Segunda-feira, 24.01.11

Perder eleições não quer dizer perder convicções

Ouvi há pouco o discurso do meu candidato derrotado. Orgulho-me de ter apoiado incondicionalmente Manuel Alegre; por tudo o que ele fez toda a sua vida por Portugal, pela sua frontalidade e conduta de homem livre e pelo seu discurso de hoje. Enquanto ele tiver força para lutar espero ter forças para o apoiar!

 

O meu raio de acção limita-se à França mais particularmente a Paris, onde resido vai para quarenta e seis anos. Em 2006, apoiei espontaneamente com os meu amigos políticos, Manuel Alegre enquanto candidato independente, o resultado foi positivo.

Desta feita a seu convite fui Mandatário. Com muitos dos mesmos amigos e outros de outros partidos, fizemos o melhor que podemos para obter os melhores resultados possíveis, creio que conseguimos.

 

Num contexto Nacional onde o exemplo de não votar é flagrante, os residentes de França só votaram a 3,45% dos inscritos; é uma lástima enraizada há várias décadas e até à data pouco tem sido feito pelos diferentes Governos ou partidos para ajudar os que tentam mudar a situação.

No entanto, se em todo o Mundo se votasse como em França, Manuel Alegre estaria numa segunda volta com 37,71% dos votos e uma possibilidade de concretizar um total superior a 54% ao final. Em Bordéus (52,88%) e Nantes (52,38), teria ganho mesmo na primeira volta.

 

Há muito a fazer em Portugal para convencer os portugueses que participar na vida cívica é mais do que um direito...

 

Mas “o povo é quem mais ordena”, mesmo quando é menos de metade a votar, é ele quem mais ordena. Quando o povo compreender o significado desta tão cantada frase, talvez o destino do nosso país tome outro rumo.

Mas por enquanto é assim, o povo, globalmente, voltou a eleger para Presidente da República o Pr. Cavaco Silva. Está de parabéns, pois conseguiu convencê-lo. Resta-lhe agora ser o Homem que diz que é, fazer o que diz que faz, sem esquecer que mesmo os que não votaram este ano talvez um dia votem!

Lastimo porém a soberba da frase pronunciada no seu discurso quando fala da vitória da “dignidade contra a infâmia”. A dignidade não convive com frases destas!

Aurélio Pinto: Secretário Coordenador da Secção de Paris do PS português

                       Mandatário de Manuel Alegre em França.

 

Aurelio Pinto às 01:07 | link do post | comentar
Quarta-feira, 19.01.11

Eis as razões porque voto convictamente em Manuel Alegre

Abordo a escrita deste texto com um sorriso, pois ao dizer bem do candidato que apoio incondicionalmente e no qual convido cada cidadão a votar, parece-me que vou ter de passar pelo mesmo caminho dialéctico que utilizaram aqueles que defendem outros candidatos.

Acontece porém que considero ter a tarefa simplificada pela evidência dos factos.

 

O meu candidato não é economista, por isso não poderá agir com o excesso de confiança perante os problemas que não faltarão de surgir. Também nunca foi Ministro das Finanças, por isso não se lhe podem apontar erros de gestão. Nunca foi Primeiro Ministro, por isso não tem a responsabilidade de dez anos de um governo aonde foram nascendo algumas das fases preparatórias da fragilidade actual de Portugal. Ainda não foi Presidente da República, por isso não necessita de andar agora a dizer que fez mil coisas, que deu outros tantos conselhos, que é homem de experiência e que por isso vai salvar a Pátria. 

 

É um facto que neste momento de crise mundial, Portugal sendo um país mais fraco, acabou por sofrer mais do que muitos outros, tanto mais que durante tantos anos regados copiosamente com dinheiros da Europa pouco se fez para preparar o futuro. A agricultura, o turismo, a indústria, o ensino, a formação profissional etc. foram evoluindo timidamente, não falando noutros problemas tais como a justiça, os negócios mais ou menos lícitos, a corrupção e tantos mais. Há muitos anos que Portugal vive mal, e as reformas iniciadas pelo actual Governo, embora na sua maioria corajosas e eficazes, têm grande dificuldade em dar frutos.

 

Ao votar em Manuel Alegre, tenho consciência que, sendo ele eleito, não poderá apagar de repente todos os problemas que nos afligem. Mas também sei que o seu passado de lutador contra o fascismo, pela liberdade de todos os portugueses, pela instalação da democracia, de refugiado, de co-autor da nossa Constituição, de Deputado, e de Presidente da Assembleia da República, faz deste Homem de Abril, o único candidato credível.

Detentor de elevado nível cultural, reconhecido em todo o Mundo como Poeta e Homem de Estado, franco e frontal, Manuel Alegre será o Presidente da República que pode garantir a defesa dos nossos valores tanto em Portugal como em qualquer país.

