Quinta-feira, 20.01.11

Ouvir. Escutar. Ouvir. Escutar. E ouvir mais uma vez.

 

Alguém destacou no outro dia a  forma como Manuel Alegre se entrega ao contacto com as pessoas, ouvindo-as, fazendo que as pessoas se sintam ouvidas. Fico-me a pensar na quanto vamos precisar de, nos próximos anos, ter em Belém alguém que nos faça sentir ouvidos.  Que nos faça sentir gente. Contra a frieza estatística da nossa vida sempre do lado errado da maré especulativa dos mercados.

 

Se calhar este é um dos aspectos mais importantes de um contrato presidencial.

 

Joaquim Paulo Nogueira às 22:19 | link do post | comentar
Terça-feira, 18.01.11

A Palavra vs Silence is Golden

 

 

 

«A grande arma de um Presidente é a palavra. As palavras ajudam a mudar a vida, ajudam a criar confiança e esperança» (Contrato Presidencial).

 

 

 

 

A palavra é muito mais do que aparenta na superfície do espaço ou no decurso do tempo. A palavra designa - também - uma relação entre quem fala e quem ouve, quem emite e qiuem recebe A palavra é a palavra em si-mesma e é também um abraço, criador de um laço social, ou um murro igualmente criador de uma relação.

 

A ausência de palavras mostra a vontade expressa de inexistência de relação, tendo em conta que “não existe não comunicação”, coisa que o Candidato-Cavaco quer ignorar. Ao não comunicar connosco, o Candidato-Cavaco está a dizer-nos que nós, Povo Português, não existimos. Ao negar-se a comunicar connosco, o Professor Aníbal nega a nossa existência de pessoas comuns, que vivem do seu trabalho (quem o tem) e simultaneamente mostra estar interessado nas conversas de gabinete e de salão, nas trocas verbais que tem tido, ao longo de 15 anos, com muitos dos que têm sugado, em surdina e sem qualquer legitimidade nem valor acrescentado, o que Portugal produz e o que vai produzir. Silence is Golden.

 

A direita, para quem o Povo é mão-e-cérebro-de-obra descartável, vota, obviamente, num Cavaco que ignora o Povo e que protege uns tantos Comissários Honorários, num Cavaco cujas inexistentes palavras públicas e soltas não provocam ondas.

 

Inversamente, Manuel Alegre oferece as suas palavras e dá a sua palavra: elas estão no Contrato Presidencial, estão no (Compromisso com Dirigentes Sindicais) e estão, pela mão de Maria do Céu Cunha Rego, no (Manifesto em Defesa da Igualdade).

 

Se todos os candidatos usam palavras nos comícios, nas arruadas ou nos encontros com a população, já o Candidato-Cavaco só sabe/quer usar a palavra formal, a do discurso-com-palmas-no-fim, sem questões, sem os imprevistos de qualquer relação. É a sua “personalidade autoritária” que o impede de improvisar e, quando confrontado com gente se obriga a dizer umas palavras, é o que se ouve . . .

 

 

Para não falar de Língua . . .

Vera Santana às 21:21 | link do post | comentar
Segunda-feira, 17.01.11

Isto já não é "gerir o silêncio"; é arrastar-se atrás dele

Antena 1 lamenta ausência de Cavaco em entrevista à “rádio paga por todos nós”

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Miguel Cardina às 21:44 | link do post | comentar

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Imagem: Rui Perdigão