Sexta-feira, 28.01.11

Epílogo

Manuel Alegre

 

Durante toda a campanha o nosso candidato disse:

 

"Não se trata de eleger o Manuel Alegre.

 

Todos vós sois candidatos,

todos somos candidatos,

todos os que se reclamam dos valores do 25 de Abril,

todos os que querem a democracia com Estado Social".

 

 

E assim o entenderam a Ana Paula Fitas, o André Freire, o André Moz Caldas, o António Avelãs, o António MS Rodrigues, o Aurélio Pinto, o Carlos Manuel Castro, o Cipriano Justo, o Cláudio Carvalho, o Daniel Martins, o Elísio Estanque, o Fernando Gomes, a Helena Araújo, o Henrique Sousa, o Jacinto Lucas Pires, a Joana Lopes, o João Grazina, o João Miguel Almeida, o João Ricardo Vasconcelos, o Joaquim Paulo Nogueira, o Jorge Nascimento Fernandes, o José Castro Caldas, o José Leitão, o Luís Novaes Tito, o Miguel Cardina, a Nathalie Oliveira, o Nuno David, o Nuno Félix, o Nuno Serra, a Paula Cabeçadas, o Paulo Ferreira, o Paulo Peixoto, o Paulo Querido, o Pedro Cegonho, o Ricardo Alves, o Ricardo Siqueiros Coelho, o Rui Namorado, o Tiago Barbosa Ribeiro, o Ulisses Garrido, a Vera Santana e o Vítor de Sousa, que assumiram esta candidatura como sua e vieram à liça dando forma a uma outra máxima de Manuel Alegre:

 

"A História somos nós que a realizamos"

 

Nesta plataforma de onde saíram escritos feitos do Norte a Sul de Portugal, das Regiões Autónomas, de França e da Alemanha pouco interessou o que nos diferenciava, nada se valorizou o que nos afastava e tudo se concentrou na nossa candidatura em defesa dos valores acima mencionados.

 

 

Manuel Alegre em Belém teria sido a garantia da manutenção desses valores. Com ele dividimos a quota-parte de derrota por não termos atingido o objectivo da candidatura. Com ele dividimos a quota-parte de vitória por uma vez mais termos ido à luta em defesa daquilo que entendemos ser o melhor para Portugal. Agimos independentemente da sede de campanha, recusámos o Eles para sermos o Nós.

 

Esta plataforma, composta pelo Blog e por um Grupo de Discussão dos autores, foi administrada por Joana Lopes, Paulo Ferreira e por mim próprio, Luís Novaes Tito (owner). Teve ainda a colaboração externa de Pedro Pereira e André Coroado que, não tendo sido autores, nunca deixaram de nos apoiar nas redes sociais. Teve a colaboração de Rui Perdigão que criou e nos cedeu gratuitamente a imagem do Alegro e de António Sérgio Pessoa que desenhou e nos cedeu os Morfeu.

 

Teve a ajuda na sua divulgação, para além de muitos outros, do Pedro Correia no Delito de Opinião, do Miguel Abrantes no Câmara Corporativa, da Ariel no Cirandando, da MdSol no Branco no Branco, do Miguel Gomes Coelho no Vermelho Cor de Alface, do Elisário Figueiredo no Tonibler, do Porfírio Silva no Machina Speculatrix, do Tiago Tibúrcio no a Forma Justa, do Paulo Pedroso no Banco Corrido, do Rui Bebiano no a Terceira Noite, da Isabel no das Pequenas Coisas, do André Azevedo Alves no o Insurgente, do Francisco Clamote no Terra dos Espantos, da Isabel Prata no a Aba de Heisenberg, dos Osvaldo e Tiago Sarmento e Castro no a Carta a Garcia, do JL no Luminária e da IO no Amor e Outros Desastres, e de todos os blogs onde escrevem os autores, conforme se pode ver na coluna da direita.

