Sexta-feira, 21.01.11

As encomendas de Cavaco Silva

Hoje Cavaco Silva declarou à Rádio Renascença que alguns jornalistas tinham recebido encomendas para abordar nos seus órgãos de informação as negociatas em que ele se tinha metido. Já se sabe que o termo negociata é meu.

 

É preciso ter desplante para vir apoucar os jornalistas por receberem encomendas para incomodarem S. Exª e ter-se esquecido da encomenda que o seu assessor para a imprensa Fernando Lima fez a um tal jornalista do Público para fazer umas averiguações sobre certos senhores que frequentavam a sua comitiva, quando da sua deslocação à Madeira há alguns anos. Parece que já se está a esquecer da encomenda que fez a José Manuel Fernandes para que este lançasse no Público a atoarda de que ele, Cavaco Silva, andava a ser escutado pelo Governo, isto numa altura em que o PSD, chefiado por Manuela Ferreira Leite, falava da "asfixia democrática".

 

Grande encomenda me saiu este Cavaco Silva, ficar-lhe-ia bem conhecer este ditado popular “quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho”.

Jorge Nascimento Fernandes às 19:24 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 19.01.11

"Ter mais de 60%, que é para a ripada ser maior aos talibãs"

Assim se exprimia um apoiante de Cavaco, em Oliveira do Hospital, em frente de uma câmara de televisão. A forma, como se vê, não é das mais elegantes, mas ao candidato e aos seus apoiantes não se exige mais. Quem na demagogia mais descabelada, aconselha a não se prolongar por mais umas semanas a campanha eleitoral porque “os custos seriam muito elevados para Portugal e para os portugueses”, ou quem destina às mulheres o papel de fadas do lar, porque são elas “que gerem os orçamentos das famílias e são as mais bem preparadas para identificar onde está o rumo certo, aqueles que as podem ajudar para melhorar o bem estar dos seus maridos e dos seus filhos,” não se pode esperar um estilo diferente do dos seus apoiantes.

 

Cavaco no seu discurso desconchavado promete benesses a quem nele votar, os seus apoiantes, pelo contrário, prometem ripada nos talibãs, que somos todos nós.

 

É o fascismo doce que sempre se perfilou por detrás de palavras mansas e cordatas dos democratas “pós-25 de Abril”. Mas, está sempre à porta, à espera de poder entrar. Não é por acaso que Cavaco condecorou Pides e não Salgueiro Maia, ou permitiu que o seu Secretário de Estado interditasse o envio do livro de Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, a um prémio europeu. Mas também não é por acaso que se vai à PIDE declarar que se está integrado no regíme. Este homem não tem qualquer pinta de democrata, só o é porque os tempos correm de feição a este tipo de Governo.

Jorge Nascimento Fernandes às 18:55 | link do post | comentar
Sexta-feira, 14.01.11

Porque devemos votar em Manuel Alegre

Há para aí um conjunto de “rapaziada”, mas não só, que anda muito preocupada com conceitos de patriotismo e nacionalismo e outros temas, a propósito desta campanha eleitoral para a Presidência da República.

 

Um rapaz mais velhinho chega mesmo a transcrever um belo poema de Brel referente ao assassino de Jaurés, às vésperas da I Guerra Mundial, falando de social-patriotismo a propósito de todos os candidatos. Outro interroga-se  em relação às posições que Manuel Alegre tomou sobre as propinas ou sobre as taxas moderadoras e termina “todo este patriotismo está a tornar o ar dentro desta latrina completamente irrespirável.” Aqui não se refere propriamente a Alegre, mas dá o tom sobre a campanha eleitoral. Outro, precisa melhor os conceitos e escreve: “O que se passa com a esquerda patriótica portuguesa, de Francisco Lopes a Manuel Alegre e ressalvando aqui as inúmeras diferenças entre ambos, é que tanto no seu internacionalismo como no seu patriotismo a questão da classe é secundária em relação à questão do povo.”

 

Mas o que pensa esta gente que é uma campanha eleitoral para a Presidência da República? E o que pensam mesmo das campanhas eleitorais? Será que nunca votaram? Será que o partido onde depositaram o seu voto respondia a todas estas perguntas? Será que pensavam que o Manuel Alegre iria apelar à revolução europeia?

 

Eu às vezes interrogo-me em que mundo certas pessoas vivem. Posso admitir que alguns jovens e outros mais maduros optem conscientemente pelo anarquismo ou pela recusa em participarem nas eleições burguesas. Discuto e combato esta sua opção, mas se ela for seguida com coerência, admito que possam em todas as circunstâncias, recusar-se a votar. Mas, tendo ao longo da vida participado em eleições, ou seja, votado, e mesmo militado em partidos que vão a eleições. Vêm agora pôr questões, que numa eleição presidencial têm pouco sentido e muito menos exigir dos candidatos comprometidos com o sistema que nos governou nos últimos trinta e cinco anos respostas claras às suas exigências políticas.

