Domingo, 23.01.11

Até amanhã, camaradas

Não há muito mais a dizer, a não ser felicitar democraticamente o candidato vencedor e a antever uma luta de esquerdas no campo sócio-político para breve. Por isso, deixo apenas um até amanhã e um abraço... justo e fraterno, é claro!

Cláudio Carvalho às 23:13 | link do post | comentar
Sexta-feira, 21.01.11

Manuel Alegre, porque falta cumprir Portugal

Estamos a breves horas das eleições presidenciais mais importantes da III República Constitucional. Mais importantes, pessoalmente, dado que enquanto jovem nunca vivi uma crise social e económico-financeira como a actual. Crise essa com origem numa crise financeira internacional sem memória desde 1929. O modelo desregulado do capitalismo falhou e não soubemos dar as devidas respostas com um reforço dos apoios sociais e da regulação do poder político, quer a um nível nacional quer a nível europeu.


Apesar da desilução com a política partidária, resolvi voltar a dar a minha contribuição para uma causa política. O candidato Manuel Alegre, não é o candidato do PS, do BE ou do PCTP/MRPP, mas é um candidato que, transversalmente, serve os interesses das classes que mais sofreram com a esta crise. Nenhum outro candidato, me faria voltar, a curto prazo, a lutar por uma causa política como Manuel Alegre. Manuel Alegre condensa em si seriedade ética, humanismo, progressismo, uma visão cosmopolita da sociedade e, sobretudo, valores de independência sem ser ideologicamente subserviente, factor fundamental para um país desenvolvido mas assente numa forte base social.


Domingo, independentemente do resultado estarei convicto e de consciência tranquila quanto à minha opção. Espero que os portugueses não voltem a adiar o futuro deste país, confiando em quem já teve hipóteses demais e as esgotou.

 

Voto Manuel Alegre, porque falta cumprir Portugal...

 

Foto: voyagesphotosmanu.com

Cláudio Carvalho às 20:55 | link do post | comentar
Quinta-feira, 20.01.11

Directamente do baú

Cláudio Carvalho às 16:17 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.01.11

"Democratas" de trazer por casa...

 

 

Acho que convinha clarificar os (e)leitores do seguinte:

 

Dos "principais Dirigentes de Associações Académicas e de Estudantes do País" de que falam a JSD e a candidatura do candidato conservador, não consta a representação do Presidente da segunda maior associação estudantil da maior instituição de ensino superior do país, constando outras dirigentes associativos de menor expressão representativa. Não consta, não porque o dito dirigente seja de esquerda e anti-cavaquista - à falta de melhor termo, um orgulhoso cidadão com memória histórica - que se tenha recusado a participar na iniciativa, mas tão simplesmente porque o convite não chegou ou deve-se ter extraviado entre a casa de férias de Albufeira e o Porto.

 

Mais uma vez, a candidatura de Cavaco Silva falta à verdade, é opaca e propagandista.

Cláudio Carvalho às 02:38 | link do post | comentar

A luta milenar e a luta contra a abstenção de cidadania

"É possível andar sem olhar para o chão"

Manuel Alegre

 

 

Começamos a lutar pela Lusitânia contra os Romanos, depois contra Muçulmanos e Espanhóis, contra Napoleão e contra o Absolutismo, há cem anos, pela República insurgirmo-nos contra a Monarquia e em 1974 derrubamos a República pidesca, anti-democrática, corporativa e fascista. A história de Portugal não tem apenas 867 anos. Antes de existir Portugal, já existia o espírito de luta pela liberdade e pela cultura. A luta de amanhã passa pela a afirmação e reforço dos valores republicanos, pela democracia, pelo Estado socialmente presente e pela igualdade em liberdade; já quanto à luta central de hoje passa por combater a abstenção. Combater, não a direita, não o conservadorismo, não o PSD nem o CDS-PP, nem sequer Cavaco Silva, mas a abstenção... não somente a eleitoral, mas sobretudo a abstenção de cidadania.

