Sexta-feira, 28.01.11

Epílogo

Manuel Alegre

 

Durante toda a campanha o nosso candidato disse:

 

"Não se trata de eleger o Manuel Alegre.

 

Todos vós sois candidatos,

todos somos candidatos,

todos os que se reclamam dos valores do 25 de Abril,

todos os que querem a democracia com Estado Social".

 

 

E assim o entenderam a Ana Paula Fitas, o André Freire, o André Moz Caldas, o António Avelãs, o António MS Rodrigues, o Aurélio Pinto, o Carlos Manuel Castro, o Cipriano Justo, o Cláudio Carvalho, o Daniel Martins, o Elísio Estanque, o Fernando Gomes, a Helena Araújo, o Henrique Sousa, o Jacinto Lucas Pires, a Joana Lopes, o João Grazina, o João Miguel Almeida, o João Ricardo Vasconcelos, o Joaquim Paulo Nogueira, o Jorge Nascimento Fernandes, o José Castro Caldas, o José Leitão, o Luís Novaes Tito, o Miguel Cardina, a Nathalie Oliveira, o Nuno David, o Nuno Félix, o Nuno Serra, a Paula Cabeçadas, o Paulo Ferreira, o Paulo Peixoto, o Paulo Querido, o Pedro Cegonho, o Ricardo Alves, o Ricardo Siqueiros Coelho, o Rui Namorado, o Tiago Barbosa Ribeiro, o Ulisses Garrido, a Vera Santana e o Vítor de Sousa, que assumiram esta candidatura como sua e vieram à liça dando forma a uma outra máxima de Manuel Alegre:

 

"A História somos nós que a realizamos"

 

Nesta plataforma de onde saíram escritos feitos do Norte a Sul de Portugal, das Regiões Autónomas, de França e da Alemanha pouco interessou o que nos diferenciava, nada se valorizou o que nos afastava e tudo se concentrou na nossa candidatura em defesa dos valores acima mencionados.

 

 

Manuel Alegre em Belém teria sido a garantia da manutenção desses valores. Com ele dividimos a quota-parte de derrota por não termos atingido o objectivo da candidatura. Com ele dividimos a quota-parte de vitória por uma vez mais termos ido à luta em defesa daquilo que entendemos ser o melhor para Portugal. Agimos independentemente da sede de campanha, recusámos o Eles para sermos o Nós.

 

Esta plataforma, composta pelo Blog e por um Grupo de Discussão dos autores, foi administrada por Joana Lopes, Paulo Ferreira e por mim próprio, Luís Novaes Tito (owner). Teve ainda a colaboração externa de Pedro Pereira e André Coroado que, não tendo sido autores, nunca deixaram de nos apoiar nas redes sociais. Teve a colaboração de Rui Perdigão que criou e nos cedeu gratuitamente a imagem do Alegro e de António Sérgio Pessoa que desenhou e nos cedeu os Morfeu.

 

Teve a ajuda na sua divulgação, para além de muitos outros, do Pedro Correia no Delito de Opinião, do Miguel Abrantes no Câmara Corporativa, da Ariel no Cirandando, da MdSol no Branco no Branco, do Miguel Gomes Coelho no Vermelho Cor de Alface, do Elisário Figueiredo no Tonibler, do Porfírio Silva no Machina Speculatrix, do Tiago Tibúrcio no a Forma Justa, do Paulo Pedroso no Banco Corrido, do Rui Bebiano no a Terceira Noite, da Isabel no das Pequenas Coisas, do André Azevedo Alves no o Insurgente, do Francisco Clamote no Terra dos Espantos, da Isabel Prata no a Aba de Heisenberg, dos Osvaldo e Tiago Sarmento e Castro no a Carta a Garcia, do JL no Luminária e da IO no Amor e Outros Desastres, e de todos os blogs onde escrevem os autores, conforme se pode ver na coluna da direita.

 

Agradecimentos também aos 15.000 visitantes que nos acompanharam e à equipa técnica do SAPO que se manteve atenta (Maria João Nogueira e Pedro Neves).

 

Foi uma acção cívica empolgante. Foi uma honra e um prazer ter estado neste combate ao lado do nosso Manuel Alegre.

