Sexta-feira, 21.01.11

Voto ALEGRE

Fez ontem cinco anos que escrevi o que publico no último parágrafo.

 

Divergi mais do que convergi com a leitura de Manuel Alegre ao longo dos últimos cinco anos. Mas sei bem o que está em causa dentro de dois dias. E dos que estão em disputa temos de escolher um, por isso:

 

Independentemente do que penso desta eleição presidencial, vou cumprir com o meu dever cívico, que, antes de dever, é um direito que me assiste, como cidadão.
Por isso, domingo, naturalmente, voto Manuel Alegre.

Carlos Manuel Castro às 11:39 | link do post | comentar

Cavaco Silva insulta a Democracia

"Nós não podemos prolongar esta campanha por mais três semanas. Os custos seriam muito elevados para o país e seriam sentidos pelas empresas, pelas famílias, pelos trabalhadores, desde logo, pela via da contenção do crédito e pela subida das taxas de juro", afirmou Cavaco

 

Desde quando é que a existência de uma segunda volta tem correspondência nas taxas de juro? Por esta lógica, era melhor não realizar eleições, assim os juros estavam baixos.

Carlos Manuel Castro às 00:19 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.01.11

Cavaco Silva não soube estar à altura do cargo presidencial

Há cinco anos, Cavaco Silva apresentou-se como o candidato mais preparado para conduzir o País como Presidente da República (PR). Os argumentos então apresentados eram simples e correspondiam ao seu currículo: tinha mais experiência governativa (11 anos de poder no Governo, 10 como Primeiro-Ministro e 1 como Ministro das Finanças) e era o mais bem preparado em matérias económicas, decorrente da sua formação académica. Face aos demais candidatos, Cavaco Silva era o ideal para a Chefia de Estado.

 

Cumprido o mandato, que corresponde a um dos períodos mais complexos dos nossos tempos, com uma crise financeira e económica mundial sem precedentes na História, com que ficámos da tal mais-valia do candidato, depois PR, Cavaco Silva? Nada!

 

Não é por acaso que os seus argumentos de 2006 não são empregues agora, pois Cavaco Silva sabe que falhou todas as promessas. Se tivesse correspondido à importância do cargo que desempenhou, nos últimos cinco anos o PR tinha sido, e deve ser, o primeiro a bater-se pelo País, mas não o fez. A crise chegou, instalou-se, está a provocar os seus danos, e do Palácio de Belém, o homem tão experiente e creditado em economia e finanças não mexeu uma única palha. Limitou-se a mandar, de vez em quando, mensagens e recados, como se fosse mais um comentador ou analista.

 

Por outro lado, este mandato de Cavaco Silva fica marcado por episódios nada abonatórios. A começar na célebre declaração do Verão de 2008, em que obrigou o País a parar em Agosto, por causa de uma questão constitucional relativa aos Açores. Quando, por muito relevante que fosse a matéria, o PR deve ter noção do que trata e lida com o País, pois para a maioria dos portugueses esta questão constitucional não tem nenhum relevo. E os episódios agravaram-se, com a estória, muito grave, de que o Governo andava a escutar o Palácio de Belém, quando se percebeu que foi uma coisa montada por uns assessores de Cavaco. Encontrou-se o artífice da conspiração, mas nada foi feito. A novela do BPN, seus dirigentes, por sinal membros da Comissão de Honra da candidatura, e ligações a Cavaco Silva, com casas e negócios à mistura, nem vale a pena referir, por que a poda é conhecida destes dias. E, não menos lamentável, foi a passividade de Cavaco Silva, quando em Praga, Portugal era alvo de chacota do Presidente checo. Entre outros e nada abonatórios exemplos, da demissão do PR das suas responsabilidades.

 

O mais curioso desta campanha é que Cavaco disse há dias, e muito bem, qual a função do Presidente: "apontar caminhos estratégicos, grandes linhas de orientação (…) essa é a função", precisamente aquilo que Cavaco Silva não fez em cinco anos.

 

Os próximos anos requerem um Presidente que possa corresponder aos anseios e aspirações dos portugueses, e Cavaco Silva, pelo mandato que completou, deu provas de não ser a pessoa indicada.

 

Pela minha parte, prefiro um País Alegre, que não se resigna nem conforma, e deseja o melhor para todos.

 

(artigo publicado no Jornal de Odivelas, em 20/01/2011)

Carlos Manuel Castro às 11:38 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.01.11

Cavaco Silva não reconhece a importância do Estado

Governo transfere diariamente 3,2 milhões para IPSS

 

A Secretária de Estado da Reabilitação disse, hoje, que o Governo transfere para as IPSS's, todos os dias, mais de 3 milhões de euros. Ou seja, o Estado apoia, e bem, o trabalho meritório de muitas instituições sociais em todo o País.

