Segunda-feira, 24.01.11

Les convictions ne sont JAMAIS tristes.

Mes chers amis Alegrissimi,

 

 

"En démocratie, perdre n'est aucunement une honte. La honte est de fuir un combat et de ne pas savoir pour quelles raisons on se bat."

Cette phrase extraite du discours de notre candidat, après l'annonce officiel des résultats, ne laisse planer aucun doute sur l'envergure de sa dignité d'homme engagé.

 

Cette défaite, il dit vouloir l'assumer, seul, parce qu'elle n'est pas la nôtre. Je pense, néanmoins que cette défaite est aussi la nôtre.

Certaines données doivent évidemment trouver leur place dans l'analyse politique et je me réjouis d'apprendre que le vote des Portugais de l'étranger indiquait plus clairement et plus franchement le chemin d'un second tour (sur 8 pays au moins des 14 en cause en Europe).

 

Ici, à l'extérieur, nous avons fait avec quelques miettes mais avec une détermination militante sans faille. Nous étions là, nous sommes là et nous serons encore là. Pour Manuel Alegre et pour le Portugal !

 

La participation demeure ridicule et il s'agit de réfléchir encore afin de faciliter une meilleure participation dont on parle depuis plus de 30 ans, par ailleurs. Certains s'en trouvent scandalisés mais, nous savons tous la complexité de faire vivre notre démocratie, de la rendre meilleure. Personnellement, je me suis souvent posée la question de la considération du Portugal pour ce tiers de population partie, immigrée ou portugaise édulcorée que le pays d'origine comme d'accueil connaît peu ou prou? Et parfois dans une réciprocité honnête. Ce lien si étrange, voire insondable avec la nation ? Nous ne sommes peut-être pas si éloignés de quelques éléments de réponses nouveaux et utiles pour l'avenir.

 

Contre les canons, marchons (Obrigada Luis) ! Ceux de cette dictature sans merci, puissante et sournoise,  qui scande "marche ou crève", devant lesquels les hommes sont soumis, celle des marchés financiers, des antichambres de notations obscures et de l'argent pour guide absolu.

 

La justice sociale n'est pas un slogan facile mais un objectif aussi ambitieux que possible. Manuel Alegre a raison.  

 

Sur ce blog, j'ai déjà dit que nos démocraties manquaient de voix comme celles de Manuel Alegre. Cette voix qui n'aurait jamais fait un discours tel que celui du Président réélu, loin loin loin d'être apaisé en opposant les infâmes aux justes, comme si le temps des croisades sonnait le glas à nouveau.

 

Les inquiétudes sur la stabilité politique que les Portugais désirent, avant toute chose, -ce qu'ils disent lorsqu'ils défendent leur vote pour Cavaco Silva- pourrait bien donner des ailes à son contraire. Seulement le peuple a parlé et nous respectons sa parole.  

 

Mes excuses les plus plates mais ma langue de Camões était en mode tristesse et celle de Molière a empiété sur cette tristesse aussi comprehensible que digne, pour dire haut et fort que nos convictions JAMAIS JAMAIS JAMAIS ne sont tristes !

 

Enchantée d'avoir fait votre connaissance !

Bien à vous,

Nathalie de Oliveira

 

Natali Oliveira às 19:34 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Sexta-feira, 21.01.11

Quando a Esquerda acerta o passo

 

 

"Ninguém, no seu perfeito juízo, acredita que Alegre representará um partido em Belém. Mas todos sabem que que representará um olhar sobre o papel do Estado na sociedade. Com o extremismo ideológico e económico que tomou conta da direita portuguesa a caminho do poder, é tudo o que pode restar para moderar o que aí vem." - Daniel Oliveira

 

 

Todos os dias nos perguntamos: o que é ser de esquerda? Seja qual for a resposta,  acabamos por reconhecer que ela começa por ser um ponto de partida, não de chegada. Há qualquer coisa que une os povos de esquerda, por mais ressentimentos que a luta pelo poder político tenha criado ao longo destes trinta e seis anos de democracia: o não aceitarmos, como construção social comum, como ideia de sociedade, uma comunidade onde seja natural a situação da exploração das pessoas por outras pessoas.

 

A partir daí desenrolam-se todos os programas que nos fazem criar um espaço de divergência fenomenal, tribos plurais. Divergimos no modo, na medida e na porporcionalidade com que estabelecemos essa rota para uma viagem rumo a uma sociedade que não compactue com uma vivência social onde uns possam explorar o seu semelhante.  Mas aquele ponto de partida, todo um programa, reacende-se quando nos deparamos com uma situação que nos obrigue a reconhecer o acessório do fundamental.