 

Agradecimentos também aos 15.000 visitantes que nos acompanharam e à equipa técnica do SAPO que se manteve atenta (Maria João Nogueira e Pedro Neves).

 

Foi uma acção cívica empolgante. Foi uma honra e um prazer ter estado neste combate ao lado do nosso Manuel Alegre.

Luis Novaes Tito às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 25.01.11

Do medo e outras contas

Francisco SoleCá voltarei para fazer o meu post de despedida deste fantástico espaço que funcionou como base de emissão de opiniões e razões para votar Alegre.

 

Foi uma plataforma onde os autores convidaram outros autores e nunca se questionaram os nomes apresentados. Pouco se discutiram divergências entre autores, não que elas não existissem, mas porque se sabia que o importante consistia em levar Manuel Alegre à segunda volta e o disclaimer do rodapé informava que cada um dos autores é o único responsável pelos seus textos.

 

O objectivo comum era evitar que Cavaco pudesse fazer o rancoroso discurso de vitória, mas como os portugueses entenderam que ele o devia fazer, daqui lhe deixamos um aviso, caso continue apostado no ajuste de contas.

 

Não foram 5 contra 1, Sr. Presidente, foram dois milhões, duzentos e sessenta mil contra dois milhões, duzentos e trinta mil (números redondos).

 

Serão necessários muitos "Campos Pequenos" para nos castigar e toda esta gente não tem medo. Já antes não teve medo, quando combateu outros para que o Sr. candidato pudesse agora ter sido eleito Presidente da República.

Luis Novaes Tito às 19:05 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Sexta-feira, 21.01.11

Alegro

Manuel Alegre

 

Se vocês quiserem, este blog continuará por mais três semanas.

 

No boletim de voto seleccionem Manuel Alegre.

Nem os juros subirão, nem nós cobraremos a vossa vista.

 

E seremos todos muito mais felizes.

Luis Novaes Tito às 20:00 | link do post | comentar

A ideia dos juros não vale um cavaco

 Vídeo amador não editado.

A segunda volta começa a vinte e três.

Luis Novaes Tito às 02:24 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.01.11

Almoço ALEGRO na Trindade alegre

Alegros na Trindade

 

Alguns "Alegros" no almoço da alegria na Trindade - Lisboa.

Luis Novaes Tito às 20:32 | link do post | comentar

Descida do Chiado Alegre - 2011.01.20

 

 

Imagens não editadas gravadas com uma máquina fotográfica.

As televisões não passam, mas esta é a realidade. No dia 23 podemos obrigar Cavaco a ir à segunda volta.

 

Depende também de si que pensa que não vale a pena votar porque tudo está resolvido.

Luis Novaes Tito às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 19.01.11

Uma aspirina para a memória

Não pagamos O candidato Cavaco, arauto da estabilidade, incita à rebelião em plena campanha eleitoral.

 

O Presidente Aníbal Cavaco Silva deveria saber que esta prática é lastimável em campanha eleitoral. Uso a palavra lastimável porque pretendo manter o meu princípio de evitar insultos a um Presidente da República de Portugal.

 

O candidato Cavaco deveria lembrar-se do que andou a fazer quando foi Primeiro-Ministro. Como acredito que a sua memória já não é o que era deixo-lhe este link como se fosse uma aspirina revigorante para o cansaço causado por trepar aos tejadilhos dos automóveis.

 

(...) "Atitudes que só deram mais força aos protestos dos alunos. Em 24 de Novembro de 1993, ficou marcado como o dia mais violento nesta contestação: o Corpo de Intervenção carregou sobre os estudantes que faziam uma manifestação contra as propinas frente ao Parlamento. Os alunos responderam com pedras e a polícia ripostou com nova carga, mais forte.

 

Registaram-se diversos feridos e detenções, mas os estudantes mostraram-se mais unidos do que nunca. As críticas vieram de todos os quadrantes, até da JSD, liderada por Passos Coelho, que mostrou o “cartão vermelho “ a Couto dos Santos e exigiu o apuramento de responsabilidades."