Luis Novaes Tito às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 27.01.11

Obrigado pelo vosso afecto e pelo vosso apoio

Alegro às 20:21 | link do post | comentar

E=MC^3....ao cubo precisamente!

Desculpem voltar atrás mas há coisas que me confundem.Ora então agora Manuel Alegre foi o único e exclusivo culpado do resultado de dia 23!?!

É uma das deduções mais brilhantes que pude admirar ao vivo nas ultimas décadas, pelos menos nas 3 ultimas!

Manuel Alegre obrigou e forçou toda a gente dentro do PS,qual ditador maléfico, impôs-se sem qualquer alternativa para ninguém subjugando todos os dirigentes e responsáveis nalguma masmorra ideológica recôndita e depois fez tudo mal, sozinho!Espantoso!

Soa-me a disparate demasiado conveniente e pouco convincente.Soa-me a uma ideia tão genialmente estúpida que se assemelha a uma conclusão de menino cábula que no quadro circula entre o 2+2=5 e o E=MC^3!!!

Quem no PS decidiu...decidiu.Quem se opôs..opôs.Nos lugares e foruns próprios.Quem calou...consentiu.É da vida,temos pena!

Quanto ao resto da fauna politica ou "comentadeira" que regurgitou barbaridades nos últimos dias, por favor...alguma honestidade intelectual por favor!

Então Manuel Alegre perdeu porque foi apoiado por dois partidos políticos com posições opostas?Se foi essa foi a razão da derrota de Manuel Alegre então Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio não teriam tido tantos mandatos cada...certo?Alegre obrigou sozinho um grande partido o seguir o seu ego e deixou-se instrumentalizar por um pequeno partido, de certeza?Manuel Alegre tem muita culpa do cartão amarelo ao PS devido ao contexto Governo/Crise?Qual foi mesmo o resultado das ultimas eleições europeias por exemplo, foi bom para o PS/Governo?

O apoio a Manuel Alegre foi assim tão consensual no BE? A forte abstenção deveu-se exclusivamente ou principalmente a Manuel Alegre? NÃO!

Se existiram muitos sorrisos amarelos pela Direita com a vitória (enfim,tinha que ser apesar do enfado!) de Cavaco Silva, também existiram sorrisos sentidos na Esquerda....embirro com uns e com outros, sorrisos de cobardes, parasitas ou canibais irritam-me.

 

"Friends, Romans, countrymen, lend me your ears; / I come to bury Caesar, not to praise him; / The evil that men do lives after them, / The good is oft interred with their bones."

 

 

Paulo Ferreira às 10:18 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Terça-feira, 25.01.11

Último post

Como os meus companheiros Alegro também venho encerrar a minha colaboração. Ontem, logo que soaram as oito horas e soube que Cavaco Silva tinha sido eleito à primeira volta e que a abstenção teria provavelmente um novo recorde, desliguei tudo. Não era mau perder. Não sinto que tenha perdido. Ganhei, e foi bastante. Percebi que a utopia, enquanto palavra, enquanto conceito, não é passível de ser legitimada por modismos. É qualquer coisa visceral, que te diz a ti quem és, quem queres ser, onde queres estar, com quem queres estar. É uma coisa de sempre, para sempre.

 

É claro que estava zangado com alguns amigos, gente que passava no facebook, a dizer que se abstinha, que votava em branco. Apetecia-me praguejar contra eles. Seria um disparate. Eles tinham as suas razões e eu não só as compreendia como, no caso do voto em branco, até reconheço que não há nenhuma razão para que a ciência política eleitoral não arranje forma de evitar que eles, enquanto opção eleitoral expressa, aumentem o caudal dessa inexpressiva mancha que põe em causa a nossa democracia política.

 

Mas em consciência não podia invectivá-los. Nem mesmo os abstencionistas. Como é que podia invectivar mais de cinco milhões de portugueses? Desde há largos anos que a abstenção tem atingido níveis recordes e, para além da depuração dos cadernos eleitorais, vi fazer pouco mais. Os circulos eleitorais mais próximos dos eleitores, cairam. A regionalização, caiu. Até numa eleição como a presidencial em que cada um de nós elege só um português para representar dez milhões de portugueses, os Partidos assumem-se muitas vezes como os donos do jogo em relação aos candidatos, introduzindo uma componente de distanciação dos eleitores em relação aos mesmos. O Partido Comunista  apresenta sistematicamente uma candidatura própria, para marcar o seu espaço político. O Partido Socialista é já a segunda vez que apresenta um candidato próprio que concorreu contra um outro candidato que também era militante do seu partido. E poder-se-á perguntar: e então, não é legítimo? É. Cinco milhões de abstencionistas também é legítimo. Não estamos aqui a falar de legitimidade política. Estamos a falar da sobrevivência da democracia política tal como a conhecemos.