 

Mas, a propósito deste assunto, vale a pena recuar uns dias e recordar o que o candidato Cavaco Silva disse, no dia 8 de Janeiro, a uma mulher com dificuldades financeiras:

 

O candidato presidencial Cavaco Silva foi hoje abordado por uma mulher que se queixou de não ter dinheiro para alimentar o filho, a quem recomendou que procurasse "uma instituição de solidariedade que não seja do Estado".

 

É este o candidato, que desconsidera o papel do Estado, que merece a renovação de um mandato?

Carlos Manuel Castro às 21:50 | link do post | comentar
Terça-feira, 18.01.11

A falta do GPS presidencial

...

Carlos Manuel Castro às 22:39 | link do post | comentar

Este não é o Presidente da República que Portugal precisa

Carlos Manuel Castro às 17:53 | link do post | comentar

Cavaco Silva a falar da Educação que despreza

Cavaco Silva considerou, esta segunda-feira, importante que «crianças, jovens, pais e professores venham para a rua para defender a sua escola», isto depois de ter encontrado manifestantes que defendiam o Ensino Particular e Cooperativo.

 

O homem que enquanto Primeiro-Ministro, durante 10 anos, desprezou por completo a Educação, e foi uma grande oportunidade perdida para Portugal, é o mesmo que agora defende as pessoas na rua, como se um Presidente da República não tivesse como responsabilidade, primeira, defender a qualidade de Ensino. Mas é natural que quem nunca ligou à Educação pouco se apegue à qualificação dos portugueses e limite-se à demagogia, no sentido de criar ilusões a milhares de pais que têm os seus filhos no ensino particular e cooperativo.

 

Mas aquilo que seria interessante apurar, pois é isso que afecta milhões de pessoas, a Escola Pública e o seu futuro, não se conhece nenhuma palavra de Cavaco Silva. Sabe-se bem que o projecto Constitucional do PSD vai procurar cortar a Escola Pública. Acerca disto, Cavaco Silva nada diz.

Carlos Manuel Castro às 12:20 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

Cavaco a evidenciar o falhanço do seu mandato

Cavaco Silva escolheu uma plateia de empresários do sector da cortiça, em Santa Maria de Lamas (Aveiro), para voltar à tese da "magistratura activa" para Portugal ir para o "rumo certo". Um Presidente, sublinhou, "não governa, não legisla", mas pode e deve "apontar caminhos estratégicos, grandes linhas de orientação". "É essa a função de um Presidente."

 

Estou inteiramente de acordo com Cavaco Silva, nestas palavras: um Presidente da República deve "apontar caminhos estratégicos, grandes linhas de orientação (...) essa é a função de um Presidente".

 

Porém, Cavaco Silva, nos últimos cinco anos, nada fez. Entre falhas graves, como não defender Portugal no embate com a crise, preferiu ficar sentado em Belém a ver os problemas agravar-se, Cavaco Silva limitou-se a lançar sinais ao longo do mandato, como se fosse comentador. E, comentador por comentador, Marcelo sempre tem mais piada e cita livros.

Carlos Manuel Castro às 16:45 | link do post | comentar

Cavaco não se compromete com as suas funções

El presidente en funciones se presenta en los actos de campaña por encima del bien y del mal, distanciado de la acción política y sin asumir ninguna responsabilidad. Pero resulta que Cavaco Silva lleva casi 20 años en el poder, en cargos como secretario de Estado de Presupuestos, ministro de Finanzas, primer ministro y presidente de la República.

 

Leio a imprensa do país vizinho, que assinala uma possível vitória de Cavaco Silva, não referindo, todavia, e ao contrário dos anteriores Presidentes que se recandidatavam a novo mandato, uma vitória inquestionável, como obtiveram Eanes, Soares e Sampaio.

 

Mas há algo que se deve referir, e destacar, da postura de Cavaco Silva: não assume nenhuma responsabilidade.

 

O que se quer, e exige, a quem está na política é responsabilidade. Quereremos nós, portugueses, mais cinco anos de quem, estando na Chefia do Estado, não se responsabilize? Não!

Carlos Manuel Castro às 10:38 | link do post | comentar
Domingo, 16.01.11

A candidatura está em crescimento

Matosinhos dá a Alegre a recepção mais calorosa de sempre.

 

A mobilização em torno da candidatura de Manuel Alegre está a crescer e as pessoas estão a perceber o que está em causa no próximo domingo.