 

Neste tipo de eleição pretende-se, pretende a esquerda, acima de tudo, que quem seja eleito tenha do país uma visão progressista, se possível de esquerda, não pactue deliberadamente com o conservadorismo ou com o patronato reaccionário. No fundo, alguém que seja o contrário de Cavaco Silva. Pode-se também pedir, que quem vá para o lugar seja o aglutinador de um conjunto de forças de esquerda, e que propicie um deslocamento para a esquerda do eixo ideológico dominante.

 

Neste sentido, a esquerda tem-se dividido. Há quem procure o candidato que sirva para expressar os seus pontos de vista, independente de todos os outros. É, neste momento, a posição do PCP. Francisco Lopes nesse aspecto tem levado a água ao seu moinho e a sua candidatura “patriótica e de esquerda” tem muito a ver com o passado político do PCP, que neste aspecto foi ressuscitar as ideias da Revolução Democrática e Nacional, e sublinho nacional, e da sua oposição à União Europeia.

 

Nestas eleições, por razões que têm a ver com a posição do Bloco de Esquerda, não há nenhum candidato que expresse o ponto de vista da unidade da esquerda não-comunista e não social-democrata, de que o caso mais paradigmático foi o de Maria de Lurdes Pintassilgo, em 1986. E não sei se esta candidata iria corresponder a todas as exigências destes nossos jovens bloggers, alguns ainda sem idade para terem participado nelas.

 

Nobre, Defensor de Moura ou Coelho são fenómenos marginais à luta política, que poderão ter o seu nicho de mercado, mas não correspondem aos desejos destes nossos críticos.

 

Que representa pois, para mim a candidatura de Manuel Alegre. Uma possibilidade e a única de derrotar Cavaco, de inflectir neste momento a correlação de forças para a esquerda, retirando todo o peso negativo que é ter Cavaco na Presidência, a possibilidade, mesmo que remota, de uma recomposição da esquerda.

 

Dirão que é pouco, que a situação exige mais, outro candidato e outra política. Arranjassem-no, não se limitem a criticar e a recusar meter as mãos na massa. É fácil, descobrirem agora as contradições do candidato, mas ele é neste momento o melhor denominador comum para derrotar Cavaco Silva e como se torna claro, a eleição de um Presidente, não é a mesma coisa do que a de um parlamento, nem que de uma câmara municipal, que é por natureza plural. A eleição de um Presidente da República é uninominal, com todos os defeitos e virtudes que isso comporta. E é pois neste quadro concreto que, como actores políticos, têm que agir.

Jorge Nascimento Fernandes às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 12.01.11

Algumas contas de simples aritmética política a propósito da eleição de Alegre

Joana Lopes lá para trás faz uma grande citação de Victor Dias em que este explica muito bem explicadinho, como é seu costume, porque é que não se deve apelar ao voto útil em qualquer dos candidatos que se opõem a Cavaco Silva.

 

Depois daquelas contas feitas, apeteceu-me rever a aritmética utilizada e refazer politicamente esta contabilidade.

 

Comecemos por uma afirmação que António Costa fez há tempos, na Quadratura do Círculo: se votarem, por exemplo, cem mil eleitores, Cavaco, para ser eleito à primeira volta, precisa de 50 mil votos mais um. Se votarem só 60 mil, Cavaco só necessita de 30 mil mais um. Por isso a abstenção favorece Cavaco e não os seus opositores. Ora o que é válido para Cavaco também é válido para o conjunto dos seus opositores, portanto, por aí não podemos ir. Tudo depende qual dos lados se abstém mais. Assim, o princípio acima anunciado só faz sentido se todos aqueles que não suportam Cavaco, e não tenham candidato à sua medida, forem votar nos opositores ao actual Presidente da República. Por isso, José Neves, do blog Vias de Facto, como não gosta de nenhum, mas acima de tudo embirra com Cavaco, acha que é suficientemente exótico ir votar em Defensor de Moura. E não basta, como já disse a Comissão Nacional de Eleições, votar branco ou nulo, é preciso expressar validamente o voto para que ele entre na percentagem dos 50 %. Ou seja, deve-se votar em todos, menos em Cavaco .