Luis Novaes Tito às 12:23 | link do post | comentar
Terça-feira, 18.01.11

Utopia

Luis Novaes Tito às 20:00 | link do post | comentar

Sim, eu sei...

Assinatura MASim, eu sei que para mim é fácil. Conheço bem Alegre, acompanhei o seu percurso em defesa da liberdade e da democracia, estive ao lado de Manuel Tito de Morais nas muitas vezes que, com Alegre, foi preciso sair à rua e fui camarada de Alegre desde que ele ingressou no Partido Socialista para que, com Mário Soares, Salgado Zenha e muitos outros se contribuisse para que hoje fosse possível estar aqui a escrever e a ler.

 

Por isso para mim, como dizia no início desta curta missiva, votar em Manuel Alegre é tão normal como respirar, mas percebo que para outros não seja tarefa tão fácil.

 

Quando as pessoas estão na política como Manuel Alegre sempre esteve, com frontalidade, com determinação, com coragem e na defesa do interesse comum, criam-se engulhos pessoais difíceis de ultrapassar. Sei-o porque também já estive nessas condições embora, na hora da verdade, nunca tenha hesitado entre o particular e o interesse comum.

 

Sim, eu sei que para mim não se trata de um mal menor, porque considero um bem maior ter Alegre na Presidência de Portugal. Gosto dele, gosto do seu gosto pela liberdade, pela justiça e pela solidariedade. Gosto da sua coragem e da sua valentia. Gosto da sua capacidade de resistência e gosto da sensibilidade e do patriotismo que transpiram dos seus escritos.

 

Mas, se não gostasse de Alegre pelo que gosto, pelo menos gostaria de saber que quem representará este País nos próximos anos é alguém que abrirá as janelas do Palácio de Belém para que se dissipe o bolor. Alguém que não tenha da família a ideia de protectorado e que não considere, em caso algum, a pessoa com que vive sua dependente. Parecendo isto um pormenor não o é porque revela o bafio e projecta-o à Nação, uma vez querendo que os cidadãos sejam seus filhos carentes de caridade, bons alunos, comportados e obedientes, outras, súbditos sem direito à prestação de contas.

 

Mesmo sabendo que o que para mim é fácil possa não ser para outros, proponho a esses outros que olhem para os pratos da balança, escolham e não dêem oportunidade àqueles que sempre a aproveitam para poderem escolher em nome de todos o seu próprio mal menor.

Luis Novaes Tito às 16:50 | link do post | comentar

Allegro

Friedrich Gulda playing and conducting mozart piano concerto n°20 in d minor, K.466, first movement (allegro), with munich philharmonic orchestra.

Recorded in Gasteig philharmonic hall in munich, in 1986, during the "munich piano summer" festival.

Luis Novaes Tito às 01:53 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

a Ler

Maçã

A voz do emigrante na campanha alegre

 

Helena Araújo no seu melhor.

Luis Novaes Tito às 13:25 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.01.11

Rei Mijas

Colete de forças(...) Adivinho, assim, que fosse dever de cada português, sobretudo a partir de 1961, nada fazer que pudesse ser tomado (no entendimento de Sua Alteza) como traição ao seu país, ou seja, devia obedecer e manter-se quietinho e calado, pois então.

 

Concluo que os militares que saíram de Santarém na madrugada de 24 de Abril foram, consequentemente, os maiores traidores que imaginar se possa, porque não se limitaram a prejudicar a guerra, acabaram de vez com ela. (...)

 

Para ler na íntegra este texto de Paulo Pinto vá até ao Jugular (basta clicar nesta frase).

Há coisas que são tão bem ditas que acrescentar mais pode estragá-las.

Luis Novaes Tito às 12:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Cães como tu

Rui PerdigãoDe hoje a oito dias estaremos aqui a escrever os nossos últimos post desta primeira volta.