 

Quando um jovem sai do seu país para não mais voltar, por motivos económicos ou financeiros, estamos a ser derrotados...

Quando um jovem não se debruça sobre a actualidade política, estamos a ser derrotados...

Quando um jovem não tem qualquer participação num agregado cívico, político-partidário ou não, estamos ser derrotados...

Quando um jovem não acredita no seu próprio potencial de promover a mudança do paradigma sócio-económico, estamos a ser derrotados...

Quando um jovem diz que não vai votar nas próximas eleições de dia 23, estamos a ser derrotados...

 

O espírito nacional não pode ser derrotado; é historicamente valioso demais para tal. Vamos à luta e vencer!


 

(Foto: Alberto Mesquita)

Cláudio Carvalho às 00:34 | link do post | comentar
Terça-feira, 18.01.11

E o revolucionário sou eu?

 

e

Cavaco apoia jovens, pais e professores que "venham para a rua" defender a sua escola

Cláudio Carvalho às 00:25 | link do post | comentar
Domingo, 16.01.11

O nível dos apoiantes de Cavaco e a tese da "campanha negra"

 

 

Cansa ouvir a tese vitimizadora de que está a ser desenvolvida uma campanha negra contra Cavaco, ainda para mais, quando um dos maiores apoiantes de Cavaco atinge, sem dificuldade, o expoente máximo da vil baixeza, como se pode constatar pela imagem acima apresentada. Entretanto, também os boys papalvos alimentam a campanha de desinformação e ostensiva, mas na realidade é difícil esconder que Cavaco já sofre na pele os efeitos de um mandato desastroso. Realce-se, ainda, a singularidade histórica do momento: deve ser das primeiras manifestações, em que Cavaco Silva não responde com o cassetete.

Cláudio Carvalho às 20:56 | link do post | comentar

As felicitações de Cavaco ao ex.-ditador tunisino

 

Presidente felicitou homólogo tunisino Ben Ali pela sua reeleição: O Presidente da República enviou uma mensagem de felicitações ao Presidente da República da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, pela sua reeleição para o cargo. (...) Reiterando-lhe as minhas sinceras felicitações, peço-lhe que aceite, Senhor Presidente, os protestos da minha mais elevada consideração e estima pessoal." (26/10/2009)

 

Cláudio Carvalho às 12:07 | link do post | comentar

A oportunidade para Portugal

Qualquer pessoa com memória histórica, informada e desvinculada de interesses partidários e financeiros tomará uma decisão responsavelmente acertada no próximo dia 23, até porque o panorama é cristalino:

 

Fernando Nobre é inexperiente, moralmente presunçoso e não dá garantias de não pactuar com o capitalismo desregulado que corrói o "Estado Social" construído por alicerces constitucionais de Abril. Francisco Lopes é anti-democrata e qualquer tentativa para derrubar o regime político-ideológico e económico será com uma alternativa revolucionária marxista-leninista. Enquanto que o candidato conservador Cavaco Silva é o principal responsável interno pelo iniciar da alienação do papel do Estado numa economia que se deveria ter como mista e promotora de equidade na oportunidade e não promiscua em favorecimento da elite financeira. O tecnocrata da realpolitik é o co-responsável nacional pelo pântano em que mergulhamos deste institucionalismo disfuncional e elitista e por isso não deveria merecer, em circunstâncias normais, a confiança do eleitorado.

 

Manuel Alegre é o único candidato democrata com coragem suficiente para não pactuar com o regime que nos trouxe até esta crise económico-financeira e de valores. Manuel Alegre sabe que não é expectável uma sociedade sem classes pela vias democráticas, jogando no tabuleiro do capitalismo global e elevando a luta socialista à escala europeia.

 

Os cidadãos portugueses estão fartos das falsas esperanças que são dadas por agentes políticos com responsabilidades decisórias em órgãos de soberania como Cavaco Silva. Nunca Manuel Alegre teve a oportunidade de tomar as rédeas do país como Cavaco Silva. Alegre merece a oportunidade, Portugal merece a oportunidade.