 

Por isso é tão decisivo que à esquerda se criem as condições para uma 2ª Volta das Eleições Presidenciais. O que aí vem, como diz o Daniel, é mesmo muito mau. E não precisamos de ter visto o Inside Jobs para o compovar. É uma ocasião chave para tornar uma crise numa oportunidade. Saber optar por um Estado Social que em vez de esgotar os seus maiores recursos em interesses privados e particulares daqueles que ideologicamente o combatem, e que se dedicam a aumentar as hordas de excluídos, se entrega, de alma e coração, na tarefa conseguir que a riqueza produzida sirva para reforço da coesão e da solidariedade social.

 

O primeiro passo para isso já dia 23 de Janeiro.

Joaquim Paulo Nogueira às 18:01 | link do post | comentar

Se Cavaco ganhasse à primeira volta, as taxas de juro iriam continuar a subir

 

 

O mercado da divída soberana já fez as contas em relação às próximas presidenciais: se Portugal não der sinais profundos de mudança, a divída pública continuará a disparar. Os analistas das principais agências de rating baseiam-se no facto de que, para os investidores estrangeiros,  Cavaco está totalmente identificado com o quadro recessivo dos últimos anos.

 

No dia 23 temos por isso a oportunidade de, pela primeira vez, não reeleger um candidato que seja um presidente em exercício. Porque é que isso é importante? A principal razão é a de que Cavaco e Silva foi um péssimo Presidente da República. Há que reconhecer que, em certa medida, o silêncio parece adequar-se à pose de Estado. Mas uma certa contenção discursiva não basta. Seria muito fácil fabricar um estadista se apenas precisássemos de pedir-lhe que se calasse. É preciso também saber usar a palavra para intervir, saber romper o silêncio. Ora Cavaco Silva, que usou e abusou do silêncio, ao ponto de muita gente começar a perguntar-se se ele tinha alguma coisa para dizer, quase sempre que falou foi um factor de instabilidade e até, de ridiculo. Os vídeos de Cavaco, desde a ordenha à ideia sobre as mulheres, fazem êxito no You Tube. E depois, o que é fundamental, nunca falou daquilo que toda a gente gostava de o ouvir falar, mostrando desprezo pelo eleitorado. Os silêncios de Cavaco, não assumindo nem reconhecendo as suas responsabilidades no clima que permitiu uma promiscuidade entre política e crime económico, são muito caros. Excessivamente caros.

 

Circunstancialmente, as boas razões para não reeleger Cavaco Silva, são também, quase todas elas, boas razões para votar em Manuel Alegre.

 

Joaquim Paulo Nogueira às 15:25 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.01.11

Mensagem de militante.

 

Nathalie de Oliveira,

Autarca em Metz,

Coordenadora da Secção do PS português em Metz.

Natali Oliveira às 23:09 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.01.11

Eis as razões porque voto convictamente em Manuel Alegre

Abordo a escrita deste texto com um sorriso, pois ao dizer bem do candidato que apoio incondicionalmente e no qual convido cada cidadão a votar, parece-me que vou ter de passar pelo mesmo caminho dialéctico que utilizaram aqueles que defendem outros candidatos.

Acontece porém que considero ter a tarefa simplificada pela evidência dos factos.

 

O meu candidato não é economista, por isso não poderá agir com o excesso de confiança perante os problemas que não faltarão de surgir. Também nunca foi Ministro das Finanças, por isso não se lhe podem apontar erros de gestão. Nunca foi Primeiro Ministro, por isso não tem a responsabilidade de dez anos de um governo aonde foram nascendo algumas das fases preparatórias da fragilidade actual de Portugal. Ainda não foi Presidente da República, por isso não necessita de andar agora a dizer que fez mil coisas, que deu outros tantos conselhos, que é homem de experiência e que por isso vai salvar a Pátria. 

 

É um facto que neste momento de crise mundial, Portugal sendo um país mais fraco, acabou por sofrer mais do que muitos outros, tanto mais que durante tantos anos regados copiosamente com dinheiros da Europa pouco se fez para preparar o futuro. A agricultura, o turismo, a indústria, o ensino, a formação profissional etc. foram evoluindo timidamente, não falando noutros problemas tais como a justiça, os negócios mais ou menos lícitos, a corrupção e tantos mais. Há muitos anos que Portugal vive mal, e as reformas iniciadas pelo actual Governo, embora na sua maioria corajosas e eficazes, têm grande dificuldade em dar frutos.