 

A oito dias da eleição, e passada a primeira semana de campanha, é notório que a candidatura de Manuel Alegre está a mobilizar e cativar mais portugueses.

 

Por um Presidente leal ao Estado Social e com os Portugueses!

Carlos Manuel Castro às 15:30 | link do post | comentar
Sábado, 15.01.11

A casa de Manuel Alegre foi assaltada

Estranho, muito estranho. A uma semana da eleição presidencial, a casa de Manuel Alegre, em Águeda, foi assaltada.

 

Mexeram, remexeram e vandalizaram a casa. Estranho, muito estranho! 

Carlos Manuel Castro às 18:33 | link do post | comentar

A demagogia de Cavaco acerca dos funcionários públicos

Cavaco Silva disse, ontem, que há "alguma injustiça nos cortes salariais na Função Pública".

 

Ora, Cavaco Silva, que manifesta, neste momento de campanha, tanta preocupação com os funcionários públicos não é o mesmo que disse, em 2002, que devia-se esperar pela morte dos funcionários públicos, de modo a que o País se livrasse do "fardo" da Função Pública?

Carlos Manuel Castro às 14:15 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 14.01.11

Apoios e interesses

José Sócrates deu hoje o seu apoio a Manuel Alegre e falou do País.

 

Pedro Passos Coelho deu hoje o seu apoio a Cavaco Silva e falou de como pretende ser Governo.

 

A candidatura de Manuel Alegre empenha-se em Portugal.

 

A candidatura de Cavaco Silva gera o interesse das agendas pessoais de poder.

 

Diferenças evidentes!

Carlos Manuel Castro às 00:13 | link do post | comentar
Quarta-feira, 12.01.11

Escolhas

"Nós não podemos de facto excluir a possibilidade de ocorrer uma crise grave em Portugal, não apenas no plano económico e no plano social, mas também no plano político", afirmou Cavaco Silva, numa intervenção durante um almoço na Guarda.

 

É incrível como se dizem larachas, dignas de um comentador, enquanto se é candidato à Presidência da República. O que devíamos esperar de Cavaco, como de qualquer candidato, é a apresentação das suas posições, de acordo com o quadro que traça no horizonte.

 

Ora, se há crise, qual é o papel do Presidente da República nestes tempos? Mas tendo em conta os últimos tempos, saberemos que de Cavaco não podemos esperar alguém empenhado em ultrapassar os obstáculos, mas sim quem se resigna e conforma com os problemas, limitando-se à postura passiva do: eu avisei. Mas um Presidente da República não serve para avisar, mas para melhorar.

 

Do lado de Manuel Alegre, sabemos que contaremos com alguém que não se resigna.

Carlos Manuel Castro às 17:42 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Domingo, 09.01.11

A agenda de Cavaco Silva

Ao domingo, Cavaco Silva, disse hoje em Sintra, não gosta de falar do FMI.

 

De segunda a sábado, Cavaco Silva não gosta de falar de Portugal.

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Carlos Manuel Castro às 20:21 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sábado, 08.01.11

Os amigos políticos de Cavaco Silva

Angela Merkel e Nicolas Sarkozy são os amigos políticos de Cavaco Silva - os três são do Partido Popular Europeu -, que o candidato disse há dias, num debate, não querer contactar, na qualidade de Presidente da República, pois poderia parecer que estava a pedir.

 

Os Governos destes senhores, refere a credível revista alemã Der Spiegel, pretendem que o FMI entre em Portugal.

 

Infelizmente, Cavaco Silva não percebe que um Chefe de Estado, qualquer que seja o Estado europeu, não pede, actua no sentido de salvaguardar o interesse do seu País no quadro geral do bem comum europeu.

 

Infelizmente, Cavaco Silva, que é um dos políticos no activo nos 27 países da UE com mais experiência europeia (na actualidade talvez só Juncker, do Luxemburgo, tenha mais anos do que Cavaco), não faz uso nem coloca ao serviço do País o capital acumulado para ajudar Portugal e a UE a sair do actual momento.

 

Infelizmente, Cavaco Silva continua a ter uma lógica de "bom aluno", quando a UE precisa de União, de todos, não de uns armarem-se em docentes e outros fazerem de alunos. Até porque quem tem a mania de dar aulas (Merkel e Sarkozy) na Europa já deu provas de nem ter terminado a formação. 

 

Assim, e por demérito do nosso actual Presidente da República, os companheiro de partido europeu (PPE), e dos seus dois partidos de apoio (PSD e CDS), continuam a trabalhar para a instabilidade europeia. Começou na Grécia, passou pela Irlanda, e parece quem há quem queira que passe por Portugal.