 

Ora uma das realidades mais presentes na vida contemporânea é a quebra do sistema de representação. A crise da representação. Que tem alguns aspectos positivos, na medida em que decorre da influência que o progresso social e tecnológico colocado tem na mudança de paradigmas da nossa cultura política (há um pequeno livrinho, Democracia Virtual, que tenta abordar esta questão) mas tem também aspectos muito perturbadores, porque no vaivém das novas procuras de identidade, e consequentemente, de representação, há vazios que surgem, como este, que assistimos anteontem, e para o qual só temos não respostas. Dizer que cinco milhões de portugueses não cumpriram o seu dever de portugueses é uma não resposta.

 

Até porque não se trata de uma eleição qualquer, não se trata de uma situação eleitoral comum. Para mim uma das coisas mais perturbantes da ideia de identidade nacional, de identidade de uma comunidade, é saber que mais de cinco milhões de pessoas não sairam de casa mesmo sabendo que era previsível que se não o fizessem, para representar dez milhões de portugueses, seria eleito um homem que declaradamente tirou grandes mais valias financeiras da sua associação a actos  (por parte de uma pessoa que, num outro contexto,  irá ser julgada  por ter praticado actos análogos a esses) semelhantes a outros que  foram enquadrados numa tipologia de  crimes económicos que tanto lesaram um Banco e cuja nacionaliação tanto lesou o país.

 

Para além da questão ideológica, esquerda, direita, esta é uma leitura que eu não consigo evitar. E que merece uma pergunta mai inquieta: que divórcio é este entre o representado e o processo de representação que faz que nem assim ele vá votar?

 

Não há perguntas de esquerda nem de direita, mas esta é claramente uma pergunta em que a resposta da Esquerda terá de fazer toda a diferença.

 

 

Joaquim Paulo Nogueira às 02:35 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 24.01.11

A rosa e o compasso

Dai-nos de novo Astrolábio e o Quadrante

velas ao veto venha a partida

há sempre um Bojador perto e distante

nosso destino é navegar para diante

dobrar o Cabo dobrar a vida.

Dai-nos de novo a rosa e o compasso

a carta a bússola o roteiro a esfera

algures dentro de nós há outro espaço

lá onde se espera

o inesperado.

Manuel Alegre

Natali Oliveira às 21:57 | link do post | comentar

Les convictions ne sont JAMAIS tristes.

Mes chers amis Alegrissimi,

 

 

"En démocratie, perdre n'est aucunement une honte. La honte est de fuir un combat et de ne pas savoir pour quelles raisons on se bat."

Cette phrase extraite du discours de notre candidat, après l'annonce officiel des résultats, ne laisse planer aucun doute sur l'envergure de sa dignité d'homme engagé.

 

Cette défaite, il dit vouloir l'assumer, seul, parce qu'elle n'est pas la nôtre. Je pense, néanmoins que cette défaite est aussi la nôtre.

Certaines données doivent évidemment trouver leur place dans l'analyse politique et je me réjouis d'apprendre que le vote des Portugais de l'étranger indiquait plus clairement et plus franchement le chemin d'un second tour (sur 8 pays au moins des 14 en cause en Europe).

 

Ici, à l'extérieur, nous avons fait avec quelques miettes mais avec une détermination militante sans faille. Nous étions là, nous sommes là et nous serons encore là. Pour Manuel Alegre et pour le Portugal !