 

Ao votar em Manuel Alegre, tenho consciência que, sendo ele eleito, não poderá apagar de repente todos os problemas que nos afligem. Mas também sei que o seu passado de lutador contra o fascismo, pela liberdade de todos os portugueses, pela instalação da democracia, de refugiado, de co-autor da nossa Constituição, de Deputado, e de Presidente da Assembleia da República, faz deste Homem de Abril, o único candidato credível.

Detentor de elevado nível cultural, reconhecido em todo o Mundo como Poeta e Homem de Estado, franco e frontal, Manuel Alegre será o Presidente da República que pode garantir a defesa dos nossos valores tanto em Portugal como em qualquer país.

 

In Lusojornal, por Aurélio Pinto (coordenador da Secção de Paris do PS português, Mandatário de Manuel Alegre em França), 19/01/2011

Aurelio Pinto às 14:30 | link do post | comentar

Em nome de Portugal.

 

No próximo dia 23 de janeiro, dia das Eleições presidenciais que vão deixar o nosso país numa grande expectativa, vou percorrer e ignorar os 300 e poucos quilómetros idiotas que me separam do Consulado de Estrasburgo, área consular onde estou recenseada, e também da urna de votos que será entregue à minha Alegre decisão. Sem sombra de uma dúvida, o povo português é destinado a viajar, até para votar no futuro Presidente da República portuguesa!

 

Neste momento, gostava de ser o Prévert para preencher páginas e páginas como somente ele sabia. Enumerava, enumerava e enumerava, passeando no verso de cima para baixo, com tantas palavras ansiosas de conhecer a Liberdade, até acabar por encontrá-la! Prévert disse ter nascido para nomear a Liberdade como Manuel Alegre nasceu para entregá-la a Portugal e ao seu povo.

 

Porém, o seu passado de oponente à ditadura salazarista não é um poema gravado no papel. A vida sacrificada pela Liberdade de todos os portugueses, pela possibilidade de democracia sempre, não é obra dos sonhos. A tortura do exílio que ele tornou poema universal é uma forma de patriotismo reinventado. Autor do Preâmbulo da nossa Constituição, que ainda inspira Portugal como outros países sequestrados no processo de criação de futuro comum, uma prova incontestável do ser Portugal. O compromisso de Deputado e de Vice-Presidente da Assembleia da República, mais uma prova do fazer Portugal. Somente isso evocado, confunde Manuel Alegre com o seu país. Ambos têm que trabalhar para outro Abril. Em nome de Portugal!

 

Um homem ético, já histórico e que deve continuar a fazer a história de Portugal, connosco, Portugueses do dentro como do fora. Porque tem outra visão de Portugal, mais aberta e capaz de resistir a uma nova ditadura: a dos mercados financeiros. Capaz de dar um sentido aos sacrifícios dos Portugueses sem se desviar jamais do caminho e do objetivo primeiro da justiça social. Com ele, o Serviço Nacional de Saúde nunca será um parêntese na vida do cidadão português, a escola pública nunca será um lugar de “guarda”, os demais direitos sociais uma gracinha que tocam alguns sortudos. Para ele, os jovens com esperança de emprego à altura das suas habilitações e aspirações, é um combate sincero. As vidas perdidas para que isso tudo seja uma realidade, hoje ainda por consolidar, um leitmotiv quotidiano.

 

É o Homem que plantou espadas e transformou destinos ao longo da vida, conhecido e reconhecido pelo Mundo inteiro como Poeta, Político, Homem de Estado e Homem de Futuro. Candidata-se por valores massacrados hoje em dia: o poder político democrático confiscado cada vez mais pelo poder económico e pelos grandes interesses. O meu voto pertence ao melhor defensor da democracia e das instituições que servem esta democracia, contra os grandes interesses. Este homem é Manuel Alegre!

 

Manuel Alegre será o Presidente da República que melhor encarna Portugal. Manuel Alegre é Portugal!

 

Para mim e para os que represento, o dia 23 de janeiro vai ser outro dia inesperado, grande, grave, histórico, único, alegre. Espero, um dia Manuel Alegre!

 

 

Nathalie de Oliveira

in Lusojornal du 19 janvier 2011.

Natali Oliveira às 11:44 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

O branco ficou mais vazio

 

O MRPP reconsiderou o seu apelo ao voto em branco, passando agora a apoiar Alegre. Esta mudança poderá significar pouco para a candidatura do poeta, no entanto, deixa aos puramente líricos o espaço do isolamento, o lugar de quem não contribui para a luta de classes em Portugal. Dos que preferem ficar em branco, ao invés de fazerem algo pela alteração radical da cor da tela.