 

No entanto, dito isto, vamos às contas do Victor Dias. Mesmo que Cavaco não tenha os 50% mais um, resta a pergunta e quem vai à segunda volta? Eu por mim não tenho dúvidas, quero que seja Manuel Alegre. Mas Victor Dias não deve com certeza ter esta preferência, por isso seria importante apelar e achar que o voto útil seria em Francisco Lopes, para que este possa ir à segunda volta. Foi por estas e por outras que em 1986, Salgado Zenha não foi à segunda volta, o que teria evitado todos aqueles sapos que se tiveram que engolir. Maria de Lurdes Pintassilgo retirou-lhe os votos necessários para isso acontecer. Por este motivo, ou Victor Dias, sem o dizer, já acredita na possibilidade de ser Manuel Alegre a passar à segunda volta com Cavaco ou implicitamente quer que isso suceda. Pois, de outro modo, apelaria ao voto útil no seu candidato, pois não é indiferente em quem se deposita o voto. Por este andar ainda Fernando Nobre se arrisca a ir à segunda volta. E uma situação destas já se passou em França, quando ninguém esperava, quem passou à segunda volta foi Le Pen.

 

Por isso, diria que estas coisas não são simples aritmética têm por trás alguma reflexão política. Se não gosta de Cavaco, e nenhum dos outros é da sua preferência, vote naquele que mais satisfaz o seu ego. Porque não em Coelho? Sempre poderia ir ao poleiro. Mas se quer votar conscientemente vote em Manuel Alegre, para garantir que seja este a ir à segunda volta.

Jorge Nascimento Fernandes às 18:32 | link do post | comentar
Terça-feira, 11.01.11

O Chefe da Oposição

 

No outro dia, em Peniche, uma manifestante gritava para Cavaco: “Não tenha medo deles”, logo o locutor, que conduzia a emissão televisiva, lhe perguntou: “quem eram eles?”. Resposta pronta da manifestante, o José Sócrates e o Ministro das Finanças. O “eles”, não era Manuel Alegre ou qualquer dos outro dos candidatos que se perfilam à esquerda, era o Governo. Cavaco manteve-se calado, convém-lhe aparecer como chefe da oposição. Mas há mais, quase todos os dias os professores do ensino privado, em guerra com o Governo por causa dos cortes no subsídio a este tipo ensino, se têm manifestado à frente de Cavaco, não para o apoucarem, mas sim para lhe gritarem um pedido de SOS contra as malfeitorias governamentais. Apareceu mesmo um professor que veio explicar à televisão e a Cavaco que os gritos daquela manifestação não eram contra ele, mas representavam o grito de desagravo dos professores. Cavaco começa assim aparecer como o verdadeiro chefe da oposição contra o Governo.

 

Esta táctica já é antiga. Em 1985, depois de Cavaco tomar conta do PSD, rapidamente soube também aparecer como opositor ao Governo do Bloco Central, chefiado por Mário Soares, e de que ele, PSD, tinha feito parte. Estes senhores são lestos em se desresponsabilizarem daquilo que fizeram.

 

Quando lhe serviu para se mostrar responsável, o Orçamento foi aprovado devido ao seu empenho. Agora, as medidas gravosas que aí vêm já são só da responsabilidade do Governo. Como se vê rapidamente tiram o cavalinho da chuva dos seus comprometimentos passados.

Jorge Nascimento Fernandes às 12:51 | link do post | comentar
Domingo, 09.01.11

Um pequeno provocador de direita

 

Penso que Elísio Estanque, num artigo que escreveu para o Público, a 31/12/10, já disse tudo sobre o discurso da direita neofascista, encabeçada neste caso por Rui Ramos (RR) e Henrique Raposo, a propósito da prosa provocadora que estes senhores escreveram para o Expresso, de 18/12/10, sobre o candidato presidencial Manuel Alegre.

 

No entanto, porque há alguns pormenores que não foram abordados pelo articulista do Público em relação ao texto de RR, senti-me na obrigação de vir chamar a atenção para algumas das omissões deste historiador a propósito da escolha de Argel, pela FPLN e Alegre, e sobre a Guerra da Argélia.

 

Para além de outras provocações desnecessárias e de mau gosto, RR baseia a sua argumentação na ideia que a Manuel Alegre não está interessado em desenterrar o seu passado anti-fascista, principalmente a sua estadia em Argel, por ter trocado “o Portugal de Salazar pela Argélia de Ben Bella e de Boumédiène, um país onde também havia polícia política, tortura, censura e partido único, mas a um nível infinitamente mais bárbaro”. O que sabe ele do Portugal de Salazar se em texto recente, e recorrendo aos números de presos e mortos pelo regime fascista, acha que este era muito mais benigno do que o da Primeira República. Esquece o que era o fascismo quotidiano e o medo que inspirava nas populações – já escrevi sobre este assunto aqui.

 

Mas a escolha da Argel pela Frente Patriótica de Libertação Nacional, para poder emitir para Portugal e para as Colónias as emissões da rádio Voz da Liberdade, teve simplesmente a ver com o apoio que aquele país dava aos Movimentos de Libertação das colónias portuguesas, que naturalmente para Rui Ramos, ainda são os “turras”, e à libertação do povo português do jugo fascista. Coisa que os democráticos países da NATO, em que estava incluído Portugal não queriam e não podiam prestar. Se exceptuarmos a Suécia, que não pertencia à NATO, e que activamente apoiou os antifascistas portugueses, que lá se quisessem refugiar, sem actividade explicitamente política, e os movimentos de libertação, mais nenhum dos países na altura democráticos, teve qualquer tolerância para a luta contra o fascismo. Alguns mesmo colaboraram abertamente com o regime e as suas polícias ensinaram e prestaram colaboração à PIDE. São coisas que o nosso pequeno provocador esquece.

