CAVACO PERDE NAS 'SONDAGENS'

A sondagem hoje publicada pelo Barómetro TSF/”Diário Económico”/Marktest tem duas leituras possíveis.

 

Uma é que Cavaco ganha à primeira volta com mais de 60% dos votos.

 

A outra é que, no mesmo barómetro, comparando com  a aferição anterior, Cavaco perde 15%.

 

Como sondagem, os resultados não são fiáveis. E não são fiáveis por um conjunto de razões técnicas que seria agora fastidioso enumerar. A designação barómetro serve precisamente para retirar o rigor técnico que uma sondagem encerra. A volatilidade dos votos, que se regista por regra em Portugal, sobretudo em eleições que não se destinam a eleger os deputados à AR, bem como a falta de ponderação das intenções de voto (por exemplo, a partir da pergunta "em quem votou nas últimas eleições"; ou "de que partido se sente mais próxima"), bastariam para relativizar o valor destes dados enquanto sondagem de opinião. Ou seja, basta, por exemplo, que o eleitorado que tradicionalmente vota CDU mantenha um nível médio de fidelidade para que os valores deste barómetro deixem de ter sentido.

 

Todavia, em si mesmo, independentemente do rigor metodológico, o barómetro tem um significado. Regista tendências. E a tendência do barómetro é clara. Cavaco desce no barómetro. É uma descida que, a 5 dias do ato eleitoral, e numa campanha onde as alternativas a Cavaco têm vindo a marcar pontos, é reveladora.

Paulo Peixoto às 11:02 | link do post | comentar | ver comentários (1)