 

Fabian Figueiredo

 

(Daqui)

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Joana Lopes às 18:17 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Appel au vote !

Mes chers compatriotes de France et d'Europe,

 

De-ci, de-là, je vous ai régulièrement interpellé sur l'échéance proche désormais des 22 et 23 janvier. Encore une élection qui ne va pas changer grand chose, diront certains... Encore un Président de la République symbolique mais, pourquoi faire ? S'il se réclame du peuple tout entier, pourquoi élever la voix à gauche ?

 

Si le Président de la République portugaise ne gouverne pas, c'est certainement une chance. En France, certains leaders socialistes rêvent et travaillent à l'avènement du VIème République qui s'inspire du régime politique de la démocratie portugaise. Un Parlement fort. Un gouvernement issu de la légitimité du peuple, avec un Premier ministre pour capitaine. Gageons que la démocratie ne repose pas uniquement sur les épaules d'un seul volontaire, aussi volontaire soit-il. Et je refuse, comme beaucoup d'autres, que notre démocratie tienne en équilibre sur un fil aussi fragile...

 

La campagne pour Manuel Alegre en France n'a pas eu lieu de forme classique, autant pour les militants qui s'animent dans d'autres pays européens. Peu de moyens, peu de logistique. Nous sommes loin du Portugal, toujours trop loin. Nous sommes surtout quelques centaines de militants investis pour un pays dans lesquels nous n'avons même pas vécu plus d'un mois complet dans notre vie. Et la vie a déjà été longue pour certains. Pourtant, cette campagne s'est faite parce qu'il s'agit du candidat Manuel Alegre. Pour Manuel Alegre ! Les raisons de ce soutien son nombreuses : son passé militant exceptionnel, ses combats de résistant, sa détermination à remettre la liberté dans les mains des siens pour un pays juste et solidaire franchissant chaque étape, sans sourciller, depuis plus de 50 ans, avec l'avenir toujours meilleur pour cible, les mots qui ont fait le Préambule de la Constitution, la poésie et la littérature engagées qui sont une évidence comme cette candidature aujourd'hui. Il est ce Victor Hugo du XXème siècle qui grignote allègrement notre XXIème siècle afin de dire, inlassablement, à tous que la démocratie est le bien commun le plus précieux. Protégeons-la et sachons décider quand nous sommes appelés à le faire. Ma génération faite de fragmentés et de fragmentaires n'est pas moins courageuse que les précédentes et les combats politiques ne sont pas moins nombreux ou moins importants. La justice sociale est encore à faire. Ma génération manque surtout de Manuel Alegre au pluriel, de voix comme la sienne.

 

Cet engagement fort pour Manuel Alegre et pour ce pays qui manque toujours là où nous sommes dispersés est une façon de faire l'Europe. Une façon d'inscrire l'idée et le sentiment de saudade dans l'avenir. Celui-là même qu'on explique toujours si mal et qui fait que les Portugais ont toujours su quitter le port sans jamais l'abandonner. Nous sommes tous en train d'écrire quelques phrases de cette histoire portugaise, discrètement mais sûrement. Pour celle de la France aussi, sans équivoque. J'ai grandi avec des Portugais qui n'ont jamais isolé les drapeaux l'un de l'autre. Dans une salle de réunion, dans une salle de fête, sur les places publiques où on se lançait dans les pas joyeux d'un Vira du Minho, dans les voitures, dans les maisons, les drapeaux se sont toujours entrecroisés fièrement. "Nous sommes européens" et il n'est pas question d'abandonner un pays pour l'autre. On ira de port en port, comme les Portugais ont toujours su faire d'ailleurs.  A Metz, de quelques rares inscrits en 2001, nous dépassons la centaine. Tout est possible à condition d'être là !

  

Ce vote, c'est notre strophe à nous. Une strophe du poème portugais national. Manuel Alegre nous a déjà dit et fait de la place, dans ses pages planches mais, aussi dans ce Portugal qu'il souhaite plus juste pour tous.

Ses premiers mots, s'il devient Président de la République, seront aussi pour nous.

 

Alors, aux urnes citoyens ! Au diable les kilomètres qui nous séparent des Consulats ! Ils ne sont rien pour voir Manuel Alegre à Belém.

Mon vote et la liberté que j'y délègue est sienne. Sa voix seule saura donner à ce pays une autre première note d'un destin meilleur.

 

Nathalie de Oliveira 

 

 

Natali Oliveira às 09:10 | link do post | comentar
Quinta-feira, 13.01.11

Não ao voto branco!

