Sexta-feira, 21.01.11

Manuel Alegre

Manuel Alegre

Cá estaremos!

...

(Gui Castro Felga)

Joana Lopes às 21:25 | link do post | comentar

Alegro

Manuel Alegre

 

Se vocês quiserem, este blog continuará por mais três semanas.

 

No boletim de voto seleccionem Manuel Alegre.

Nem os juros subirão, nem nós cobraremos a vossa vista.

 

E seremos todos muito mais felizes.

Luis Novaes Tito às 20:00 | link do post | comentar

Se Cavaco ganhasse à primeira volta, as taxas de juro iriam continuar a subir

 

 

O mercado da divída soberana já fez as contas em relação às próximas presidenciais: se Portugal não der sinais profundos de mudança, a divída pública continuará a disparar. Os analistas das principais agências de rating baseiam-se no facto de que, para os investidores estrangeiros,  Cavaco está totalmente identificado com o quadro recessivo dos últimos anos.

 

No dia 23 temos por isso a oportunidade de, pela primeira vez, não reeleger um candidato que seja um presidente em exercício. Porque é que isso é importante? A principal razão é a de que Cavaco e Silva foi um péssimo Presidente da República. Há que reconhecer que, em certa medida, o silêncio parece adequar-se à pose de Estado. Mas uma certa contenção discursiva não basta. Seria muito fácil fabricar um estadista se apenas precisássemos de pedir-lhe que se calasse. É preciso também saber usar a palavra para intervir, saber romper o silêncio. Ora Cavaco Silva, que usou e abusou do silêncio, ao ponto de muita gente começar a perguntar-se se ele tinha alguma coisa para dizer, quase sempre que falou foi um factor de instabilidade e até, de ridiculo. Os vídeos de Cavaco, desde a ordenha à ideia sobre as mulheres, fazem êxito no You Tube. E depois, o que é fundamental, nunca falou daquilo que toda a gente gostava de o ouvir falar, mostrando desprezo pelo eleitorado. Os silêncios de Cavaco, não assumindo nem reconhecendo as suas responsabilidades no clima que permitiu uma promiscuidade entre política e crime económico, são muito caros. Excessivamente caros.

 

Circunstancialmente, as boas razões para não reeleger Cavaco Silva, são também, quase todas elas, boas razões para votar em Manuel Alegre.

 

Joaquim Paulo Nogueira às 15:25 | link do post | comentar

A ideia dos juros não vale um cavaco

 Vídeo amador não editado.

A segunda volta começa a vinte e três.

Luis Novaes Tito às 02:24 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.01.11

Se queres conhecer o teu futuro Presidente...

 

...põe-lhe um cravo na mão.

 

Ao olhar para as fotografias que tinha na máquina fotográfica fiquei espantado com aquilo que esta revelava. Ficam tão bem os dois quando estão juntos, Manuel Alegre e o cravo vermelho. Quase que se diria que o cravo era um foco, a iluminar a face do poeta, quase se diria que o modo muito particular como este o empunhava, faziam do cravo uma bandeira.  

E depois lembrei-me das palavras avisadas de um manifestante para uma jornalista, recordando em Cavaco um homem tão agarrado aos símbolos e às palavras do passado e que não tinha usado cravo no 25 de Abril.

 

Deveria ficar para o futuro, o teste do cravo vermelho.

 

 

Nota: Não são cravos, são rosas, como lembrou alguém mais atento. Rosas Vermelhas, tal como no poema. Ìa corrigir, mas depois olhei de novo e percebi que o importante é a forma como a flor ilumina o rosto do poeta, como este segura uma flor como se fosse uma bandeira.

Joaquim Paulo Nogueira às 21:16 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Descida do Chiado Alegre - 2011.01.20

 

 

Imagens não editadas gravadas com uma máquina fotográfica.

As televisões não passam, mas esta é a realidade. No dia 23 podemos obrigar Cavaco a ir à segunda volta.

 

Depende também de si que pensa que não vale a pena votar porque tudo está resolvido.

Luis Novaes Tito às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)

A caminho da 2ª volta

Alegra-te

Alegro às 01:58 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.01.11

Estabilidade, aquela morta morte dos cemitérios!

