Quarta-feira, 19.01.11

Para um novo contrato social

Imagino algumas pessoas a darem uma rápida vista de olhos ao (Contrato Presidencial),  a lerem «Manuel Alegre [...] defende a igualdade entre homens e mulheres porque considera “a igualdade de homens e mulheres uma prioridade da organização social”» e a pensarem: “pronto, lá vêm eles/as com a questão das quotas”.

 

 

 

 

 

Minhas amigas e meus amigos, tenho a dizer-vos que, tal como o interpreto, o Contrato Presidencial de Manuel Alegre é muito mais do que isso, é a garantia do interesse por um projecto – que caberá à sociedade construir – dentro do qual têm lugar todos os homens e todas as mulheres, tem lugar a escolha individual dos caminhos a seguir e onde não entram os velhos preconceitos sobre os papéis sociais fixos e rígidos que cada indivíduo, pelo facto de ter nascido homem ou mulher, é obrigado a “representar”- tantas vezes com sorridos amarelos e rigidez facial e postural - na Escola, na Família, no Trabalho ou na Política.

 

É muito mais do que uma questão de quotas porque encarar a igualdade como “uma prioridade da organização social” tem subjacente a noção de justiça nas relações sociais de uma sociedade. Justiça no que diz respeito às relações de cooperação entre sexos, no sentido de dar oportunidade aos homens de se dedicarem aos filhos e às mulheres de terem carreiras laborais e políticas - ou vice-versa - umas e outras de acordo com escolhas pessoais (a solo, a dois). Justiça no que diz respeito às relações de poder dentro das organizações – escolas, empresas, órgãos políticos, partidos - no sentido de dar oportunidade, a uns e a outras, de contribuírem para o desenvolvimento das organizações, de exercerem o poder em pé de igualdade, com retribuições justas – rendimentos ou reconhecimento.

 

Dir-me-ão algumas pessoas que a sociedade portuguesa é, hoje, uma sociedade aberta, que permite às mulheres e aos homens decidirem sobre os caminhos a seguir e segui-los. Responderei que alguns patamares foram já alcançados, nomeadamente o da Educação, onde raparigas e rapazes estão em pé de igualdade. Dir-me-ão que “os homens não podem gozar da licença parental, porque os seus empregados são muito exigentes” ou que “as mulheres não querem ter poder nas organizações ou não podem porque estão muito ligadas aos filhos”. Responderei serem estas meias verdades. Meias verdades porque, por um lado, a organização social não permite uma total igualdade de acesso e, por outro, muitas mentalidades estão agarradas a velhas ideias. Se há caminho feito, há ainda muito caminho por percorrer.

 

Trata-se, por conseguinte, e na minha leitura, de evidenciar no Contrato Presidencial, a necessidade de reconfigurar a organização social de um modo justo para os indivíduos – todos os indivíduos - e criativo e produtivo para a sociedade,  construindo laços entre homens e mulheres passíveis, conjuntamente com outros laços – os da solidariedade inter-geracional - de fundamentar um novo contrato social mais capaz de enfrentar momentos críticos sem subalternizar os mais fracos e com vista a uma mais sólida coesão social.

 

É afinal um Contrato Presidencial que dá uma particular atenção à concretização e ao aprofundamento da Constituição, nomeadamente no capítulo da Igualdade sem esquecer a Solidariedade:

 

"Candidato-me por um novo contrato social que implique a solidariedade entre gerações e a indeclinável obrigação de assumirmos colectivamente as nossas responsabilidades perante os pensionistas e os idosos pobres. Solidariedade e vigilância, também, perante os direitos das pessoas portadoras de deficiência, contra todas as barreiras e discriminações que, apesar dos esforços, a sociedade ainda lhes impõe. Ninguém deve ficar de fora ou ser posto à margem numa Pátria que é de todos e para todos."

Vera Santana às 21:20 | link do post | comentar

E eu que nunca geri o orçamento da minha família, dr. Cavaco!...

 

Ou da insuportável concepção que este ser tem das mulheres, como se todas fôssemos ainda membros da Obra das Mães!

 

«As mulheres portuguesas que gerem os orçamentos das famílias são as mais bem preparadas para identificar onde está o rumo certo, aqueles que as podem ajudar para melhorar o bem-estar dos seus maridos e dos seus filhos.»

 

Mas ouvido é outra coisa (minuto 1:10):

 

P.S. - Vítor Sousa deixou a seguinte frase como comentário a este post: «As mulheres que desempenham um papel fundamental, um pilar na família, na protecção das crianças e fazem milagres com o orçamento limitado da casa» - António de Oliveira Salazar

Joana Lopes às 16:18 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Segunda-feira, 17.01.11

Manuel Alegre - igualdade como prioridade

 

Igualdade e

«Nós progressistas defendemos a igualdade entre mulheres e homens, uma igualdade verdadeira que permita a todos e todas fazer as suas escolhas individuais sem terem que ter um rótulo que diz mulher - mãe, dona de casa, cuidadora e outro rótulo que diz homem - o sustento da família, o que ganha mais, o que não precisa de cuidar.

 

Nós progressistas defendemos que cada pessoa tem que ter garantidos os seus direitos constitucionais sem que a sua orientação sexual seja uma limitação.

 

Nós progressistas defendemos que as pessoas têm direito a decidir individualmente sobre as suas vidas.

 

E é na senda destes direitos e duma visão de sociedade moderna, de progresso e de justiça social que muitos/as de nós apoiam o candidato Manuel Alegre porque ele é a garantia duma sociedade de progresso.

 

Um grupo de cidadãos/ãs defensores/as da igualdade lançaram um manifesto de apoio a Manuel Alegre enquanto garante destes princípios fundamentais. igualdade.manuelalegre@gmail.com

 

Apoiamos Manuel Alegre também porque se candidata "pela igual liberdade de homens e mulheres” e porque considera “a igualdade de homens e mulheres uma prioridade da organização social" (Contrato Presidencial).

 

Manuel Alegre não se conforma com a persistência da atribuição de “destinos impostos" às pessoas apenas em função do sexo com que nasceram. E não só porque o direito à liberdade individual é violado, mas porque a velha lógica das esferas separadas ou mais próprias – a pública para os homens e a privada para as mulheres – tem mantido e reproduzido as assimetrias conhecidas na situação das mulheres e dos homens.».

Vera Santana às 12:14 | link do post | comentar
Domingo, 16.01.11

O Povo e Manuel Alegre

 

 

Cavaco diz que veio do povo. Veio e fez tudo o que estava ao seu alcance para o esquecer . . .

Alegre gosta do Povo e o Povo gosta de Alegre:

Hoje, em Matosinhos, junto das mulheres que vendem peixe. Amanhã, com os Portugueses, na Presidência da República.

Vera Santana às 21:20 | link do post | comentar
Terça-feira, 11.01.11

Em defesa da igualdade - com Manuel Alegre Câmara de Comuns

http://camaradecomuns.blogs.sapo.pt/1876589.html

 

 

O Câmara de Comuns publicou hoje o Manifesto "Manuel Alegre - em defesa da Igualdade" pela mão da deputada do PS Catarina Marcelino.

 

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Vera Santana às 15:31 | link do post | comentar
Quarta-feira, 05.01.11

Este não tem de ser o meu país 1.

 

 

Diz o candidato Cavaco: "[...] Figuras de mulheres que fazem milagres . . . ".

E nós, mulheres, dizemos-lhe: " Não queremos ser obrigadas a fazer milagres caseiros!"; "Não queremos ser figuras!"

Vera Santana às 20:41 | link do post | comentar | ver comentários (18)

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Imagem: Rui Perdigão