Cláudio Carvalho às 11:15 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quinta-feira, 13.01.11

Relembrando o autoritarismo cavaquista contra os estudantes (Maio 1994)

 

 

Cláudio Carvalho às 19:18 | link do post | comentar
Segunda-feira, 10.01.11

Votar Alegre, contra a mercantilização do ensino e da saúde

Manuel Alegre é o único candidato que oferece garantias de defesa perante uma mercantilização da saúde e do ensino, iniciada sob tutela dos governos de Cavaco Silva.

 

É o único que oferece garantias de defesa do Estado Social, não só, pelo o seu posicionamento ideológico firme, como pelas suas afirmações e, essencialmente, pelo seu combate histórico na luta pela democraticidade económico-social e pela soberania do país contra os interesses internacionalistas capitalistas. Manuel Alegre e os seus apoiantes têm defendido uma lógica de engenharia social diferente da actual, assente na desconstrução do institucionalismo do modelo social europeu e constitucionalista da III República. Alternativamente, Cavaco Silva defende uma lógica de mercado, mostrando-se preocupado em combater o défice a todo o custo, nem que isso signifique o alienar pelo o Estado dos vectores de bem-estar e promotor de mobilidade social como a saúde e a educação públicas.

 

São concepções ideológicas diferentes que têm pautado as longas vidas político-partidárias dos dois maiores candidatos e os portugueses terão que optar e optar sabendo que a sua decisão implicará consequências gravíssimas e, dificilmente, reversíveis e bastará olhar para a República da Irlanda e para os Estados Unidos para perceber que estão a traçar o "caminho inverso" ao de Portugal e ao de outros países europeus, como Grécia, Espanha e Reino Unido.

 

A defesa da lógica individualista metodológica que conduzirá, à partida, ao voto no candidato conservador, está no cerne dos problemas de especulação financeira que nos afectou económico-financeiramente baseada na lógica de mercado e Manuel Alegre poderá ser o único travão, pela via dos poderes conferidos constitucionalmente ao Presidente da República para mantermos o pouco que nos resta de Abril: um Estado interventivo, regulador, solidário e soberano.

Cláudio Carvalho às 22:23 | link do post | comentar
Sábado, 08.01.11

O "monstro" fora de controlo

 

 

 

Cavaco Silva (quase) sempre teve o condão, inexplicável, de intocabilidade, apresentando-se como moralmente inquestionável: uma espécie de santa virgem imaculada da política nacional?! Quase que é preciso nascer tantos anos quantos esteve envolvido na vida político-partidária portuguesa para poder questioná-lo ou confrontá-lo sobre o que quer que seja, neste caso sobre o aumento de funcionários públicos na Administração Central. Ora, considerando dados obtidos imediatamente após ter terminado os fastiosos oito anos de governação despesista, Cavaco Silva foi quem mais alimentou o "monstro" que ele tanto crítica. A minha geração anda e vai continuar a pagar os tempos de "vacas gordas" da geração cavaquista. Cavaco deve um pedido de desculpas, à minha geração, à geração dos neo-exilados!

 

(Dados: Pordata)

Cláudio Carvalho às 19:05 | link do post | comentar
Sexta-feira, 07.01.11

A incapacidade do candidato conservador

 

Aqueles que saúdam o candidato conservador e a sua pretensa capacidade de tomar decisões políticas independentemente das suas convicções pessoais, estão a ter em conta a incapacidade institucional de interromper as suas férias para se deslocar ao funeral do Nobel da Literatura José Saramago?

Cláudio Carvalho às 20:45 | link do post | comentar

Apontamentos de macroeconomia...

Voltemos, então, aos apontamentos de macroeconomia que se leccionam nas instituições de ensino superior nacionais:

http://www.fep.up.pt/docentes/joao/material/macro2/macro2_texto_estado.pdf

 

 

Ou seja, mesmo no início da afectação nacional fruto da crise financeira internacional, Portugal tinha um défice 48% mais baixo que o dos tempos idos do candidato conservador... penalizaremos, então, o maior culpado pelo descontrolo das contas públicas.