 

La participation demeure ridicule et il s'agit de réfléchir encore afin de faciliter une meilleure participation dont on parle depuis plus de 30 ans, par ailleurs. Certains s'en trouvent scandalisés mais, nous savons tous la complexité de faire vivre notre démocratie, de la rendre meilleure. Personnellement, je me suis souvent posée la question de la considération du Portugal pour ce tiers de population partie, immigrée ou portugaise édulcorée que le pays d'origine comme d'accueil connaît peu ou prou? Et parfois dans une réciprocité honnête. Ce lien si étrange, voire insondable avec la nation ? Nous ne sommes peut-être pas si éloignés de quelques éléments de réponses nouveaux et utiles pour l'avenir.

 

Contre les canons, marchons (Obrigada Luis) ! Ceux de cette dictature sans merci, puissante et sournoise,  qui scande "marche ou crève", devant lesquels les hommes sont soumis, celle des marchés financiers, des antichambres de notations obscures et de l'argent pour guide absolu.

 

La justice sociale n'est pas un slogan facile mais un objectif aussi ambitieux que possible. Manuel Alegre a raison.  

 

Sur ce blog, j'ai déjà dit que nos démocraties manquaient de voix comme celles de Manuel Alegre. Cette voix qui n'aurait jamais fait un discours tel que celui du Président réélu, loin loin loin d'être apaisé en opposant les infâmes aux justes, comme si le temps des croisades sonnait le glas à nouveau.

 

Les inquiétudes sur la stabilité politique que les Portugais désirent, avant toute chose, -ce qu'ils disent lorsqu'ils défendent leur vote pour Cavaco Silva- pourrait bien donner des ailes à son contraire. Seulement le peuple a parlé et nous respectons sa parole.  

 

Mes excuses les plus plates mais ma langue de Camões était en mode tristesse et celle de Molière a empiété sur cette tristesse aussi comprehensible que digne, pour dire haut et fort que nos convictions JAMAIS JAMAIS JAMAIS ne sont tristes !

 

Enchantée d'avoir fait votre connaissance !

Bien à vous,

Nathalie de Oliveira

 

Natali Oliveira às 19:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 23.01.11

Até amanhã, camaradas

Não há muito mais a dizer, a não ser felicitar democraticamente o candidato vencedor e a antever uma luta de esquerdas no campo sócio-político para breve. Por isso, deixo apenas um até amanhã e um abraço... justo e fraterno, é claro!

Cláudio Carvalho às 23:13 | link do post | comentar
Sexta-feira, 21.01.11

Manuel Alegre

Manuel Alegre

Dia 23 é já amanhã

 

O último post antes da 2ª Volta. Termino, espero que por agora, a minha participação neste blogue. Fui um companheiro de jornada relativamente curto, também porque recente foi a minha compreensão não só de que iria votar em Manuel Alegre, também da importância que a sua eleição tem para o nosso futuro próximo. Como escrevi, muito mais do que as suas muitas qualidades humanas, foi para mim decisivo o perceber o quanto pensar em Manuel Alegre na Presidência da República, me ajudava a imaginar no que gostava que fôssemos enquanto comunidade. Não escolhemos uma pessoa pelo que ela representa, ou representou, no passado, mas por aquilo em que queremos que ela nos represente, no futuro. Manuel Alegre fez muito bem em trazer até nós um contrato presidencial. Um contrato lembra-nos que há direitos e obrigações dos dois lados. É importante lembrar as obrigações que todos nós, enquanto primeiros outorgantes, o Povo, a Comunidade Portuguesa, assumimos. Quando escolhemos Manuel Alegre porque ele é capaz de unir a Esquerda à mesma mesa, também assumimos um compromisso, enquanto esquerda, de que seremos capazes de pensar juntos. Trazendo também para esse lugar de reflexão todos aqueles que já não se revêm na ideia de Esquerda, mas que partilham um mesmo ideário de justiça social, de papel do Estado na sua concretização. A esquerda não é um clube, é um ponto de partida.

 

Tentei durante esta semana, dar-vos conta das razões porque, para mim, se torna tão importante eleger Manuel Alegre.  Eu por exemplo, quando respondi ao desafio de escrever aqui, pensei que queria vir debater a importância que a cultura tem na mudança de atitudes e na compreensão do outro. E também, em dar o testemunho de alguém que durante quase toda a campanha pensou em votar em branco (e que mesmo assim acha que o sistema eleitoral deveria considerar o número de votos em branco dentro das opções expressas) e que percebeu, a uma semana, que não poderia deixar de votar em Manuel Alegre. Vejo que me ocupei muito pouco disso e mais em estabelecer ligações com a critica às  SLNs, aos BPNs, às Coelhas, centrando-me talvez mais numa irritação com aquilo que Cavaco Silva representa, do que com aquilo que Manuel Alegre me faz querer para o futuro. Alguns de vós vão por isso ler-me e pensar na fragilidade desse arrazoado e dai, tirarem a ilação de que são também frágeis as razões para votar em Manuel Alegre.