A questão está a tornar-se séria. Já aqui se escreveu sobre isto mas nunca é demais e vale a pena fazê-lo até ao limite, porque circula com insistência correio fraudulento quanto à validade do voto branco nestas eleições, até entre gente com capacidade para o saber, e é preciso desmontá-lo. Em 2006 – e talvez essa mensagem não tivesse sido passada - se os votos brancos fossem considerados validamente expressos, Cavaco teria sido obrigado a uma segunda volta, como se pode ver no quadro. Acontece que os brancos não contaram, como não contaram os nulos, e desses votos aproveitou Cavaco que evitou uma segunda volta:

  Votos Brancos e Nulos 2006

 

Que fique bem claro que o eleitor que não quiser votar em nenhum dos candidatos na primeira volta, mas preferir contribuir para uma segunda, não pode votar em branco porque está dessa forma a anular o voto, e não o deve anular porque é o mesmo que abster-se.

 

“Artigo 10º

Critério da eleição

  1. Será eleito o candidato que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos em branco. (…)"

 

E devido à fraude em circulação, a CNE teve necessidade de esclarer agora o seguinte:

- Os votos em branco e os votos nulos não têm influência no apuramento dos

resultados;

- Será sempre eleito, à primeira ou segunda volta, o candidato que tiver mais

de metade dos votos expressos, qualquer que seja o número de votos brancos

ou nulos.

 

 

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João Grazina às 10:28 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Domingo, 09.01.11

Votar, para quê?

Sentido do voto.

No próximo dia 23 de Janeiro, todos os Portugueses, do dentro e do fora, recenseados e com vontade de mais responsabilidade cívica e política devem votar.  Porque é outro momento crucial da história da democracia portuguesa. É outro momento histórico para as Comunidades portuguesas de afirmarem orgulhosa e definitivamente o seu lugar nos processos de decisão do seu país. Um dos seus países.

 

Estas eleições são, obviamente, um momento culminante da vida democrática, por mais que se diga que o voto não resolve nada e se actue em conformidade. O voto exerce uma influência incontestável sobre as elites políticas, pois, porque o voto determina quem podem ou não dar futuro ao seu país. Também como o resultado das eleições afecta directamente todos os cidadãos, ao contrário de outras formas de participação política. E, apesar do alheamento real da prática política das Comunidades, que se traduz em abstenção elevada, este voto é ainda a modalidade de participação política que mobiliza o maior número de cidadãos nas nossas democracias.

 

Isso dito. Votar, Para quê? Para decidirmos. Para sermos novos arquitectas da ligação entre Portugal e nós, com mais de nós. Para inventarmos futuro em comum. Para dizer tudo o que fica ainda para dizer a Portugal sobre nós e o nosso ser português e o nosso ver Portugal. Para inspirá-lo. Tem, desde já, e terá outro sentido e consequência quanto maior e melhor participação nossa. 

 

A democracia portuguesa precisa de nós todos, cá e lá.

É importante reafirmar que a democracia é um processo de decisão como um processo de continuidade transpessoal, irredutível a qualquer vínculo do processo político a determinadas pessoas. Mais, a democracia é um processo dinâmico inerente a uma sociedade aberta e activa, oferecendo aos cidadãos a possibilidade de desenvolvimento máximo e de liberdade de participação crítica no processo político em condições de igualdade, económica, política e social.

Neste sentido, a democracia continua a precisar de todos nós, dos nossos sonhos, das nossas ideias, das nossas iniciativas, da nossa liberdade, da nossa palavra, do nosso sentimento de partilha e fraternidade e, sobretudo, da alegria cívica redescoberta nos desafios e combates do século XXI. Juntos. Eis aqui um convite oficial para coproduzir mais democracia e conquistar os espaços desertos que nos separam. Manuel Alegre sempre disse a sua vontade de realizar tais ambições, junto do seu povo. Com o Manuel Alegre, será possível!

 

Acredito que, no seio das Comunidades, estamos a viver um momento de desperto em termos de participação cívica e política. Nem só porque a estatística apresanta milhares de luso-eleitos activos espalhados pelos quatro continentes mas também porque a primeira geração da emigração tem dado provas de interesse pela matéria pública, em prol "da chose publique". Acredito que esta tendência seja confirmada na eleição do nosso futuro Presidente da República.

 

Votar! Votar! Votar! Com entusiasmo e entrega ao futuro. Para ir mais longe com Portugal. Porque são vocês, fora de Portugal, também quem mais ordenam!

Nathalie de Oliveira.

Natali Oliveira às 22:06 | link do post | comentar

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