 

Em princípio, deverão ser textos em que diremos das nossas razões para votar Alegre e apelaremos (cada um de nós) ao voto alegre.

 

Depois, a vinte e três à noite, voltaremos cá para festejar e anunciar que o Blog vai estar aberto mais uns dias, os dias suficientes para que Manuel Alegre ganhe as presidenciais.

 

Imagem de Rui Perdigão

(autor do Alegro, logotipo deste blog)

Luis Novaes Tito às 10:35 | link do post | comentar
Quinta-feira, 13.01.11

Visão de modernidade

O que está em causa nesta eleição não é só a escolha de uma personalidade, embora seja importante saber se vamos ter como Presidente uma personalidade aberta ao mundo, com uma visão de modernidade, liberdade e justiça social, que lute contra as discriminações e não tenha preconceitos conservadores; ou uma personalidade que é contra aquelas leis que mudaram os costumes em Portugal.

Contrato presidencial

Uma Nova Esperança para Portugal

Manuel Alegre

Luis Novaes Tito às 12:39 | link do post | comentar
Quarta-feira, 12.01.11

Ainda bem que a campanha não foi interrompida

Yuan

Más notícias para os investidores no mercado secundário.

 

A sua carteira de acções não foi valorizada o mais possível.

 

Os especuladores não levaram a melhor e " nos títulos a 10 anos, a taxa média ponderada baixou para 6,716% face aos 6,806% observados no leilão anterior".

Luis Novaes Tito às 12:32 | link do post | comentar

Toda uma filosofia em 30 minutos de RTP

Botero - Adão e Eva

Outros títulos possíveis para este post:

 

Finança 1 – Economia 0

ou

Eu e a minha mulher

 

Citando de cor:

1. Eu e a minha mulher não guardamos o dinheiro debaixo do colchão.

2. Eu e a minha mulher quando fazemos aplicações queremos ganhar o máximo. Só assim conseguimos ganhar para compensar as outras perdas.

3. Eu e a minha mulher damos ordens de compra e venda mas não sabemos o que compramos ou vendemos. Isso é com os gestores de conta dos nossos quatro bancos.

4. Eu e minha mulher achamos que não devem ser proferidos ataques nem insultos aos mercados.

Luis Novaes Tito às 11:00 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Terça-feira, 11.01.11

A ler

Manuel Amado

(...)"Isto não significa, no entanto, que tudo seja igual. Por entre o ruído, do «diz-se que», do «afinal o tipo», do «como seria de esperar», «ele fez», «ele disse», que padroniza os candidatos por baixo reduzindo-os à condição de supostos malfeitores, existem sentidos, expectativas, que independentemente dos rostos que os protagonizam perfilam campos muito diferentes. Por isso me parece que acima das caras se deve colocar o futuro que elas podem não pontuar mas com toda a certeza anunciam. Por isso também não possa ser indiferente, a quem não se reconheça na personalidade de qualquer dos candidatos e não acredite em seres perfeitos e providenciais, aquilo que cada uma delas representa."(...)

Rui Bebiano

a Terceira Noite

Luis Novaes Tito às 14:47 | link do post | comentar

Press

Uma interessante resenha de o Público sobre slogans de campanha presidencial.

Luis Novaes Tito às 13:46 | link do post | comentar

Despachos

Cartaz proibido

 

Se este Alegro fosse um Albergue Espanhol também andaríamos preocupados com quem escreve, para quem. Preocupados, p.e., em saber se o menino guerreiro lhes explica, por eMail, porque teve de deitar fora os outdoors que já estavam na rua, ou lhes envia eMails da Rua da Imprensa Nacional para se conformarem com o casamento de pessoas do mesmo sexo (aquela coisa do “chamem-lhe o que quiserem, mas não lhe chamem casamento”)

 

Mas o Alegro não é um Albergue Espanhol. É uma plataforma de opinião plural onde se encontram, por muitas razões, gentes de muitas sensibilidades (e de muita sensibilidade) que não se conformam com a ideia estapafúrdia de ficarem silenciosos á espera que os resultados das eleições sejam aquilo que os espanholados gostavam que fossem, ou de abstencionistas que não se importam de continuar nesta amena cavaqueira.