 

Será um erro para o qual, por dele me sentir responsável, vos devo alertar: não confundam a minha incapacidade de explicar as razões porque voto em Manuel Alegre, na vossa incapacidade - e dirijo-me a todos aqueles para quem a ideia de solidariedade na vida em sociedade ainda provoca alguma ressonância dentro dos seus imaginários - de encontrarem as razões para votar em Manuel Alegre.

 

O paradigma racionalista  leva-nos muitas vezes a um erro que pagamos demasiado caro nas nossas vidas: como tudo se passa na dialética discursiva, se alguém não souber explicar de forma suficientemente clara as razões porque tomou uma determinada decisão - neste caso a de votar em Manuel Alegre - deduzimos daí que não há razões muito claras para tomar essa mesma decisão. Ao ler o Público de hoje e a inúmera quantidade de pessoas que diz que esta campanha foi pouco esclarecedora, penso nisso. 

 

É tão difícil partilhar uma ideia que, como esta, nos tempos que correm, tem tanto de emocional como de racional e coloca a política numa dimensão da festa, da alegria.

 

Não haverá uma segunda oportunidade para o dia 23 de Janeiro de 2011.

 

Joaquim Paulo Nogueira às 23:59 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Manuel Alegre, porque falta cumprir Portugal

Estamos a breves horas das eleições presidenciais mais importantes da III República Constitucional. Mais importantes, pessoalmente, dado que enquanto jovem nunca vivi uma crise social e económico-financeira como a actual. Crise essa com origem numa crise financeira internacional sem memória desde 1929. O modelo desregulado do capitalismo falhou e não soubemos dar as devidas respostas com um reforço dos apoios sociais e da regulação do poder político, quer a um nível nacional quer a nível europeu.


Apesar da desilução com a política partidária, resolvi voltar a dar a minha contribuição para uma causa política. O candidato Manuel Alegre, não é o candidato do PS, do BE ou do PCTP/MRPP, mas é um candidato que, transversalmente, serve os interesses das classes que mais sofreram com a esta crise. Nenhum outro candidato, me faria voltar, a curto prazo, a lutar por uma causa política como Manuel Alegre. Manuel Alegre condensa em si seriedade ética, humanismo, progressismo, uma visão cosmopolita da sociedade e, sobretudo, valores de independência sem ser ideologicamente subserviente, factor fundamental para um país desenvolvido mas assente numa forte base social.


Domingo, independentemente do resultado estarei convicto e de consciência tranquila quanto à minha opção. Espero que os portugueses não voltem a adiar o futuro deste país, confiando em quem já teve hipóteses demais e as esgotou.

 

Voto Manuel Alegre, porque falta cumprir Portugal...

 

Foto: voyagesphotosmanu.com

Cláudio Carvalho às 20:55 | link do post | comentar

Voto a favor!

 

Voto a favor:

 

- da Democracia e da Liberdade

- da Constituição da República que consagra:

  • Um Serviço Nacional de Saúde gratuito e Universal
  • Uma Escola Pública para todos
  • O direito de não ser despedido sem justa causa

- de um estado ao serviço dos cidadãos

- de uma economia ao serviço das pessoas e não das pessoas ao serviço dos "mercados"

- de uma sociedade sem medo

- de um país soberano e livre

- de um país de pé e não "de cócoras"

- de uma Europa dos cidadãos

- de uma Europa social

 

Voto a favor:

 

- de um Presidente ao serviço dos portugueses e não de interesses políticos ou económicos

- de um Presidente que seja um promotor da participação de todos na vida política

- de um Presidente que diga o que tem a dizer

- de um Presidente que fale

- de um Presidente que consagre vontades

- de um Presidente independente

- de um Presidente que, dentro do que lhe é permitido pela Constituição, congregue esforços para resolver os problemas