 

Se Cavaco Silva fosse tão bom Presidente, como quer agora fazer entender que é, não estaríamos como estamos.  

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Carlos Manuel Castro às 20:21 | link do post | comentar

Uma referência e exemplo Presidencial

Faz hoje 15 anos que morreu François Mitterand, um dos políticos franceses mais marcantes de todos os tempos e um homem que muito deu ao projecto europeu.

 

Uma das grandes virtudes de Mitterand, e que muito contribuiu para o desenvolvimento da França enquanto Presidente da República, foi aliar a sua sagacidade Política à paixão pela Cultura. Os valores de uma Pátria e as causas de uma Nação, grandiosa como a França, souberam, por arte e empenho de um Presidente, com causas e ideais, servir os cidadãos e melhorar o país. Algo que os sucessores de Mitterrand não corresponderam, por isso a França se encontra numa espiral de decadência preocupante.   

 

Quando, em Portugal – que tem uma dimensão universal tão grande como a França -, se tenta diminuir a estatura e vocação cultural de um político, só porque nestes tempos a economia deve ser o único ingrediente qualificador de um interventor público, são estes mesmos tempos, de crise, que nos esclarecem como a ausência de visão cultural e universal, para lidar com os actuais desafios, é deficitária e essencial para ultrapassar os obstáculos.

 

Se há algo objectivo e que qualquer português identifica nas Chefias de Estado que já tivemos desde o 25 de Abril, Portugal, sempre que tive um Presidente da República com causas políticas e com paixão pela Cultura (Soares e Sampaio), o País não atravessou profundas crises (Eanes e Cavaco).

 

A eleição do próximo dia 23 de Janeiro não é inócua. É preciso tornar Portugal mais Alegre!

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Carlos Manuel Castro às 18:24 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Sexta-feira, 07.01.11

Cavaco diz uma coisa e o seu contrário, mas nada diz

No Fórum TSF, esta manhã, o candidato presidencial explicou as acusações de que tem sido alvo sobre as acções que comprou do Banco Português de Negócios (BPN)

 

Lê-se a notícia e Cavaco Silva não explica nada. Como sempre, Cavaco Silva diz uma coisa e o seu contrário. Ontem disse: nem mais uma palavra sobre o BPN. Hoje falou do BPN. Quanto ao que se desejaria, os esclarecimentos, Cavaco continuou calado.

Carlos Manuel Castro às 15:03 | link do post | comentar
Quinta-feira, 06.01.11

Cavaco cada vez mais desconfortável

O Presidente da República, Cavaco Silva, vetou hoje o diploma que visa simplificar o procedimento de mudança de sexo e de nome próprio no registo civil.

 

Ao vetar, hoje, o referido diploma, Cavaco Silva demonstra o seu grande desconforto, por querer que este tema passe a marcar a agenda em vez de prestar os esclarecimentos do BPN, e, por outro lado, tentar cativar o eleitorado conservador que se indignou com a sua postura face ao diploma do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

 

Por mais que deseje o tempo acelerar e escapar aos esclarecimentos, cada gesto, que é de fuga, demonstra as suas fraquezas. Afinal, aquela que era a sua principal arma, o silêncio, está a virar-se contra o próprio, pois o silêncio é o que compromete mais Cavaco Silva.  

Carlos Manuel Castro às 18:27 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Alegre dá o exemplo que Cavaco não segue

"Escrevi um texto literário sobre a minha relação com o dinheiro. Foi pedido a mim e a outros autores portugueses. Esse texto foi publicado. Depois constatei que havia realmente publicidade a um banco. Pedi a interrupção do texto, o que foi feito. Mais tarde mandaram-me um cheque e eu devolvi o cheque", esclareceu Manuel Alegre.

 

Teresa Caeiro pretendeu misturar os alhos com os bugalhos. Manuel Alegre nada tem a esconder e esclareceu o caso da publicidade do BPP. Sem qualquer problema e com frontalidade. Já Cavaco Silva não segue o exemplo de Manuel Alegre, como devia, de clarificação.

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Carlos Manuel Castro às 17:46 | link do post | comentar

Um Presidente da República que corresponda às suas funções

 

Estou preparado para ser Presidente de todos os portugueses e para trabalhar com qualquer governo com legitimidade democrática. Não serei um Presidente de facção. Não me candidato para governar, para fazer ou desfazer governos. Não é esse o papel do Presidente.