Cláudio Carvalho às 13:36 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quinta-feira, 06.01.11

Está nas nossas mãos

"Nas tuas mãos começa a liberdade."
Manuel Alegre - "O Canto e as Armas", 1967


 

Nada melhor que umas eleições como as com carácter Presidencial, para os portugueses expressarem o seu descontentamento através do voto. Sim é possível, a expressão de descontentamento para com o actual sistema sócio-político português, através do voto num dos candidatos e a escolha parece-me óbvia.

 

No Estado Novo, enquanto Manuel Alegre lutava contra o regime fascista e publicava "O Canto e as Armas", o candidato conservador mostrava-se integrado no regime político ditatorial. Manuel Alegre é o único candidato inconformado com o actual rumo, tal como no passado. Hoje em dia, a postura conformista e até cúmplice do candidato tecnocrata conservador é similar, como se pôde comprovar no debate frente a Manuel Alegre em que a primeira mensagem foi destinada à alta finança e não aos portugueses.

 

Nunca é demais reforçar que Manuel Alegre, livremente, tem-se expressado contra a actual concepção das sociedades vergadas ao capitalismo desregulado, em alternativa ao candidato conservador que é subserviente ao poderio da finança sobre os sistemas sociais construídos por posições políticas sólidas e históricas.  Se os portugueses são críticos para com o actual rumo social, só poderão confiar o voto em quem, como eles, não se conforma. Usemos da arma - leia-se das nossas mãos, leia-se do voto - para mudar o rumo!

Cláudio Carvalho às 20:37 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Memória Histórica: "Governar com o cassetete"

Cláudio Carvalho às 08:30 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Quarta-feira, 05.01.11

A emergência da mudança

 

Não é difícil de perceber a importância das próximas Eleições Presidenciais e o porquê da necessidade de lutar, pela palavra, contra o regime de opacidade democrática vigente cimentado por um dos políticos profissionais há mais tempo no activo. Mais que nunca, o povo português e os jovens, particularmente, têm o dever cívico de responder à crise económico-financeira e, sobretudo, de valores com o seu voto que será preponderante para efectivar a mudança, que se exige, no paradigma político.


Manuel Alegre apresenta-se como a única solução personificadora de valores ideológicos progressistas e humanistas, fundamentais para o desenvolvimento de uma sociedade justa e fraterna, em oposição, ao integralismo tecnocrata do candidato conservador. Manuel Alegre inspira confiança aos jovens, será promotor de maior estabilidade institucional sem ser subserviente aos poderes governativos e da alta finança, reestabelecerá um clima de transparência, é escrupuloso sem ser moralmente pretensioso e, acima de tudo, trata as decisões políticas como decisões com impacto real na vida das pessoas e não apenas como efeitos estatísticos ou como meros "danos colaterais". São visões diametralmente opostas e os portugueses terão que optar, convictamente, nas eleições presidenciais mais importantes dos últimos 20 anos.

Votar em branco, nulo ou simplesmente abster-se terá efeitos equitativamente nulos do ponto de vista de expressão de descontentamento ou não identificação e só beneficiará o statu quo presidencial. Pior que isso, terá o significado político de pura e dura regressão democrática, deixando que outros decidam pelo cidadão comum alheado, voluntária ou involuntariamente, da actualidade política.

Votar no candidato conservador é desistir de Portugal, dar a Pátria como financeira e, sobretudo, eticamente  falida, como que se não houvesse alternativa ao modo de fazer política dos últimos 30 anos. Nunca antes, os jovens se sentiram com tão pouca esperança, verificando-se uma neo-diáspora para o qual o maior responsável político é, indubitavelmente, o candidato conservador. Hoje, mais que nunca, lutemos... juntos!

 

(Foto: http://urbanascidadespoa.blogspot.com/2010/09/portugal-literatura-e-poesia.html)

Cláudio Carvalho às 10:31 | link do post | comentar

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