- de um Presidente que dê Esperança

- de um Presidente que não ameace

- de um Presidente que não crie crises artificiais

 

Voto a favor:

 

- da língua portuguesa

- do encontro dos que falam português

- do encontro dos que pensam português

- do encontro da história e da cultura portuguesa

 

Voto a favor:

 

- de Portugal e dos portugueses

 

Voto a favor:

 

- de um homem coerente

- de um homem que cumpre

- de um homem independente

 

Voto a favor:

 

- de um Presidente poeta

- da poesia na vida

- da poesia na sociedade

 

Nem sempre estive de acordo com Manuel Alegre. Mas Manuel Alegre sempre cumpriu o que prometeu. Estivesse eu de acordo ou não. Isso é coerência, isso é palavra.

 

Voto a favor! Voto a favor de Manuel Alegre!

Paula Cabeçadas às 20:05 | link do post | comentar

Alegro

Manuel Alegre

 

Se vocês quiserem, este blog continuará por mais três semanas.

 

No boletim de voto seleccionem Manuel Alegre.

Nem os juros subirão, nem nós cobraremos a vossa vista.

 

E seremos todos muito mais felizes.

Luis Novaes Tito às 20:00 | link do post | comentar

Se Cavaco ganhasse à primeira volta, as taxas de juro iriam continuar a subir

 

 

O mercado da divída soberana já fez as contas em relação às próximas presidenciais: se Portugal não der sinais profundos de mudança, a divída pública continuará a disparar. Os analistas das principais agências de rating baseiam-se no facto de que, para os investidores estrangeiros,  Cavaco está totalmente identificado com o quadro recessivo dos últimos anos.

 

No dia 23 temos por isso a oportunidade de, pela primeira vez, não reeleger um candidato que seja um presidente em exercício. Porque é que isso é importante? A principal razão é a de que Cavaco e Silva foi um péssimo Presidente da República. Há que reconhecer que, em certa medida, o silêncio parece adequar-se à pose de Estado. Mas uma certa contenção discursiva não basta. Seria muito fácil fabricar um estadista se apenas precisássemos de pedir-lhe que se calasse. É preciso também saber usar a palavra para intervir, saber romper o silêncio. Ora Cavaco Silva, que usou e abusou do silêncio, ao ponto de muita gente começar a perguntar-se se ele tinha alguma coisa para dizer, quase sempre que falou foi um factor de instabilidade e até, de ridiculo. Os vídeos de Cavaco, desde a ordenha à ideia sobre as mulheres, fazem êxito no You Tube. E depois, o que é fundamental, nunca falou daquilo que toda a gente gostava de o ouvir falar, mostrando desprezo pelo eleitorado. Os silêncios de Cavaco, não assumindo nem reconhecendo as suas responsabilidades no clima que permitiu uma promiscuidade entre política e crime económico, são muito caros. Excessivamente caros.

 

Circunstancialmente, as boas razões para não reeleger Cavaco Silva, são também, quase todas elas, boas razões para votar em Manuel Alegre.

 

Joaquim Paulo Nogueira às 15:25 | link do post | comentar

Boa-Nova da Trindade

  

 

Momento curioso da campanha. O cortejo estaca, ordenada e compenetradamente, por breves instantes para que os repórteres de imagem e os fotógrafos recolham as suas imagens. É preciso dar a notícia.

 

 

Joaquim Paulo Nogueira às 13:22 | link do post | comentar

Voto ALEGRE

Fez ontem cinco anos que escrevi o que publico no último parágrafo.

 

Divergi mais do que convergi com a leitura de Manuel Alegre ao longo dos últimos cinco anos. Mas sei bem o que está em causa dentro de dois dias. E dos que estão em disputa temos de escolher um, por isso:

 

Independentemente do que penso desta eleição presidencial, vou cumprir com o meu dever cívico, que, antes de dever, é um direito que me assiste, como cidadão.
Por isso, domingo, naturalmente, voto Manuel Alegre.