 

Depois faz referência à morte de dezenas de milhares de harkis, argelinos que serviram no exército colonial francês. Também aqui a sua parcialidade é enorme. Esquece que houve uma guerra colonial, que a democrática França se portou execravelmente impedindo a independência e reprimindo o levantamento nacional dos argelinos. As histórias de tortura do exército francês são conhecidas. La question, de Henri Alleg, de 1958, interdito em França, denuncia as torturas sofridas pelo autor. São coisas já esquecidas, que o nosso pequeno provocador não gosta de lembrar. Mas há mais, na democrática França, o colaboracionista Maurice Papon, posteriormente identificado e preso, quando era Chefe da Polícia de Paris, em 1961, mandou disparar sobre uma manifestação pacífica de argelinos, tendo morto cerca de 200, cujos corpos foram durante dias encontrados no Sena. Esta mais uma das histórias que RR não gosta de contar, só se lembra do caso harkis, para atacar a passagem de Manuel Alegre por Argel, onde, segundo o próprio, nunca houve qualquer interferência do Governo Argelino sobre o conteúdo da rádio Voz da Liberdade, coisa que o Sr. RR não pode garantir para Portugal, onde a censura limitava a actividade de qualquer jornalismo.

 

Já uma vez chamei ao Sr. RR Um camelot du roi à portuguesa, cuja definição é de grupo de provocadores católicos e monarquistas, adeptos da Action française, de Charles Maurras, que pontificavam entre as duas guerras e que participaram activamente nos motins provocados pela extrema-direita em França, no dia 6 de Julho de 1934. Hoje para minha alegria vejo o Elísio Estanque chamar-lhe neofascista, não lhe vai mal também esta etiqueta.

Jorge Nascimento Fernandes às 17:52 | link do post | comentar
Sábado, 08.01.11

Quando a “voz” se ouvia em Argel

 

Já quase ninguém se lembra o que era estar acordado até à uma e meia da madrugada, para ouvir "aquela voz" que vinha de outro mundo para nos falar de liberdade. Era voz de Manuel Alegre, na Rádio Voz da Liberdade, em Argel.

 

Na segunda metade dos anos 60, um grupo de jovens, já organizados partidariamente, resolveu enviar para Argel, por mão amiga, uma carta cheia de informações sobre o Portugal censurado.

 

Reunimo-nos e escrevemos à máquina não sei quantas páginas repletas de notícias e assinámo-la, cheios de confiança, "Grupo Bento Gonçalves". Porque não se fica com cópia destas coisas, só me lembro de dois dos temas que foram abordados. Um era sobre a ponte Salazar, hoje, felizmente, 25 de Abril. Um de nós tinha a informação que aquela obra tão custosa à época não estava a dar o rendimento que se esperava, havia pouco movimento. Já se percebe, o que se teria escrito? Era uma obra do regime, que empobrecia a nação e não serviria as populações interessadas. Hoje, estas afirmações parecem-nos ridículas, mas na altura não o eram.

 

Mas o grosso da nossa informação consistia no tráfico de armas que, com a cumplicidade do Governo de Salazar, se fazia para o Biafra, uma província secessionista da Nigéria, que se tinha revoltado contra o poder central e era apoiada pelo Governo fascista português e por outros estados associados ao colonialismo, como a África do Sul e a Rodésia do Sul. Havia um importador português, ligado ao fascismo e à vida tauromáquica – na altura fez-se referência ao nome –, que vendia as armas e as enviava não oficialmente para aquela província. Isto era grave, porque devido aos interesses obscuros do petróleo e ao cerco que a Nigéria impôs aquela província independente, estavam a morrer de fome milhares de pessoas. Este novo país nunca foi reconhecido pelas Nações Unidas e Portugal participava, através do comércio da morte, que era feito a partir de S. Tomé e Príncipe, do pequeno número de países que alimentava aquela guerra.

 

Tempos depois "aquela voz" noticiava algumas das nossas informações, juntamente com outras notícias, cuja fonte era a nossa carta. Como o noticiário não abundava, as informações por nós prestadas eram repetidas regularmente. Sentimos depois deste episódio um grande orgulho, a Rádio Voz da Liberdade, prestava atenção a este apagado mas firme grupo de jovens. Tínhamos contribuído para a luta e a "voz" tinha-nos ajudado.

Jorge Nascimento Fernandes às 00:52 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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