 

In Lusojornal, por Aurélio Pinto (coordenador da Secção de Paris do PS português, Mandatário de Manuel Alegre em França), 19/01/2011

Aurelio Pinto às 14:30 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

Palavra de Mandatário

Em 2006, sem estar investido de nenhuma missão oficial, trabalhei com muitos camaradas e amigos, para que já nessa altura a candidatura de Manuel Alegre marcasse uma presença inolvidável no panorama eleitoral. Os resultados foram bastante positivos. Ficámos pois, satisfeitos por ter ajudado. Desta vez Manuel Alegre em pessoa, convidou-me para ser Mandatário em França. Devo dizer que aceitei com todo o prazer porque continuo a acreditar em Manuel Alegre por reconhecer nele o valor do homem de Esquerda, honesto, frontal, culto, com envergadura de Chefe de Estado.

Prazer que foi reforçado porque isso me leva a trabalhar com outros homens e mulheres de Esquerda, que não militando normalmente a meu lado, defendem no essencial, os mesmo valores que eu. É bom estarmos juntos quando se trata do destino de Portugal. É claro que me agradou muito o discurso feito pelo Secretário Geral do Partido Socialista, pondo em evidência as qualidades do candidato e incentivando cada um, do simples militante às Federações Socialistas de todo o País, a fazerem tudo para que Manuel Alegre ganhe esta eleição. De igual modo e pelas mesmas razões, me agradou a adesão frontal do Bloco de Esquerda e a daqueles que, de outros partidos ou independentes, comungam na ideia que a democracia funciona assim e que, desde sempre, Manuel Alegre esteve na frente da luta pela liberdade.

Manuel Alegre tem uma leitura clarividente da situação que o Mundo, a Europa e Portugal atravessam.

Por ter vivido como nós, muitos anos fora do país, também este candidato a Presidente da República compreende e considera as Comunidades Portuguesas espalhadas pelo Globo.

Para levar a cabo a missão que me foi confiada, que, relembro, é supra partidária, convidei em França aquelas e aqueles que partilham as mesmas convicções;  são até hoje: Fernando Silva, Cristina Semblano, Álvaro Pimenta, José Vieira, Nathalie de Oliveira, Lamartine Pinto Sá, Alexandre Gomes, Lurdes R. Galvão, António Topa, Hermano Sanches Ruivo, Maria Fernanda Pinto, Manuel Tomé, Mário Castilho, Parcídio Peixoto, Teresa Rebelo, Jorge Teles, José Rocha, João Santos Silva, Fernando Riesenberger, Manuel Ferreira e Maria Augusta Pereira.

Todos juntos vamos trabalhar para atingir o objectivo único:

Manuel Alegre Presidente 2011.

In Lusojornal, (Paris),16/09/2010

 

Aurelio Pinto às 22:02 | link do post | comentar
Quinta-feira, 13.01.11

Quando os emigrantes vão a votos...

Para quem anda nisto há tantos anos... sim nisto, nesta vida de “catequização cidadã”, por toda a França, com muitos apóstolos, gente de boa vontade e desinteressada, a explicar a quem quer ouvir, qual é o interesse de exercer o “dever” de cidadão, de participar na vida cívica da cidade onde vive e do país que o viu nascer e onde ainda tem muitos interesses.

Para quem esteve na origem de tantos milhares de panfletos e de manuais, de estudos e reuniões, há notícias que são quase paralisantes.

O que nos tem motivado durante uma vida inteira é o facto de saber que muitos dos nossos compatriotas, emigraram por serem vítimas de carências de todos os géneros; financeiro, cultural e principalmente de liberdade, o que lhes impedia o acesso a um tipo de vida normal e  participadora. Ora quando se lê no Público, num inquérito feito dia a dia (com simples valor informativo, claro) que em Portugal o interesse pelas eleições é MUITO para 7,2% da população, ALGUM para 28% e NENHUM para 64,8, ficamos a pensar, que o melhor era termos começado por lá!

Durante esse tempo o que é que vai acontecendo? Apesar de todas as dificuldades só em Paris, o número de inscritos no Consulado Geral para votar, aumentou de 8% em 2010.

Há indicações que no resto da França também houve aumentos significativos. Isto par nós é uma notícia balsâmica.

Então não querem lá ver? Se Em Portugal ninguém liga nenhuma às eleições e no estrangeiro toda a gente se põe a votar, qualquer dia o terço do País que mora no estrangeiro é que vai decidir o que se passa lá na terra.

Tal está a moenga!

Aurelio Pinto às 16:25 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quarta-feira, 12.01.11

É uma vergonha que haja fome em Portugal!