Carlos Manuel Castro às 11:39 | link do post | comentar

Razões e sentimentos para votar Manuel Alegre

conheço-lhe  a vida pública que fui apreciando ao longo dos anos; conjuga lealdade e independência o que é tarefa difícil e que tem sido para manuel alegre tarefa de uma vida _____ é exemplar no cumprimento de um serviço público ao qual se dedicou desde jovem; persegue sem cedências o ideal de uma sociedade na qual os rendimentos serão  repartidos com justiça _____ tem uma noção de pátria, o que é muito importante em tempos de globalização porque respeitador das diferenças regionais dentro de unidades há muito construídas ou em construção: portugal,  europa, mundo lusófono _______ é homem de palavra e por isso assumiu um contrato presidencial e um compromisso para com sindicalistas; tem uma mentalidade aberta às mudanças e às diferenças; é um senhor, e com isto quero dizer que é alguém que percorreu muito caminho fez obra política e literária ______  deu provas em vários domínios _____ é senior, o que me descansa por considerar ser a idade uma protecção contra hipotéticas tentações de enriquecimento ou de protagonismo ____ ao contrário de algumas pessoas que criticam a maioridade dos candidatos, este aspecto conjugado com uma vida vivida e que se conhece publicamente é um plus na personalidade de manuel alegre ____ tem boa voz e boa dicção, fundamentais num presidente da república cuja missão consiste em grande medida no uso certo da palavra certa no momento sentido como certo; é capaz  de dizer não! _____ apontou a causa da decadência deste povo peninsular: o sistema financeiro mundial _______  é um homem político _____ o que quer dizer que tem garras para - em portugal e na europa - contribuir para meter na ordem o sistema financeiro mal-comportado

 

manuel alegre é homem de palavra e é um homem de  palavras ___ escreveu livros de prosa e de poesia: praça da canção, o canto e as armas, um barco para ítaca, coisa amar coisas do mar _______ lindo título ______ novas do achamento, atlântico, babilónia, chegar aqui, senhora das tempestades _____ sete sonetos e um quarto, escrito no mar_______ nambuangongo meu amor ____ livro do português errante, doze naus, cão como nós; a obra de manuel alegre está incluída em antologias de poesia e conto em diversas línguas nomeadamente em francês inglês italiano alemão espanhol holandês romeno  búlgaro russo persa

Vera Santana às 10:50 | link do post | comentar

A capacidade de incentivo

e mobilização de um Presidente da República é, a par da defesa intransigente da letra e do espírito da Constituição, uma das qualidades mais importantes a reter numa escolha eleitoral. Ouvindo ontem à noite Manuel Alegre no Coliseu, ficamos com as certezas reforçadas em relação à convicção de que será neste momento de crise o presidente que precisamos, porque é ele, por comparação com todos os outros o único capaz de elevar o espírito e mobilizar como foi capaz de fazer levantar das cadeiras quem esteve naquela sala. Passou por lá uma forte corrente de ânimo na qualidade e na grande força das suas palavras. Não é o espírito assustador e medroso de Cavaco que vai conseguir mover quem quer que seja, ao contrário, dará porventura com tanto derrotismo vontade de emigrar.

 

Considerando os Presidentes da República pelo seu desempenho Jorge Sampaio foi um dos melhores presidentes que tivemos, mas Alegre vai destacar-se pela sua capacidade de incitamento para acção, conjuntamente com a firmeza das convicções que tem, do que vai defender em Belém. Infelizmente, as televisões amplificam o folclore à volta das campanhas, mas cumpririam melhor o serviço público a que deveriam estar obrigadas, se nos dessem uma melhor ideia do que cada um deles diz e defende. Pena que os portugueses não tivessem podido ouvir a força daquele incentivo, porque nós saímos de lá com a convicção de que somos capazes. É esta capacidade que valoriza e se espera de um leader.

 

Publicado também em: ARROIOS

 

João Grazina às 09:28 | link do post | comentar

A ideia dos juros não vale um cavaco

 Vídeo amador não editado.

A segunda volta começa a vinte e três.

Luis Novaes Tito às 02:24 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.01.11

Mensagem de militante.

 

Nathalie de Oliveira,

Autarca em Metz,

Coordenadora da Secção do PS português em Metz.

Natali Oliveira às 23:09 | link do post | comentar

Se queres conhecer o teu futuro Presidente...

 

...põe-lhe um cravo na mão.