 

As razões que levam cada um destes autores alegros a serem pianissimos, moderatos, moltos ou maestosos, são as suas próprias razões, todas Alegro (ou Allegro, como queiram), por preferirem esse andamento ao de Adágio ou de Presto.

 

Razões de cada um, porque a cabeça de cada um que aqui escreve não é só o adorno terminal superior do seu corpo mas contém a massa geradora da química que faz dispensar eMails e recados de uma luzinha que os guie.

Luis Novaes Tito às 11:27 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Segunda-feira, 10.01.11

Clareza

Logo Alegre

"Sou o candidato de uma coligação de cidadãos apoiado por partidos e não, como Cavaco Silva, o candidato de uma coligação de partidos que quer ir para o governo”

 

“Se tiver de vetar uma lei, por ser contrária à minha consciência, aos valores que me levaram a ser Presidente ou aos princípios consagrados na Constituição, terei a coragem de vetar sem arranjar subterfúgios.”

Manuel Alegre

Açores, 2010.01.09

Manuel Alegre tal como antes, Soares e Sampaio, e já antes, Eanes, entende que o mandato do Presidente da República é, como todos os outros sujeitos a sufrágio, para cumprir um programa e que são essas linhas que diferenciam os diversos candidatos.

 

Ao contrário do seu opositor que, a cada pergunta sobre o que pensa desta ou aquela questão, responde invariavelmente que não vai dizer mais do que já disse, nunca tendo dito nada, Manuel Alegre deixa claro quais as condições em que exercerá o seu mandato.

Luis Novaes Tito às 20:46 | link do post | comentar
Domingo, 09.01.11

Ninguém nos cala

Ciclone

"(...) o que importa são as ideias, a participação, o espírito cívico e desinteressado na busca de novas políticas para o país e para a democracia. Sem sectarismo nem dogmatismo, no respeito pela pluralidade que é timbre de quem se reclama do socialismo democrático. Seguindo a lição do grande António Sérgio a OPS! tem procurado “abrir as largas avenidas da discussão”, num tempo dominado pela moda, pelo politicamente correcto e pela ditadura do imediato e do mediático."

Manuel Alegre

Editorial do nº 4 da OPS

Para os que insistem que falta pensamento há sempre a resposta através da realidade e da realização que muitos tentam esconder e abafar e outros mandam calar, esquecendo-se que haverá sempre quem não se deixe submeter e combata a cumplicidade do silêncio, a que se chama "bons alunos", leia-se, "alunos bem comportados", por baixarem a cabeça e mandarem destruir sectores produtivos como a agricultura, as pescas e outros meios geradores de riqueza e de emprego nacionais, subordinando uma Nação à dependência dos interesses externos em troca do lugar de "bem comportado" num qualquer quadro de honra.

 

Haverá sempre gente que usará a sua voz, o seu saber, a sua determinação e coragem para combater a ideia de medo com que se quer condicionar a palavra e o pensamento.

 

Haverá sempre alguém que gritará soluções e se recusará ao fatalismo do bom comportamento, do pobrezinho, do pequenino, do poucochinho, do venerando e agradecido.

 

E porque haverá sempre homens como Manuel Alegre que acreditam que não é nos silêncios e na subordinação que o "mundo pula e avança”, que aqui damos prova de vida e reafirmamos que não queremos mais do mesmo.

Luis Novaes Tito às 16:50 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Sexta-feira, 07.01.11

O olho do furacão

Ciclone

Sabemos, penso que toda a gente sabe, que Manuel Alegre é escritor.

Sabemos, penso que toda a gente sabe, que os escritores, escrevem.

Sabemos, penso que toda a gente sabe, que os escritos dos escritores podem render-lhes dinheiro, principalmente se forem escritores mundialmente conhecidos, como é o caso de Manuel Alegre.