As mais recentes declarações de Correia de Campos ( independentemente do ressentimento que possam traduzir) ajudam a perceber exactamente o que está em causa nestas eleições: a estabilidade em que temos vivido até agora com os conceitos de cooperação estratégica (com o GPS um pouco danificado, como sugere o boneco de Luís Afonso) ou a instabilidade que resulta de tomarmos nas mãos a expressão do nosso destino. Eu creio que elaboramos muito acriticamente a ideia de estabilidade. Quando uma situação é negativa, estabilizá-la é prolongar os efeitos negativos da mesma.

 

Nunca me esqueço de uma vez, em Madrid, ter ido, com um dramaturgo amigo,  visitar José Monleón, grande amigo de Portugal, do teatro Português e essenciamente uma grande referência do mundo do teatro iberoamericano. Já estávamos de saída, o meu amigo pergunta-lhe:

- E então,a saúde? Tem estado estável?

Ao que ele, com aquele largo sorriso que o caracteriza, responde:

- A estabilidade é a morte. É a instabilidade que me permite manter vivo.

 

Desde essa lição de vida que valorizo muito mais aquelas experiências e aprendizagens que nos ensinam a lidar com a instabilidade, do que aquelas que, por um conceito errático de estabilidade pretendem perpetuar situações como as que nos trouxeram até ao lugar onde nos encontramos. Os cemitérios não estão só cheios de homens indispensáveis, como escreveu Brecht. Também de tédio e estabilidade. A estabilidade de Cavaco e Silva - e parece também a de Correia de Campos -  é a manutenção da situação, é no plano visível e explícito a política activa dos silêncios, dos não posso dizer, dos não tenho nada a comentar sobre, do não é a ocasião propícia para, do neste momento não é apropriado. Conjugado, no plano invísivel e subterrâneo, com a articulação nunca esclarecida com interesses lesivos à comunidade. É a estabilidade dos cemitérios (e dos covis).

 

Num mar agitado e de grandes vagas como é a tempestade onde estamos metidos, a estabilidade é uma mentira de quem não consegue arregimentar no sonho, na utopia, a coragem necessária. Nada mais desestabilizador do que a falácia política, o não falar o que se sente (ou deixar colonizar a voz pelo que se ressente).

 

Só a verdade nua e crua une verdadeiramente. E neste equilibrio institucional do nosso sistema constitucional, o Presidente da República, porque é aquele que é eleito por uma comunidade que sabe exactamente em que está a delegar a sua representação, deve ser capaz também de ser a voz da inquietação, do apelo, da convocatória, da esperança.

Joaquim Paulo Nogueira às 00:41 | link do post | comentar
Terça-feira, 18.01.11

Sim, eu sei...

Assinatura MASim, eu sei que para mim é fácil. Conheço bem Alegre, acompanhei o seu percurso em defesa da liberdade e da democracia, estive ao lado de Manuel Tito de Morais nas muitas vezes que, com Alegre, foi preciso sair à rua e fui camarada de Alegre desde que ele ingressou no Partido Socialista para que, com Mário Soares, Salgado Zenha e muitos outros se contribuisse para que hoje fosse possível estar aqui a escrever e a ler.

 

Por isso para mim, como dizia no início desta curta missiva, votar em Manuel Alegre é tão normal como respirar, mas percebo que para outros não seja tarefa tão fácil.

 

Quando as pessoas estão na política como Manuel Alegre sempre esteve, com frontalidade, com determinação, com coragem e na defesa do interesse comum, criam-se engulhos pessoais difíceis de ultrapassar. Sei-o porque também já estive nessas condições embora, na hora da verdade, nunca tenha hesitado entre o particular e o interesse comum.

 

Sim, eu sei que para mim não se trata de um mal menor, porque considero um bem maior ter Alegre na Presidência de Portugal. Gosto dele, gosto do seu gosto pela liberdade, pela justiça e pela solidariedade. Gosto da sua coragem e da sua valentia. Gosto da sua capacidade de resistência e gosto da sensibilidade e do patriotismo que transpiram dos seus escritos.

 

Mas, se não gostasse de Alegre pelo que gosto, pelo menos gostaria de saber que quem representará este País nos próximos anos é alguém que abrirá as janelas do Palácio de Belém para que se dissipe o bolor. Alguém que não tenha da família a ideia de protectorado e que não considere, em caso algum, a pessoa com que vive sua dependente. Parecendo isto um pormenor não o é porque revela o bafio e projecta-o à Nação, uma vez querendo que os cidadãos sejam seus filhos carentes de caridade, bons alunos, comportados e obedientes, outras, súbditos sem direito à prestação de contas.

