos por uma afirmação que António Costa fez há tempos, na Quadratura do Círculo: se votarem, por exemplo, cem mil eleitores, Cavaco, para ser eleito à primeira volta, precisa de 50 mil votos mais um. Se votarem só 60 mil, Cavaco só necessita de 30 mil mais um. Por isso a abstenção favorece Cavaco e não os seus opositores. Ora o que é válido para Cavaco também é válido para o conjunto dos seus opositores, portanto, por aí não podemos ir. Tudo depende qual dos lados se abstém mais. Assim, o princípio acima anunciado só faz sentido se todos aqueles que não suportam Cavaco, e não tenham candidato à sua medida, forem votar nos opositores ao actual Presidente da República. Por isso, José Neves, do blog Vias de Facto, como não gosta de nenhum, mas acima de tudo embirra com Cavaco, acha que é suficientemente exótico ir votar em Defensor de Moura. E não basta, como já disse a Comissão Nacional de Eleições, votar branco ou nulo, é preciso expressar validamente o voto para que ele entre na percentagem dos 50 %. Ou seja, deve-se votar em todos, menos em Cavaco .

 

No entanto, dito isto, vamos às contas do Victor Dias. Mesmo que Cavaco não tenha os 50% mais um, resta a pergunta e quem vai à segunda volta? Eu por mim não tenho dúvidas, quero que seja Manuel Alegre. Mas Victor Dias não deve com certeza ter esta preferência, por isso seria importante apelar e achar que o voto útil seria em Francisco Lopes, para que este possa ir à segunda volta. Foi por estas e por outras que em 1986, Salgado Zenha não foi à segunda volta, o que teria evitado todos aqueles sapos que se tiveram que engolir. Maria de Lurdes Pintassilgo retirou-lhe os votos necessários para isso acontecer. Por este motivo, ou Victor Dias, sem o dizer, já acredita na possibilidade de ser Manuel Alegre a passar à segunda volta com Cavaco ou implicitamente quer que isso suceda. Pois, de outro modo, apelaria ao voto útil no seu candidato, pois não é indiferente em quem se deposita o voto. Por este andar ainda Fernando Nobre se arrisca a ir à segunda volta. E uma situação destas já se passou em França, quando ninguém esperava, quem passou à segunda volta foi Le Pen.

 

Por isso, diria que estas coisas não são simples aritmética têm por trás alguma reflexão política. Se não gosta de Cavaco, e nenhum dos outros é da sua preferência, vote naquele que mais satisfaz o seu ego. Porque não em Coelho? Sempre poderia ir ao poleiro. Mas se quer votar conscientemente vote em Manuel Alegre, para garantir que seja este a ir à segunda volta.

Jorge Nascimento Fernandes às 18:32 | link do post | comentar

Citações Pertinentes...

O post foi escrito foi escrito por Porfírio Silva no Machina Speculatrix... e destacado pelo Miguel Abrantes no Câmara Corporativa!... Vale a pena ler!... porque a memória e o espírito crítico continuam despertos! ... e porque não podemos ignorar, fica o tema de Francisco Fanhais, antigo mas, sem sombra dúvida alguma, ainda actual!

Ana Paula Fitas às 07:00 | link do post | comentar
Terça-feira, 11.01.11

Curiosidades pertinentes...

No passado domingo, na rubrica semanal da edição do Jornal Nacional da TVI, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que a candidatura de Fernando Nobre está no terreno para ajudar Cavaco Silva contra Manuel Alegre!... ninguém reparou ou, apesar do interesse da afirmação, para a direita e alguma esquerda, "o silêncio é de ouro"? Curioso? Não! Significativo!... e a merecer reflexão!

Ana Paula Fitas às 07:00 | link do post | comentar
Domingo, 09.01.11

Da Economia à Política - ou do FMI a Passos Coelho?

O discurso de Manuel Alegre, ontem, em Almada, foi contundente e incisivo. Referindo-se ao que, actualmente, é a prioridade do interesse nacional, Manuel Alegre reiterou a sua oposição à cedência do país às pressões externas, designadamente ao pedido de intervenção do FMI na economia portuguesa. Vale apenas ouvir e ler (aqui) algumas das suas afirmações que, por estas e outras razões, são decisivas para a salvaguarda do futuro de Portugal. 

Ana Paula Fitas às 12:39 | link do post | comentar | ver comentários (6)
Sexta-feira, 07.01.11

Eu estou farto de Cavaco Silva...

....mas preocupa-me mais a nossa economia frágil, os nossos problemas estruturais, o futuro do Estado Social e do nosso modelo de regime.

Desespera-me mais a falta de objectividade, de foco, de responsabilização dos lideres/gestores, de debate em torno da "EFICÁCIA", "EFICIÊNCIA", "PRODUTIVIDADE" e "COMPETITIVIDADE". Angustia-me a sensação de falta de rumo, de objectivo, de plano, de projecto, de "mapa do tesouro da felicidade nacional",  de "evangelho das soluções do agora e do depois".

Preocupa-me ainda mais a urgência em dar bons exemplos, a premência em moralizar, a asfixiante necessidade de OFERECER aos portugueses PROVAS de um padrão ético e moral de lideres que MEREÇAM a PÁTRIA que SERVEM.10 milhões de almas, 8 séculos de História, 100 anos de República com altos e baixos, merecem PRINCÍPIOS E VALORES na acção e na decisão , sentido de HONRAESPÍRITO DE MISSÃO.

Sem ACREDITAR em PESSOAS é impossível sustentar qualquer SISTEMA ou REGIME!

Dito isto, ciente do que acabei de escrever, consciente da realidade cultural, politica, económica e social que nos envolve, "latinamente-deprimida-invejosa-desconfiada-desenrascada" e "negligente-permissiva-serenamente mansa-milagro-dependente", "saudosamente saudosista" dum Sebastião qualquer ao "leme da caravela" que nos dispense quase até de pensar...o que raio é isto?!


Até dia 23 vamos fingir que os excrementos não acertaram em cheio na "ventoinha de Belém"!? Ninguém quer mesmo abrir a caixa da "Tia Pandora"? É que Cavaco Silva não é mau apenas à esquerda, Cavaco Silva é péssimo ao centro e horrivel à direita!

 

P.S. - peço sinceras desculpas pelo exagero de sublinhados, bolds e "expressões invulgares" mas como este post não tem som não consigo doutra forma transmitir a veemência daquilo em que acredito e do que pretendo "dizer".

Paulo Ferreira às 19:30 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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