 

Esta é uma das marcas e grandes diferenças da candidatura de Manuel Alegre. Apresenta-se aos portugueses para ser Presidente de todos, não de uns, nem para (pretender) governar o País.

 

Portugal não precisa de mais cinco anos de ziguezagues em Belém. Precisa de quem corresponda, não se demita das funções de Chefe de Estado.

Carlos Manuel Castro às 13:05 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 05.01.11

A Lusofonia é uma das saídas para a crise que atravessamos

Portugal é um Estado da UE, da qual se orgulha e na qual tem registado grandes progressos civilizacionais, com benefícios para todos. Mas a vocação universal portuguesa não se esgota nas outrora comunidades europeias. A dimensão ibero-americana e transatlântica são também outras das vocações e participações nacionais relevantes.

 

Porém, é na Lusofonia que o ADN luso mais se realça. E isso tem sido patente nos grandes contributos que Portugal tem dado à UE, quer com a organização das primeiras cimeiras UE/África quer na concretização dos laços e cimeiras UE/Brasil, muito por causa da dimensão lusófona de Portugal.

 

É evidente que a Lusofonia está muito aquém das suas potencialidades. Mas, neste caso, o Presidente da República portuguesa tem um papel especial na sua edificação e desenvolvimento. Basta recordar que Portugal teve, primeiro com Mário Soares e depois com Jorge Sampaio, dois Presidentes apostados nos primeiros passos da CPLP. Todavia, nos últimos cinco anos, assistimos a um Presidente da República português inactivo. Bem poderá dizer que fez visitas de Estado a Cabo-Verde, Moçambique e Angola, que realçou a economia e colocou umas pitadas de Lusofonia. Todavia, a Lusofonia não se esgota na área económica, pois esta é uma das partes do grande desígnio lusófono. É precisa uma visão histórica e cultural, social e de inovação, que torne esta comunidade de mais de 200 milhões de pessoas de todo o mundo mais activa e com ganhos para todos os cidadãos lusófonos.

 

Por isso, a Lusofonia requer do Presidente da República de Portugal uma pessoa com visão e sentido de compromisso com todo o espaço lusófono, para que todos os Estados da Lusofonia e, consequentemente, os seus cidadãos, possam contar com uma vida mais digna no século XXI. Isso é mais do que desejável, em África ou em Timor, no Brasil ou em Portugal.

 

Neste contexto mundial, de crise no hemisfério norte e crescimento no hemisfério sul, a Lusofonia pode e deve ser uma das respostas para o desenvolvimento de Portugal, mas também de melhoria e solidariedade nos países que fazem parte da CPLP.  

 

Manuel Alegre dá-nos a garantia de estar à altura de saber fazer do desafio lusófono uma grande oportunidade para Portugal e para a CPLP.

 

A nova e complexa era multipolar requer agentes activos e empreendedores, e a Lusofonia tem uma palavra a dizer. Saibamos entender que temos um papel relevante neste novo tempo.

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Carlos Manuel Castro às 23:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Por um Portugal Justo e Solidário

A eleição do próximo dia 23 de Janeiro estava a ser encarada, até há bem pouco tempo, como algo sem grande relevância para o País. Havia um sentimento tácito de que Cavaco Silva estava reeleito. A ida às urnas seria, apenas, uma formalização da reeleição.

 

Ora, a importância desta eleição começou a ganhar destaque em Dezembro, quando se centrou o assunto e se percebeu que esta é a eleição do Presidente da República, ou seja, não é uma escolha menor, nem irrelevante para Portugal. Pelo contrário. Esta é uma opção decisiva para o nosso futuro.

 

Os sempre fundamentais debates entre candidatos, inicialmente desprezados por Cavaco Silva, e depois aceites dada a reprovação pública face à sua postura de desdém, ajudaram a perceber melhor que Cavaco Silva não é um candidato incontestável nem merecedor da vitória. Não só pelo mandato que teve em Belém, e foram muitos e maus os casos em que o Presidente da República não esteve ao lado do País e dos portugueses quando devia, mas também, e sobretudo, pela falta de visão e ideia de Portugal, enquanto candidato.

 

Manuel Alegre tem dito, e bem, que não há vencedores antecipados e que o País precisa de esperança. A esperança e mobilização que o actual Presidente da República e candidato não deu e não garante.

 

Este é um combate que merece, deve e precisa ser travado, não contra ninguém, mas por Portugal, que se quer mais Justo e Solidário. E dos candidatos em disputa, só Manuel Alegre dá essa garantia aos portugueses.

Carlos Manuel Castro às 16:17 | link do post | comentar | ver comentários (8)

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