 

Mesmo sabendo que o que para mim é fácil possa não ser para outros, proponho a esses outros que olhem para os pratos da balança, escolham e não dêem oportunidade àqueles que sempre a aproveitam para poderem escolher em nome de todos o seu próprio mal menor.

Luis Novaes Tito às 16:50 | link do post | comentar

Para quem ainda está indeciso

 

Retirado do "O blog ou a vida" e dedicado a quem não quer mais Cavaco em Belém mas também não quer votar em Alegre, esperando que vote em Alegre à segunda volta.

Ricardo Sequeiros Coelho às 10:50 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.01.11

Vamos à 2ª volta!

As sondagens são, como se sabe, enganosas. Aliás, elas são importantes sobretudo porque – mesmo que sejam tendenciosas e manipuladas como muitas vezes acontece – conseguem induzir a convicção de uma vitória ou de uma inevitável derrota entre as hostes de cada candidatura e do eleitorado. Não está escrito nas estrelas, nem mesmo se pode deduzir da análise desta campanha, que Cavaco Silva ganhe já no dia 23. As flutuações de votos entre diferentes bases eleitorais serão, sem dúvida, significativas. Mas era bom que os candidatos da esquerda (mais Nobre) conseguissem fixar os seus potenciais eleitores. O resultado é sempre fruto da conjugação entre sensibilidades contrárias, sendo certo que algumas delas podem anular-se mutuamente no acto eleitoral e fazer aumentar a abstenção para níveis inesperados. Mas, por outro lado, a capacidade de mover confluências e de criar laços entre forças politicas contrárias pode fazer potenciar a votação no candidato aglutinador da esquerda.

 

Em todo o caso, é previsível nesta eleição que, primeiro: haja forte abstenção à direita e à esquerda; segundo: Cavaco tire obviamente a vantagem do poder e de uma imagem sorumbática que (infelizmente) muitos portugueses confundem com "autoridade" ou "seriedade"; terceiro: que Alegre beneficie dos apoios de dois partidos que se digladiam no Parlamento e na política, mas cujas bases eleitorais se revêem nos valores e políticas da esquerda (em especial a defesa do Estado social). O facto de Manuel Alegre estar agora no centro de um leque tão divergente de protagonistas – aliás, agravado com a exposição mediática dos líderes do BE e do PS nos últimos dias da campanha – pode ser interpretado pelo eleitorado como a prova de que Alegre é de facto potenciador de consensos. E isso estimular os votantes anti-Cavaco.

 

Estou convencido de que a possibilidade de uma segunda volta está em aberto. Tudo depende de como se comportarem os candidatos nesta recta final. É visível que Cavaco está nervoso e que começa a fazer disparates mais frequentemente. Num dia aparece em sintonia com o Governo, no dia seguinte dramatiza com a gravidade da crise. Num momento veste a pele de Presidente, logo a seguir a de líder da direita; num dia defende os pobres no outro aplaude os sacrossantos mercados. A forma como a austeridade for conotada mais com Cavaco ou mais com o Governo pode atingir negativamente um ou outro. Porém, se todos aqueles que não querem mais Cavaco na presidência e também não se identifiquem com Alegre forem votar no dia 23, em qualquer um dos candidatos alternativos, teremos certamente uma segunda volta. São esses que farão a diferença, pois o grande combate é agora contra a abstenção à esquerda.

 

E todos os argumentos são importantes para mobilizar os nossos amigos para votar nestas presidenciais.

Elísio Estanque às 14:49 | link do post | comentar

Cães como tu

Rui PerdigãoDe hoje a oito dias estaremos aqui a escrever os nossos últimos post desta primeira volta.

 

Em princípio, deverão ser textos em que diremos das nossas razões para votar Alegre e apelaremos (cada um de nós) ao voto alegre.

 

Depois, a vinte e três à noite, voltaremos cá para festejar e anunciar que o Blog vai estar aberto mais uns dias, os dias suficientes para que Manuel Alegre ganhe as presidenciais.

 

Imagem de Rui Perdigão

(autor do Alegro, logotipo deste blog)

Luis Novaes Tito às 10:35 | link do post | comentar

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