 

As livrarias estão cheias de livros, também penso que todos saibam, e os livros são escritos por escritores (alguns não) e vendem-se.

 

Os escritores escrevem muitas coisas. Todos sabem.

 

Manuel Alegre foi contratado para, na sua qualidade de escritor, escrever. É normal.

Manuel Alegre foi pago pelo seu trabalho de escritor. É normal.

Manuel Alegre quando soube que o que tinha escrito era para ser usado em publicidade, coisa vedada aos deputados, mandou que essa publicidade fosse retirada. Fez bem, agiu na normalidade.

Manuel Alegre diz que estava convencido de que, para além de ter mandado retirar o seu texto literário do circuito publicitário, tinha devolvido o dinheiro que lhe pagaram. Não tinha de o fazer. Ele foi pago para escrever e escreveu. O que tinha que fazer (mandar retirar um seu texto literário do circuito publicitário), fez. Se o dinheiro que devolveu foi levantado ou não, veremos, mas, seja como for, não tinha que o devolver porque foi pago por um serviço que prestou.

 

Comparar isto com outras coisas de que se tem falado nos últimos tempos, é tentar distrair as atenções de quem tem de nascer duas vezes.

E os desonestos são os outros...

(também publicado aqui)

Luis Novaes Tito às 15:30 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Quinta-feira, 06.01.11

Visão política, cultural e histórica

Manuel Alegre

"Portugal tem futuro mas o país está doente. E isto não pode ser enfrentado com uma visão tecnocrática, é preciso visão política, cultural e histórica. Essa é a função do PR."

Manuel Alegre – Expresso – 2010.01.09

Esta é uma das frases-chave da entrevista que Manuel Alegre deu ao Expresso há um ano. Não entender que ao Presidente da República compete ser o intérprete dos portugueses através da sua identificação com os problemas dos cidadãos e com o cumprimento das regras da democracia expressas na Constituição, o que faz com que os portugueses sintam em Belém um último recurso para a sua defesa, é não entender o papel fundamental que o Presidente da República tem de desempenhar para que exista confiança no regime.

 

O Presidente da República tem de ser o zelador pela aplicação de igual justiça, o garante da protecção dos cidadãos mesmo em relação a eventuais abusos de outros poderes. Não lhe compete definir a política mas sim assegurar o cumprimento da Constituição. Não lhe compete governar, nem apresentar linhas de orientação política porque isso é da competência de outros órgãos democraticamente eleitos.

 

Como diz Alegre na entrevista, ao Presidente não se tem de exigir "visão tecnocrática" porque o que se lhe exige é uma "visão política, cultural e histórica" que assegure a unidade nacional, o cumprimento da Constituição e a garantia da justiça e da segurança, usando todos os meios que a Lei Fundamental lhe concede.

 

Um Presidente da República não é um corta-fitas assim como não pode ser contrapoder. Tem funções bem definidas e é com o seu desempenho que garante que Portugal seja uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Luis Novaes Tito às 15:00 | link do post | comentar

Voltar a acreditar

Luis Novaes Tito às 12:17 | link do post | comentar
Quarta-feira, 05.01.11

Bons alunos, maus resultados

BuracoNesta velha estória dos "bons alunos" nunca ninguém questiona o facto desse tempo ter sido de vacas gordas, quero dizer, um tempo em que havia milhões diários a entrar pelo rio da Europa que desaguava em Portugal.

 

Ninguém questiona, agora que o rio secou e a maré é contrária, o que é que os "bons alunos" fizeram com tantas e tão boas notas, nem quais foram os critérios de avaliação do professor que as distribuiu.

 

Ninguém questiona porque é que hoje, para além do alcatrão, nada sobra do tempo em que o professor se gaba de ter feito desta Nação um jardim infantil de "bons alunos".

Luis Novaes Tito às 10:00 | link do post | comentar

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Imagem: Rui Perdigão