 

Ao olhar para as fotografias que tinha na máquina fotográfica fiquei espantado com aquilo que esta revelava. Ficam tão bem os dois quando estão juntos, Manuel Alegre e o cravo vermelho. Quase que se diria que o cravo era um foco, a iluminar a face do poeta, quase se diria que o modo muito particular como este o empunhava, faziam do cravo uma bandeira.  

E depois lembrei-me das palavras avisadas de um manifestante para uma jornalista, recordando em Cavaco um homem tão agarrado aos símbolos e às palavras do passado e que não tinha usado cravo no 25 de Abril.

 

Deveria ficar para o futuro, o teste do cravo vermelho.

 

 

Nota: Não são cravos, são rosas, como lembrou alguém mais atento. Rosas Vermelhas, tal como no poema. Ìa corrigir, mas depois olhei de novo e percebi que o importante é a forma como a flor ilumina o rosto do poeta, como este segura uma flor como se fosse uma bandeira.

Joaquim Paulo Nogueira às 21:16 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Almoço ALEGRO na Trindade alegre

Alegros na Trindade

 

Alguns "Alegros" no almoço da alegria na Trindade - Lisboa.

Luis Novaes Tito às 20:32 | link do post | comentar

Manuel Alegre, Ouvir e Participar para Acreditar!

Hoje, num almoço quente e concorrido na Cervejaria Trindade, Manuel Alegre fez um discurso aberto e claro, veemente e preciso, sobre as prioridades do país. Sem cair na tentação de perder demasiado tempo com os adversários, Manuel Alegre afirmou-se como o garante da Democracia, o defensor do Estado Social, da Educação Pública, da Segurança Social, o promotor dos interesses nacionais contra a desertificação e os interesses especulativos, cegos e anónimos dos mercados, o portador de uma ideologia de liberdade e resistência em nome do interesse colectivo dos portugueses e o companheiro de viagem dos cidadãos na sua luta e no seu empenho por uma sociedade melhor. Afirmando a necessidade de continuar a trabalhar sem cedências num projecto comum para uma Europa Democrática, Social e Plural, Manuel Alegre falou da cultura e da educação como fontes de reconstrução de uma identidade que precisa de consolidar raízes para enfrentar o futuro. Ouvir Manuel Alegre é recuperar a Vontade de Acreditar. Hoje, às 21horas, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, Manuel Alegre estará com todos os que quiserem investir, com a razão e o coração, na não desistência de um sonho: um Portugal melhor para todos, um Portugal que não ajoelha e se levanta, digno e convicto, na defesa do interesse da Democracia e dos Cidadãos.

(Também publicado no A Nossa Candeia)

Ana Paula Fitas às 20:07 | link do post | comentar

Descida do Chiado Alegre - 2011.01.20

 

 

Imagens não editadas gravadas com uma máquina fotográfica.

As televisões não passam, mas esta é a realidade. No dia 23 podemos obrigar Cavaco a ir à segunda volta.

 

Depende também de si que pensa que não vale a pena votar porque tudo está resolvido.

Luis Novaes Tito às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

"Alegre levado em ombros em Lisboa"

 

 

 

Paula Cabeçadas às 19:18 | link do post | comentar

"Queremos a economia ao serviço das pessoas e não as pessoas perfiladas de medo"

Queremos a economia ao serviço das pessoas e não as pessoas perfiladas de medo

 

“Demos a volta ao país e fizemos uma campanha de esperança, de confiança e de alegria, muito intensa” afirmou Manuel Alegre no almoço da Trindade. “Não estamos aqui perfilados de medo”, afirmou, parafraseando Alexandre O’Neil. “E o medo está a ser um instrumento político desta campanha”, denunciou, “o principal activo de Cavaco Silva, o medo que ele próprio inculca nos portugueses: medo que ele inflama ao qualificar a nossa situação de explosiva, medo do desemprego, medo do endividamento externo, medo de todas as leis que vão no sentido da tolerância, da modernidade, das liberdades e do respeito pela diferença” recordou, arrancando uma enorme sala da palmas. Medo, finalmente, “de uma crise política grave, estou a citá-lo, que ele próprio anunciou que iria provocar dissolvendo a Assembleia da República e abrindo as portas aos dois partidos que o apoiam”.
Paula Cabeçadas às 18:25 | link do post | comentar

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