Não tenhamos dúvidas, é mesmo uma vergonha! Qualquer português que se preze não pode ficar indiferente a tal situação. Mas felizmente a maior parte deles não tem culpa nenhuma disso, muitos até se esforçam para evitar que tal aconteça, outros ajudam mesmo sem saber, estou a pensar em todos aqueles que com as remessas que enviam regularmente, contribuem largamente para melhorar a vida dos seus compatriotas. Mas os esforços individuais não chegam para evitar os problemas causados por uma má gestão do País que se vem arrastando há muitos anos. A desregulamentação económica, para facilitar a vida das empresas, não evitou que a crise europeia de 1993 provocasse em Portugal um enorme aumento do desemprego. Durante os anos faustos em que a Europa despejou rios de dinheiro em Portugal, o aspecto do país mudou imenso, mas foi quase exclusivamente a rede rodoviária que absorveu tal maná. Por outro lado a agricultura passou ao lado da repartição; enquanto algumas manadas de gado iam de camião de prado em prado, para justificar empreendimentos fictícios, os terrenos ficavam por cultivar, e a criação de gado continuava na mesma. Muito mais real era o benefício daqueles que aproveitavam dos bem-vindos capitais para empreendimentos pessoais cujos benefícios os foram enriquecendo. Esses hoje não têm fome! Durante esses anos, o que é que foi feito para preparar o futuro da economia de Portugal?

 

Aurelio Pinto às 16:39 | link do post | comentar

Desta é que vai, a crise vai acabar.

Quem é que pode deixar de acreditar nesta afirmação, quando se fala aqui da eleição dada como certa, do Professor Cavaco Silva, actual Presidente da República e candidato ao mesmo alto cargo a partir de Janeiro de 2011? Vejam só o curriculum: Doutor em economia e Professor universitário nesta matéria, Director de Gabinete de Estudos do Banco de Portugal! Quando a crise tem imenso ou exclusivamente a ver precisamente com esta área, é certo que o Professor, na sua qualidade de novo Presidente da República pode resolver; por isso todo o mundo acredita que ele será eleito! Assim há quem diga. A não ser que o país se lembre de um certo desenrolar de situações que provavelmente serão capazes de dar que pensar... Nem tudo o que luz é ouro: O Professor foi Ministro das Finanças entre 1980 e 1981; não resolveu nada! Foi Primeiro Ministro de 1985 a 1995 – 10 anos em que Portugal ficou numa lástima – nada resolveu! É presidente da República desde 2006. O que é que resolveu desta vez? 

 

Aurelio Pinto às 16:36 | link do post | comentar
Terça-feira, 11.01.11

Combustão lenta

No rescaldo do primeiro dia oficial de campanha não posso deixar de reparar num certo número de afirmações, sendo que algumas delas me põem quase sem respiração!

 

Logo para começar fico sempre admirado quando vejo um gráfico de sondagem como o do Público de hoje. As perguntas eram: está interessado pelas Eleições Presidenciais? Vejam só as respostas: 10%, muito interesse; 30% algum interesse; 60% não interessado! Como é que num país em crise, onde toda a gente chora a sua má sorte (mesmo os que têm sorte a mais) ainda há 60% dos cidadãos que não estão interessados pelas Eleições Presidenciais? Constato que não são só os emigrantes que têm falta de educação cívica. Os primos que ficaram pela terra são feitos da mesma matéria! Que desespero!

 

Depois vêm os comentários dos candidatos e lá vêm as frases mais disparatadas, as maiores contra verdades, os cinismos, as malícias e as calúnias. Só porque as pessoas se desinteressam é que alguns políticos se podem permitir tais abandonos; se houvesse mais crítica, outro galo cantaria. Quando Fernando Nobre põe em pé de igualdade os candidatos Cavaco Silva e Manuel Alegre, para mim é como se estivesse a dizer ” estou aqui para atrapalhar (por encomenda?), pois de política não percebo patavina”. Cavaco dirige-se aos jovens para fazer uma política diferente, é claro que com o candidato da “estabilidade passiva” a política vai ser diferente, mas diferente daquela que devia ser. Diz ainda que não se deve desperdiçar o dinheiro que a Europa nos atribui. De acordo, acreditem na sua experiência, toca a continuar a alcatroar o país, que do seu tempo ainda ficou espaço para mais estradas e isso é obra que se vê! Mas além disto o presidente candidato a “bis repetita” não quer falar das escutas; não quer falar das acções; não quer falar do FMI... na realidade o melhor é ficar calado, disso tem ele dezassete anos de experiência.

 

Talvez Maria de Medeiros tenha razão, com tanto silêncio qualquer dia estamos todos sob o domínio da Espanha... quando não há Rei é o que acontece! Em 1984 alguém me disse, perante a minha apreensão “deixa lá com cavacos não se fazem grandes fogueiras”, mas não contava com a combustão lenta. Dezassete anos é muito tempo.

Aurelio Pinto às 12:50 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Só cá faltava mais esta

Mais vale ouvir isto do que ser surdo, como dizia o outro.

 

Primeiro dizia-se que Cavaco Silva não tinha nada a ver com o BPN. Depois que tinha, mas pouco e que tudo estava explicado nos “arquivos”, quem quiser que vá lá ver...

 

Mas como há “desonestos” que insistem e pedem contas (desonestos e atrevidos!), logo chegam os “generais” para explicar que antes dele outros já tinham vendido acções (porque sempre havia acções...) e bem mais caras.

 

Agora, vejam lá, descobriu-se que a família Cavaco Silva perdeu 36682€! Então o Sr. Pr. de Economia perdeu as economias? Isto não é uma crise é uma seca!

Aurelio Pinto às 12:49 | link do post | comentar

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